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domingo, 27 de novembro de 2011

10-JE 21 Dias- Daniel 10


10-Jornada Espiritual - 21 Dias na Presença de Deus

10º. dia – Foste comprado por bom preço.

Leia Daniel 10

Ore com 1Coríntios 6, 12-20 e agradeça ao Senhor por tê-lo comprado pelo sangue de Jesus.

Reflexão:

Capítulo 10 de Daniel

Por trás dos bastidores

O capítulo 10 é uma espécie de introdução a quarta grande profecia do livro de Daniel relatada nos capítulos 11 e 12. Estes três capítulos formam uma unidade.

Setenta anos se passaram desde que Daniel e seus amigos foram forçados a deixar Jerusalém. Daniel tinha a idade avançada, mas ainda cumpria seus deveres nas cortes daquele governo estrangeiro. Ciro havia emitido um decreto permitindo que os filhos de Israel voltassem e reconstruíssem os muros e o templo de Jerusalém. Daniel não voltou com eles, possivelmente por causa da idade, ou porque sentiu que podia ajudar mais o seu povo usando sua influência na corte suprema do rei da Pérsia.

Os samaritanos haviam oferecido seus serviços para a reconstrução de Jerusalém. Por causa da sua idolatria, a oferta foi recusada. Como vingança, começaram a fazer oposição à obra de reconstrução, de acordo com a descrição encontrada nos livros de Esdras e Neemias.

Como resultado da oposição, a obra de reconstrução teve que parar. Era tempo de Páscoa, mas o templo ainda estava em ruínas. Os judeus continuavam como prisioneiros após os 70 anos, por isso Daniel orou por três semanas e jejuou.

Daniel 10:1 – “No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome é Beltessazar; a palavra era verdadeira e envolvia grande conflito; ele entendeu a palavra e teve a inteligência da visão”.

A nova visão mencionada ocorreu “no terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia”. Foi cerca do ano 535 a.C. e “envolvia grande conflito”. A crise devia ser muito grande, pois Daniel sentiu uma profunda tristeza durante três semanas.

Daniel 10:2-3 –( Ler na Bíblia)

Daniel está outra vez de joelhos! Todos os seus problemas eram resolvidos com oração! Como um jovem na corte de Nabucodonosor, ele encontrou a solução para uma situação aparentemente sem esperança por meio da oração. Deus respondeu aquela oração, dando-lhe uma visão do que fora o sonho do rei.

Quando ameaçado de ir parar na cova dos leões, ele orava três vezes ao dia com as janelas abertas. Deus respondeu sua oração fechando a boca dos leões. Quando preocupado com a profecia de Jeremias sobre a restauração de Jerusalém, ele orou, confessando seus pecados e os do povo. Deus enviou o Seu maior anjo, Gabriel, para responder aquela oração.

Em todos os momentos Daniel buscava ao Senhor. É um exemplo de fé para nós.

Daniel 10:4-6 ––( Ler na Bíblia)

Comparando a visão que Daniel teve com a de João na ilha de Patmos (Apoc.1:13-16), é evidente que o Ser glorioso que ele viu às margens do rio Tigre, não era outro senão Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Daniel 10:7 – –( Ler na Bíblia)

A mesma experiência de Paulo no caminho de Damasco (Atos 9:7). A visão que Daniel teve foi sobremaneira grandiosa e sobrenatural que os seus companheiros, presentes na ocasião, ficaram tão aterrorizados que fugiram para se esconder.

Daniel 10:8-9 ––( Ler na Bíblia)

O efeito da visão em Daniel foi o mesmo que nos outros mortais a quem fora dado um vislumbre da Divindade. Na ilha de Patmos, João “caiu a seus pés como morto” (Apoc.1:17). No Monte da Transfiguração, Pedro, Tiago e João, “caíram sobre o seu rosto e tiveram grande medo” (Mat.17:6).

Daniel 10:10-11 ––( Ler na Bíblia)

O mesmo privilégio de Daniel, ao ser reconhecido como homem muito amado é estendido a cada um de nós, que temos em Jesus o Salvador e Senhor de nossas vidas.

Daniel 10:12 – ( Ler na Bíblia)

Quando Pedro, Tiago e João caíram com temor sobre seus rostos no Monte da Transfiguração, a Bíblia diz: “Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais!” (Mat.17:7). Na ilha de Patmos, quando João viu Jesus e caiu a Seus pés como morto, também ouviu dEle: “Não temas” (Apoc.1:17).

A oração de Daniel foi ouvida desde o momento em que se pôs de joelho e a pronunciou. Ele não tinha qualquer evidência de que suas orações estavam sendo ouvidas. Mas seguia em súplica em todos os momentos, mantendo assim, sua fé inabalável.

Que notícia! Assim também acontece com as nossas orações. Elas são ouvidas imediatamente no Céu. E a partir daí dá-se início a um processo que os próximos versículos nos revelam:



Por trás dos bastidores

Temos, agora, uma visão privilegiada do que acontece por detrás dos bastidores. Toda oração sincera é ouvida no Céu, muito embora a resposta pareça demorar mais do que podemos compreender. Daniel orou três semanas antes que a resposta viesse, ainda que o anjo lhe tivesse garantido que suas palavras foram ouvidas desde o primeiro dia.

Deus ergueu o véu e mostrou a Daniel as realidades do mundo invisível – o conflito entre as forças do bem e do mal. Na Bíblia, somente em Daniel 10 encontramos uma explicação tão completa quanto ao processo da oração. Este processo não aconteceu só com Daniel, mas acontece até hoje, toda vez que elevamos nossas orações ao Senhor.

Daniel 10:13 –14 –( Ler na Bíblia)

Satanás: O príncipe deste mundo

É fundamental para a compreensão dessa passagem que não percamos de vista o contexto em que essa visão foi dada. Deus queria restabelecer Seu povo em Jerusalém e moveu o coração de Ciro para que emitisse um decreto ordenando a reconstrução do templo.

É Deus quem “remove os reis e estabelece os reis” (Dan.2:21). Através de Isaias, cerca de 150 anos antes, Deus já havia profetizado que Ciro favoreceria Israel (Isa. 44:28; 45:1), a quem Deus escolhera para cumprir o Seu propósito.

Enquanto isso, Satanás procurava frustrar o plano divino junto aos reis da Medo-Pérsia. Os vizinhos de Judá estavam tentando influenciar o rei da Pérsia a retirar a sua ajuda e a revogar sua ordem para reconstruir Jerusalém.

Quando Satanás tentou Jesus, o Salvador disse: “Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo” (João 12:31). Satanás é o príncipe deste mundo, assim como naquele contexto, era o príncipe do reino da Pérsia.


A Batalha entre o bem e o mal

Pelo fato de ele haver se oposto a um anjo de Deus durante três semanas, devemos concluir que se tratava de um anjo mau. II Ped.2:4 fala dos anjos que pecaram e foram expulsos do Céu. Paulo disse que os deuses adorados pelas nações de seu tempo, na realidade eram demônios (I Cor.10:20).

Paulo também revelou que nossos verdadeiros inimigos não são pessoas comuns, feitas de “carne e sangue”, mas que em verdade são “principados” e “potestades”, as “forças espirituais do mal” e os “dominadores deste mundo tenebroso” (Efésios 6:12).

Por três vezes Jesus identificou a Satanás como “príncipe” (João 12:31; 14:30 e 16:11). Algumas versões bíblicas apresentam o texto de Dan.10:13 fazendo referência ao “anjo príncipe do reino da Pérsia”.

Portanto, Satanás estava impedindo que as orações de Daniel fossem respondidas, porque estava influenciando a mente do rei Ciro para não deixar os israelitas voltarem para sua terra. Por isso, Daniel orou e enquanto ele orava, suas orações subiram a Deus, e no mesmo instante Deus mandou o anjo Gabriel para influenciar a mente de Ciro.

“Mas o príncipe do reino da Pérsia [Satanás] me resistiu por vinte e um dias”. O que aconteceu foi que Satanás entrou em luta com o anjo Gabriel, para impedir que ele dissipasse a escuridão e a mente de Ciro pudesse ser aberta e o rei da Pérsia tivesse a oportunidade de tomar sua decisão livremente.

Gabriel iria afastar todas as influências más que possuíram a mente de Ciro. Mas quando ele começou a fazer isso, Satanás apresentou-se pessoalmente, porque não queria que o povo de Israel voltasse para Jerusalém para adorar o verdadeiro Deus.

Neste ponto, travou-se um terrível combate na mente de Ciro. As forças do bem contra as forças do mal; as forças de Cristo enfrentando as forças de Satanás. Essa batalha aconteceu na mente de Ciro, exatamente como acontece em nossa mente. Porém, as orações de Daniel trouxeram ajuda celestial para resolver o problema.

Satanás continua exercendo grande influência sobre este mundo e sobre a mente de todas as pessoas que permitem serem comandadas por ele. Ele continua fazendo de tudo para atrapalhar os planos de Deus e muitas vezes, influencia a mente de pessoas que são usadas para atrapalhar também que orações sejam respondidas.



Livre-arbítrio

Deus respeita nossa liberdade de escolha. Ele nunca manipula a vontade. Nunca coage. Daniel orou e suas preces subiram até Cristo no Santuário Celeste. O Senhor Jesus disse a Gabriel: “Eu respeito a oração de Daniel e sua liberdade de escolha, mas também respeito o livre arbítrio de Ciro.”

Por essa razão, nosso Senhor enviou Seu Espírito Santo para trabalhar na mente de Ciro. Deus pode olhar para Satanás e dizer: “Eu preciso respeitar a liberdade de escolha de Daniel e ele está orando por Ciro. Então irei dobrar Meus anjos e enviarei grandes fontes de força espiritual para abrir a mente do rei”.

Não há contradição entre a atividade de Deus na História e a liberdade humana. Sua vontade pré-ordenada não anula a liberdade humana. A pessoa é livre para tomar decisões (Josué 24:15; I Reis 18:21). Mas qualquer decisão traz consigo os seus resultados inevitáveis. A pessoa pode escolher servir à vontade divina dentro do curso de eventos determinados por Deus.

As profecias descrevem o plano universal de Deus para a humanidade e para o Seu povo e, portanto, são incondicionais. Como Senhor soberano da História, Ele a dirige, sem violar a escolha ou o livre-arbítrio humano, em direção a um objetivo em particular, isto é, o estabelecimento do Seu reino eterno na Terra. Em conseqüência, a profecia tem um elemento de determinismo a partir do fato de que o plano de Deus triunfará apesar de qualquer oposição.

Os versículos relatam que, embora Satanás e Cristo estivessem trabalhando pela mente do rei persa, nenhum deles podia forçá-lo. O livre-arbítrio humano, embora seja um dos maiores dons que recebemos, custou um preço terrível: a morte de Jesus na cruz.

Se não tivéssemos livre-arbítrio, não poderíamos ter pecado, e se não tivéssemos pecado, não teria havido cruz, porque não haveria necessidade dela. Assim, de muitas formas, a cruz é o maior exemplo não só da realidade do livre-arbítrio humano, mas das conseqüências de abusarmos dele.

O conhecimento divino a respeito daquilo que os homens irão fazer, não interfere em suas decisões efetivas, assim como o conhecimento que um historiador possui sobre os atos passados das pessoas não interfere naquilo que elas fizeram. O conhecimento antecipado de Deus penetra no futuro sem alterá-lo. A presciência de Deus jamais viola a liberdade humana.


A oração abre um novo caminho

Em cada mente existe uma guerra, em cada coração existe uma luta e anjos bons e maus combatem a fim de conquistar a vida espiritual dos filhos de Deus. Mas, quando oramos, abre-se uma avenida para que os anjos bons desçam em maior número para trazer a luz e a verdade. Percebeu? Se Daniel tivesse interrompido suas orações já nos primeiros dias, a batalha estaria perdida. Nisso reside a importância de se manter sempre em oração, esperando no Senhor as respostas. Elas certamente virão.

Em Daniel 2, Deus respondeu à oração de Daniel concedendo a interpretação do sonho de Nabucodonosor. Em Daniel 6, Deus enviou um anjo para livrá-lo dos leões. Em Daniel 9, Ele enviou a mais exaltada de Suas criaturas, o anjo Gabriel. Agora, em Daniel 10, Deus enviou o Seu próprio Filho.

Deus sempre irá além. Sempre nos dará mais do que aquilo que pedimos. Quando oramos a Deus por nós mesmos ou por terceiros, um processo é desencadeado no céu. O anjo confirmou que todas as orações são ouvidas na hora em que a pronunciamos, e a partir daí são comissionados anjos e meios para que as respostas venham de acordo com o plano de Deus.

Mas, Satanás, que é o príncipe deste mundo nos conhece muito bem, sabe exatamente nossas condições, o que nos faz cair, nossas fraquezas e sempre irá tentar atrapalhar, juntamente com seus outros anjos caídos, os propósitos de Deus em nossas vidas.

A boa nova é que assim como Satanás influencia nossas mentes com seus anjos, Deus, Miguel e os santos anjos, também têm esta missão. Ao lado de Miguel, a vitória é certa.


Quem é Miguel?

Miguel desceu em auxílio ao anjo Gabriel, liderando todas as tropas celestes, e derrotou Satanás. Quem quer que seja Miguel, conclui-se que Ele é mais poderoso do que Satanás. Vamos ver algumas passagens bíblicas para identificá-lo. O nome “Miguel” é mencionado em apenas cinco lugares (Dan.10:13 e 21; 12:1; Judas 9; Apoc.12:7).

Antes de lermos esses textos é bom lembrar um detalhe importante: todas as vezes que o nome Miguel é mencionado, o contexto é de um confronto pessoal com Satanás. O nome Miguel é um nome de guerra. Em Apoc.12:7-9 verifica-se que Miguel é suficientemente poderoso, tinha anjos ao Seu lado e autoridade para expulsar a Satanás do Céu. Em Judas 9 constatamos que Miguel tinha poder para derrotar Satanás e ressuscitar Moisés.

No idioma hebraico, o nome Miguel significa uma pergunta: “Quem é igual a Deus?” E quem é o único que é igual a Deus? Claro, só pode ser Cristo Jesus. Devemos ficar felizes ao saber que Aquele que é como Deus pode expulsar Satanás do Céu e da nossa vida.


O Arcanjo

A palavra arcanjo significa “comandante e chefe dos anjos”. Uma das funções de Cristo é comandar os anjos, como se pode ver em I Tess.4:16 e 17. Nessa passagem é-nos dito que Ele virá com voz de arcanjo. Ele virá comandando os anjos, como alguém superior.

O termo grego ‘arch’ significa superioridade, primazia, preeminência e também o que comanda, que chefia. O fato de que o Arcanjo é o chefe dos anjos, não faz dele um ser criado. A Bíblia apresenta apenas um arcanjo, e este é Miguel.

Por ocasião da segunda vinda, é a voz do Arcanjo que assinala a ressurreição dos mortos, de acordo com I Tess.4:16. E de acordo com João 5:28 e 29, é a “voz do Filho de Deus” que provoca a ressurreição dos mortos. Daniel 12:1-4 diz que, quando Miguel Se erguer no tempo do fim, “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão”.

Miguel, o Arcanjo cuja voz irá despertar os mortos, é Jesus, o Filho de Deus e nosso Salvador. Pelo fato de ser tanto Deus quanto um Anjo (o Mensageiro muito especial enviado à Terra pelo Pai), Ele é inevitavelmente o Chefe dos anjos – o Arcanjo.


Uma dimensão maior do grande conflito

O capítulo 10 não se limita ao conflito existente durante o império Medo-Persa. Possui uma dimensão muito maior, pois o anjo explicou ao profeta que “a visão se refere a dias ainda distantes” e o capítulo 11 continua a mencionar a seqüência do “conflito” no império Medo-Persa e o seu desenvolvimento até a vinda de Cristo. O assunto em jogo é, na verdade, todo o futuro da humanidade.

Daniel 10:15 – “Ao falar ele comigo estas palavras, dirigi o olhar para a terra e calei”.
Outra vez Daniel ficou abismado, não somente com o poder de seres celestiais com quem ele estava se comunicando, mas com o impressionante conceito de um conflito cósmico envolvendo longo período de sofrimento para aqueles a quem ele amava. A profecia de 2.300 anos o havia deixado abalado, e agora lhe era dito: “A visão é ainda para muitos dias”.

Daniel 10:16 –17 –( Ler na Bíblia)
Daniel sentiu outra vez o toque celestial, e recuperou a fala. A magnitude da profecia deixou-o sem fôlego. Ele disse: “Por causa da visão me sobrevieram dores”. A que visão ele estava se referindo?

Daniel 10:18-21 – –( Ler na Bíblia)

Aqui, o anjo está falando sobre um outro conflito entre ele e o “príncipe da Pérsia”. Vemos em Esdras 4:4-24 que essa luta continuou por muito tempo, depois da visão.

Nos capítulos 2, 7 e 8 de Daniel foi predito que o domínio do mundo pelos gregos seria o próximo grande marco profético. Isso agora é reiterado.

“Ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles”

O anjo que está falando com Daniel anuncia que ele e Miguel assumem toda a responsabilidade sobre as coisas deste mundo. Assim, se pudermos dizer como o anjo que somente Miguel está ao nosso lado nesta batalha, que apenas olhos espirituais podem ver, é como dizer que estamos do lado mais poderoso e certamente vitorioso.

O fato de sabermos que Miguel é Jesus, nos faz relembrar que o foco principal das profecias de Daniel não é Antíoco Epifânio e nem o anticristo. O foco repousa sempre sobre Jesus Cristo. Jesus é a pedra fundamental de Daniel 2. Ele é o Filho do Homem que vem sobre as nuvens em Daniel 7. Ele é o Messias e Príncipe que foi cortado na profecia das setenta semanas, e que não obstante faz com que Seu concerto prevaleça.

Satanás também dirige o seu exército de anjos caídos (Apoc.12:7) e “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (I Ped.5:8). Cada cristão deveria ser um Daniel e orar regular e sistematicamente para que Jesus (Miguel) envie os Seus anjos para lutar com os demônios que diariamente tentam manter o controle da nossa mente e do lar em que vivemos.

Uma vez que as “hostes espirituais da maldade” tentam nos controlar, Paulo insiste em que todos os cristãos se revistam da “armadura de Deus” (Efés.6:12-18). Ele acrescenta, no verso 18: “vigiando com toda perseverança”.

Os anjos de Satanás são decididos e teimosos. Um deles resistiu a Gabriel durante três semanas. Não fosse a constante oração de Daniel e teria sido derrotado. Em meio a provações e lutas devemos elevar nossas orações a Miguel que, estando ao nosso lado, vencerá qualquer batalha.

Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues inspirado em palestra do advogado Mauro Braga.
http://www.iasdemfoco.net/mat/pegarepregar/abrejanela.asp?Id=44
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sábado, 26 de novembro de 2011

9-JE 21 Dias-



9-Jornada Espiritual - 21 Dias na Presença de Deus

9º. dia –Oração

Leia-Daniel 9
Ore com Mateus 6:5 a 15 e agradeça a Deus pela sua bondade e misericórdia!

Reflexão:

Capítulo 9 de Daniel

Súplica e Entendimento

Ao terminar a visão de Daniel 8, o profeta estava deprimido e angustiado; abalado com aquilo que lhe fora revelado e completamente desorientado. Treze anos se passaram e parte da sua interpretação do sonho de Nabucodonosor estava se cumprindo diante dos seus olhos. Babilônia foi finalmente derrotada. O império medo-persa já estava governando o mundo.

Daniel foi apontado como conselheiro dos presidentes, sentenciado a passar uma noite na cova dos leões e salvo pela poderosa mão de Deus. Naquele mesmo ano, o anjo Gabriel veio até ele com a explicação da visão que o deixara tão perplexo.

Daniel 9:1-2 (ler na Bíblia)
Os medo-persas derrotaram Babilônia em 539 a.C. Daniel era prisioneiro desde 605 a.C, quando tinha 17 anos. Então, no tempo do capítulo 9, Daniel deveria ter 83 ou 84 anos de idade.

Nem o dom de profecia fez com que Daniel negligenciasse o estudo das Escrituras. Como primeiro-ministro da mais preeminente nação da Terra, ele nunca estava ocupado demais para deixar de passar tempo com a Palavra de Deus.

Na adolescência, Daniel tinha ouvido Jeremias pregar e sabia que esse profeta era inspirado por Deus. As promessas de Deus, por meio de Jeremias, eram muito importantes para ele. A firme crença de Daniel era de que o Senhor cumpriria a promessa para o Seu povo, quando disse: “Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a Minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (Jeremias 29:10).

Daniel já estava no cativeiro por quase setenta anos e, de acordo com os escritos de Jeremias, esse cativeiro devia estar chegando ao fim. Mas Daniel estava confuso por causa de uma discrepância entre sua visão e os escritos de Jeremias. Em sua visão, ele tinha visto um longo período de 2.300 anos antes do santuário ser purificado. Isso é o que lhe tirava o sono, enquanto cuidava dos negócios do rei. Este assunto sempre estava presente em suas orações.

Daniel 9:3-4 –(ler na Bíblia)

Daniel reconhecia a majestade de Deus. Os exemplos mostram que os homens mais próximos de Deus, de todos os tempos, foram os que demonstraram maior respeito ao mencionarem o Seu nome sagrado.

Daniel 9:5 – (ler na Bíblia)

Daniel não culpou os perversos reis de Israel, ou o povo idólatra. Ele disse “pecamos”. Quis identificar-se com o povo, a quem amava profundamente. Ele compartilhava as conseqüências da idolatria, mesmo sem ter participado dela.

Era como Moisés, que não somente estava disposto a interceder pelo seu povo – a despeito da maneira como eles o haviam tratado – mas também estava pronto a morrer com eles. “Tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora, o povo cometeu grandes pecados, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, senão, risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (Êxodo 32:31-32).

Daniel entendeu a importância da confissão como uma parte da oração. “Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Salmo 66:18).

Daniel 9:7 – a 13 (ler na Bíblia)

A Lei da Causa e Efeito

Daniel 9:14 – “Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz”.

Quando qualquer pessoa, qualquer família, qualquer nação, consciente e voluntariamente deixa os caminhos do Senhor, perde as bênçãos e a proteção divina. Em conseqüência, sua vida se enche de problemas, sofrimentos e destruição, que não existiriam caso não tivessem escolhido ignorar as determinações de Deus.

Assim, é a rebeldia humana que retém a mão de Deus e dá ao diabo a permissão para nos causar problemas e sofrimentos que, em outra situação, ele não poderia causar.

Algumas vezes, Deus nos ensina através do sofrimento o que não aprenderíamos em momentos de alegria. Alguém já disse que só olhamos para cima quando estamos lá embaixo. É muito melhor aprender na alegria do que na dor.

Daniel 9:15 –(ler na Bíblia)

A Resposta Divina à Oração

Daniel 9:20 – 22

Indiscutivelmente, Daniel está se referindo à visão do capítulo anterior. As duas únicas visões anteriores foram a interpretação do sonho de Nabucodonosor e a visão de Daniel 7. Mas não há menção ao anjo Gabriel em nenhuma dessas visões.

Daniel 9:22 – “Ele queria instruir-me, falou comigo e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido”.

O anjo estava prestes a explicar sobre o tempo da purificação do santuário, no final do capítulo 8, quando aconteceu algo com Daniel (Dan.8:27). Daniel desmaiou e adoeceu. Por amor a nós, muitas vezes Deus aguarda que tenhamos suficiente condição e entendimento para receber Suas respostas e revelações.

O anjo já havia explicado para Daniel a parte do significado da visão que ele era capaz de compreender. Agora, ele volta para complementar sua explicação, esclarecendo o assunto que estava causando tanta preocupação a Daniel.

Daniel 9:23 – “No princípio das tuas súplicas saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão”.

Gabriel veio ajudar Daniel a entender qual era “o sentido”. A que sentido, ou assunto, estava ele se referindo? Era aquilo que, na visão anterior, Daniel não tinha entendido. Sobre o carneiro, o bode e o chifre pequeno Daniel compreendeu, o que não entendeu foi a parte acerca dos 2.300 dias.

Daniel 9:24 - Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.

Quando a Bíblia fala de um dia comum, quer dizer um período literal. Está escrito em Gênesis sobre manhã e tarde como compondo um dia completo de 24 horas. Jonas passou três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim Jesus estaria “no ventre da terra” durante o mesmo período. Jesus morreu na sexta-feira e no terceiro dia ressuscitou. Em Daniel e Apocalipse quando se trata de profecias, fica claro que um dia representa um ano.

O povo de Daniel eram os judeus. Quantos dias tem uma semana? Sete. Setenta vezes sete são 490 dias-proféticos, ou anos. Assim, os 490 anos da primeira parte da profecia deveriam aplicar-se ao povo judeu. A primeira parte dos 2.300 anos se refere aos judeus.

A expressão “para fazer cessar a transgressão” descreve de maneira apropriada a persistente rejeição de Israel aos mandamentos de Deus, culminando com a rejeição e crucifixão do Messias esperado.

O cumprimento de tudo o que foi profetizado ao fim das 70 semanas, atestaria a autenticidade da visão, colocando um selo de confirmação na profecia. Um selo é um documento de autenticidade.

Daniel 9:25 – “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semana e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.

O anjo Gabriel dividiu o período de 70 semanas em três partes:
7 semanas (49 anos);
62 semanas (434 anos)
1 semana (7 anos).

O ponto de partida é identificado como “a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. Daniel estava prisioneiro em Babilônia há 70 anos e estava preocupado em saber quando o povo seria libertado para voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade, os muros, o templo e adorar a Deus em paz.

Então Gabriel começou com um evento que era muito importante para Daniel. O tempo deveria ser contado a partir da ordem para restaurar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe. Quem é o Ungido? Jesus, sem sombra de dúvida.

A explicação de Gabriel é clara. A partir do decreto para reedificar Jerusalém transcorreriam 7 e mais 62 semanas (de anos) até o Cristo, o Messias. Ainda restaria mais 1 semana profética para completar as 70 semanas anunciadas. Assim, desde o decreto para restaurar Jerusalém até o Messias, Jesus, transcorreriam 483 anos (7 + 62 semanas).

Na realidade, foram baixados três decretos; o terceiro deles foi expedido por Artaxerxes e era muito importante porque permitia aos judeus não só partir, como também restabelecer a adoração a Deus. Isso ocorreu em 457 a.C.

A partir daí, deveriam ser contadas as 69 semanas até o Messias e mais uma, para completar os 490 anos. Assim, partindo de 457 a.C., se somarmos mais 483 anos chegaremos ao ano 27 d.C., porque não existe o ano zero. Precisamente nesse ano Jesus Cristo, o Messias, foi batizado, ou ungido pelo Espírito Santo (Luc.3:1 e 21).

Daniel 9:26 – “Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.

No ano 70 d.C. a cidade de Jerusalém foi destruída por Tito Vespasiano. A Bíblia previra de forma milimétrica que o santuário terrestre seria destruído.

Daniel 9:27 – “Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”.


Os Eventos da Última ‘Semana’

Sessenta e nove das setenta semanas determinadas para o povo judeu haviam passado. Faltava a última semana. Uma semana profética, ou sete anos, que teriam início em 27 d.C. Se somarmos 27 com 7 chegaremos ao ano 34 d.C.

No meio desse período, a Bíblia diz: “e na metade da semana”, o Messias seria crucificado. A metade da semana são três anos e meio. Se somarmos três anos e meio a partir do outono de 27 d.C. chegaremos à primavera de 31 d.C, data em que Jesus foi crucificado.

No final desses 490 anos, em 34 d.C., os judeus selariam seu destino como povo de Deus. Logicamente que como indivíduos poderiam fazer parte do povo de Deus que viria depois. Qualquer pessoa, muçulmano, indiano, judeu, cristão, só é salvo através do sangue de Cristo. Mas os judeus não seriam mais a nação escolhida após 34 d.C.

Em 34 d.C., Estevão, o primeiro mártir cristão, foi apedrejado. Os líderes judeus rejeitaram o evangelho e esse passou a ser disseminado entre os gentios. Podemos ler essa história no livro de Atos, quando o sumo sacerdote fez um discurso no apedrejamento de Estevão, renunciando a fé cristã, rejeitando a Jesus como o Messias. Em 34 d.C., o evangelho passou a ser pregado aos gentios e a primeira parte dessa profecia se cumpriu.

Os primeiros 490 dos 2.300 anos findaram em 34 d.C. Essa fração do grande período de 2.300 anos referia-se ao povo de Daniel e à primeira vinda de Cristo. A última parte diz respeito ao moderno povo de Deus e à segunda vinda de Cristo.

Deus usou um acontecimento que pudemos constatar – a primeira vinda de Cristo – para que compreendêssemos aquilo que não podemos ver – a segunda vinda de Cristo. Ora, se os acontecimentos da primeira parte da profecia se cumpriram pontualmente, obviamente os eventos da segunda parte também hão de se cumprir.

“Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado” (Dan.8:14). Conforme vimos, as 70 semanas são apenas a primeira parte de um período mais longo, do qual elas foram tiradas. Quatrocentos e noventa anos foram amputados dos 2.300 anos. Isso nos deixa com 1.810 anos para cumprir a segunda parte da profecia. Como os 490 anos terminaram em 34 d.C., se somarmos mais 1.810 anos, chegaremos ao ano de 1844.

Mas, alguém poderá dizer: “Nada aconteceu em 1844 que se encaixe na descrição da profecia!” A profecia disse que, em 1844, o santuário seria purificado. Isso não pode ser uma referência ao santuário de Jerusalém, o qual foi destruído em 70 d.C. Só pode ser uma referência ao santuário, “o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Heb.8:2). Esse é o santuário que está no Céu (Heb. 9:11; Apoc.4:5; 8:3; 11:19).

A purificação do santuário no Antigo Testamento fazia referência ao Dia da Expiação, que prefigurava o dia do julgamento. Como poderia o julgamento começar em 1844? A Bíblia não ensina que ele ocorrerá no tempo da segunda vinda de Cristo? Somente olhando para o conjunto, o contexto das profecias de Daniel, é que podemos encontrar uma resposta para essa pergunta.

Tivemos uma prévia do julgamento no capítulo 7 de Daniel. Note as seguintes expressões: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias Se assentou” (Dan.7:9). “Assentou-se o tribunal, e se abriram os livros” (Dan.7:10). “E eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-Se ao Ancião de Dias” (Dan.7:13).

Temos aqui um retrato do Ancião de Dias (Deus, o Pai) tomando assento e abrindo os livros. O Filho do Homem (Jesus) vem com as nuvens dos céus (não nas nuvens, como em Sua segunda vinda), mas com as nuvens) e aparece diante do Ancião de Dias. O capítulo 8 de Daniel continua o tema. A purificação do santuário, portanto, é o mesmo evento do julgamento de Daniel 7.

Mais luz é lançada sobre o assunto quando lemos o capítulo 14 de Apocalipse. Temos ali a proclamação do evangelho eterno, e a mensagem pregada é: “Temei a Deus e daí-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Apoc.14:7). Essa mensagem não diz que a hora do Seu julgamento será no futuro, mas que ela está no presente.

O evangelho está sendo pregado depois de haver chegado o tempo do julgamento. É dito que o dia da volta de Cristo não é conhecido nem pelos anjos do Céu (Mat. 24:36). Mas sobre a hora do julgamento é dito: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um Varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-O dentre os mortos” (Atos 17:31).

Segundo a mesma profecia (Dan.8:9-14), desde 1844, Deus tem restaurado para o mundo a verdade sobre as Escrituras. A verdade que foi perdida durante os séculos, que foi obscurecida por tradições e doutrinas humanas. A verdade de que somos salvos somente por Cristo e que nossas boas obras não nos podem salvar. A verdade de que em qualquer preocupação ou dificuldade que enfrentarmos, precisamos não de um sacerdote terreno, mas de Jesus, nosso Sumo Sacerdote celestial. A verdade de que se nós O amarmos, permitiremos que Ele mude nossos corações e escreva Sua lei em nosso interior.

Se estivermos vivendo no tempo do fim desde 1844, então isso é mais do que 150 anos! Mas devemos nos lembrar de que Noé pregou a destruição pelo dilúvio durante 120 anos. A Terra está sendo julgada por 150 anos, porque o dilúvio final está chegando. Nos últimos 150 anos, a mensagem de Deus tem sido anunciada ao mundo enquanto o tempo se escoa. Estamos nos aproximando da Grande Crise, do fim do mundo, da volta de Cristo, dos últimos momentos que precedem a eternidade.

As Fases do Julgamento Final:


• O julgamento antes da volta de Cristo – Esse é o tempo em que o Filho do Homem vem ao Ancião de Dias, purifica o santuário e investiga os livros (Dan.7:9-14, 27 e 27; Dan.8:14).

• O julgamento na segunda vinda – O Filho do Homem separa as ovelhas dos bodes (Mat.25:31-46).

• O julgamento durante o milênio – Os santos sentarão nos tronos e o julgamento será entregue a eles, ao examinarem os registros (Apoc.20:4; I Cor.6:2 e 3).

• A sentença final para os ímpios – No final do milênio, os ímpios serão sentenciados ao castigo final (Apoc.20:4 e 12).

• A execução – Após a sentença final, os perdidos serão lançados no lago de fogo (Apoc.20:12).

Que encorajamento para os cristãos de hoje é saber que nosso Representante está diante do trono da graça intercedendo em nosso favor! “Por isso, também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Heb.7:25).

Texto da jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado em palestra do advogado Mauro Braga.
http://www.iasdemfoco.net/mat/pegarepregar/abrejanela.asp?Id=43

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Convite- 01 de dezembro

CONVITE

Devido a grande procura para participação na Jornada Espiritual de Jejum e Oração "21 Dias na Presença de Deus" estamos abrindo nova inscrição para você que ainda não está participando e deseja fazer parte de um grupo de oração.

Estaremos iniciando um novo Grupo no dia 01 de Dezembro, se for seu desejo inscreva-se.

Inscrição informações escreva para eaderne@yahoo.com.br

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

8-JE 21 Dias-

" A ATITUDE É SUA E O MOVER É DE DEUS!"

8-Jornada Espiritual - 21 Dias na Presença de Deus

8º. dia –O tempo Está Cumprido

Leia Daniel 8
Ore com o salmo 121 e louve o Deus fiel que o guarda seguro até o fim.

Reflexão:

Capítulo 8 de Daniel

O juízo e a restauração da verdade

A visão de Daniel 8 é o clímax das apresentações simbólicas do livro. O contexto histórico mostra que o capítulo está falando do santuário no Céu, onde Cristo agora é o nosso Sumo Sacerdote (Heb. 8:1-2).

As questões-chave reveladas aqui não giram ao redor de alguma batalha militar na qual exércitos pagãos profanam o santuário terrestre. O alcance do capítulo vai muito além de qualquer batalha localizada, terrestre, política ou militar.

Ao contrário, as questões são espirituais; este capítulo é uma visão diferente do grande conflito, envolvendo um vasto sistema religioso que se ergueu em oposição à verdade de Cristo.

O interesse principal nesta visão é mostrar – na Terra – a época da restauração da verdade deitada por terra (versos 10-12), e – no Céu – o início do juízo investigativo (purificação do santuário celestial).

As três mensagens angélicas em Apocalipse 14:6 focalizam a restauração da verdade no tempo determinado.

Daniel 8:1 –( Ler na Bíblia)

Essa visão ocorreu dois anos depois da visão de Daniel 7. Babilônia ainda teria alguns anos de vida antes da sua queda, mas não foi difícil para um homem como Daniel ver que os seus dias estavam contados.

Daniel estava idoso e permanecera no cativeiro por aproximadamente 55 anos. Sabia que os 70 anos do cativeiro profetizados por Jeremias acabariam em breve, e ele desejava ver a restauração prometida.

A visão que tivera dois anos antes ainda era bem presente em sua mente. Estava bastante ansioso por ver como a nova visão complementava a antiga, e quais outras impressões receberia.

Daniel 8:2 – (Ler na Bíblia)

A passagem não diz se ele estava realmente em Susã ou se foi transportado para lá em visão. Seria o povo deste país que, em curto tempo, capturaria Babilônia. Ele estava profeticamente sendo levado para o futuro, para a época do império medo-persa.

Daniel 8:3 – 6 (Ler na Bíblia)
Nesta profecia o carneiro e o bode são usados como símbolos. Dois animais que eram usados no ritual do santuário. No santuário hebreu, uma vez ao ano, acontecia uma festa especial, a festa da purificação do santuário. O cordeiro e o bode eram animais usados para um sacrifício especial feito no último dia da festa da purificação do templo, no dia do julgamento.

Quando utiliza o cordeiro e o bode, Deus quer chamar nossa atenção para o ‘fim dos tempos’, o juízo final, a ‘purificação do santuário’.

A descrição identifica claramente o carneiro representando o Império Medo-Persa (verso 20). Como Babilônia está em seus últimos dias, já agonizante, ela nem sequer é mencionada nessa profecia. Os dois chifres do carneiro representam os medos e persas. Os medos vieram primeiro, mas os persas tornaram-se os membros dominadores dessa união.

O bode é identificado no verso 21 como sendo o rei da Grécia. Com séculos de antecedência, a profecia identifica a Grécia como o império que subjugaria a Medo-Pérsia. O bode andava sem tocar no chão (ou seja, ele voava), demonstrando a velocidade das conquistas de Alexandre, o Grande.

Daniel 8:7 – “Vi-o chegar perto do carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele”.
Daniel 8:8 – “O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu”.

Essa descrição não deixa dúvida acerca da completa vitória de Alexandre sobre os medo-persas. A Pérsia foi totalmente esmagada.

A Ponta Pequena

Daniel 8:9 –(Ler na Bíblia)

“De um deles” – O texto original [hebraico] não diz “de um dos chifres”, como acontece em nossa versão em português. O original diz “de um deles”. Portanto, o chifre pequeno de Daniel 8, deveria surgir de um dos quatro ventos. Ou seja, deveria aparecer em um dos quatro pontos cardeais.

Num estudo superficial das escrituras sagradas alguns leitores cometem o equívoco de afirmar que o chifre pequeno de Daniel 8 seria o rei, Antíoco Epifânio.

Porém, Antíoco Epifânio não atende às especificações proféticas:

1) Chifres se referem a reinos, não a indivíduos;
2) Ele não “cresceu muito”, em comparação com o império medo-persa e a Grécia;
3) Ele não destruiu o templo de Jerusalém;
4) Jesus referiu-Se à abominação da desolação como algo futuro (Mat.24:15). Antíoco Epifânio morreu quase 200 anos antes de Cristo fazer essa declaração.

Roma pagã atende a todas as especificações:

1) Roma sucede à Grécia em Daniel 2 e 7. É lógico que Roma também devesse seguir à Grécia em Daniel 8; 2) Roma levantou-se do oeste, encaixando-se assim na descrição de um poder vindo dos quatro ventos;

3) O império romano dominou o Oriente Médio, “para a terra gloriosa” (Daniel 8:9);

4) Roma “engrandeceu-se até ao príncipe do exército” (Daniel 8:11);

5) Roma tornou em ruínas o lugar do santuário, em 70 d.C., e terminou permanentemente os sacrifícios que ali ocorriam.

Daniel 8:10 - (Ler na Bíblia)

O exército e as estrelas, quando usados num sentido simbólico concernente aos eventos que ocorrem na Terra, são referências ao povo de Deus e seus líderes. No verso 13, veremos como Roma esmagou tanto o santuário como o exército debaixo de seus pés. Muitos cristãos foram sacrificados sob o poder de Roma.

Daniel 8:11 –(Ler na Bíblia)
De acordo com a profecia, o sacrifício diário (contínuo) seria tirado. Satanás não conseguiu desfazer o plano da salvação através de Roma pagã pelo meio político (morte de Jesus, destruição do templo, perseguição, etc.). Procurou então outro meio: a religião. Introduzindo um sistema falso de adoração, procurou desviar a atenção do ser humano do verdadeiro e único Mediador (I Tim. 2:5).

Este contínuo Mediador é Jesus. A contínua intercessão de Jesus foi substituída pela intercessão sacerdotal do clero romano. Todas as qualificações e atribuições inerentes a Cristo, o papado passou a atribuir-se a si mesmo.

O sistema de adoração e culto ao verdadeiro Deus através do “contínuo” (Jesus), o intercessor no santuário celestial, foi substituído por um sistema falso de adoração chamado de: “abominação assoladora” ou “transgressão assoladora”.

Roma pagã literalmente destruiu o templo, no ano 70 d.C., acabando para sempre com seus serviços religiosos. A profecia de Jesus, que não ficaria pedra sobre pedra (Mat. 24:2), foi cumprida.

Daniel 8:13 –14 (Ler na Bíblia)
Daniel ouve dois anjos conversando. Um faz uma pergunta e o outro dá a resposta. A conversa foi registrada em benefício de toda a humanidade.

Até quando a verdade será lançada por terra? Até quando vai durar esse estado de abandono da verdade e imposição de um sistema falso de culto ao verdadeiro Deus?

A resposta do anjo estabelece uma data profética depois da qual este estado de sacrilégio teria o seu fim. No final de “duas mil e trezentas tardes e manhãs”, a verdade do evangelho jogada “por terra” por Roma eclesiástica, como enfatiza o versículo 12, seria restaurada e proclamada com toda força, como nos dias dos apóstolos.

Sabendo que em linguagem profética um dia equivale a um ano (Eze.4:6; Num.14:34), temos então que após dois mil e trezentos anos o santuário seria purificado.

Naturalmente, Daniel entendia que o termo santuário referia-se ao templo de Jerusalém, que havia estado em desolação desde a invasão de Nabucodonosor.

O Santuário Terrestre

No santuário hebreu, as ovelhas eram sacrificadas no pátio, sobre o altar dos holocaustos. Cada dia os pecadores vinham ao pátio para sacrificar animais. O sangue das vítimas era levado para o Lugar Santo, que é o primeiro compartimento do Santuário.

Mas, apenas uma vez ao ano o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo do Santuário, para realizar um cerimonial muito solene. Ele fazia isso no último dia do ano judaico, chamado Yom-Kippur.

Esse era um dia muito especial, o “Dia da Expiação”. O que acontecia no dia da purificação do santuário terrestre está relatado em Levítico 16:29-33. Esse era um dia de julgamento para o povo hebreu, o dia do juízo.

Como antigamente os pecados do povo eram transferidos simbolicamente para o santuário terrestre, mediante o sangue da oferta pelo pecado, assim nossos pecados foram, de fato, transferidos para o santuário celestial, mediante o sangue de Cristo.

E, como a purificação típica do santuário terrestre se efetuava mediante a remoção dos pecados pelos quais se poluíra, conseqüentemente a purificação do santuário celeste deve efetuar-se pela remoção, ou apagamento, dos pecados que ali estão registrados. Isso necessita um exame dos livros de registro para determinar quem pelo seu arrependimento dos pecados e fé em Cristo, tem direito aos benefícios de Sua expiação.

Assim, assistido por anjos, nosso Sumo Sacerdote entra no Lugar Santíssimo e ali comparece à presença do Ancião de Dias, conforme descrito em Dan. 7:9-14, para realizar a obra do juízo investigativo, que deve ocorrer antes de Sua vinda para resgatar Seu povo.

Quando se encerrar a obra do juízo investigativo, o destino de todos terá sido decidido, ou para a vida ou para a morte eterna. O tempo de graça finaliza pouco antes do aparecimento do Senhor nas nuvens do Céu.

Santuário Celestial

O santuário terrestre não era um fim em si mesmo, mas um símbolo de algo muito maior. Ele foi construído de acordo com um tabernáculo maior (Heb.9:11-12; Êxo.25:8-9; Heb.8:5; Atos 7:44). O tabernáculo terrestre foi construído de acordo com um modelo, sendo sombra do celestial.

Os sacrifícios do Antigo Testamento eram tipos do sacrifício maior do novo concerto. Seus sacerdotes eram tipos do nosso Senhor, em Seu mais perfeito sacerdócio. Seu ministério era desempenhado para ser um exemplar e sombra do ministério do nosso Sumo Sacerdote no Céu. O santuário onde eles ministravam era uma imagem do verdadeiro santuário no Céu, onde o nosso Senhor desempenha o Seu ministério.

Na ilha de Patmos, João recebeu uma visão por meio da qual lhe foi permitido olhar através dos portões do Céu. Ele viu sete lâmpadas de fogo ardendo diante do trono (Apoc.4:5), um altar de incenso e o incensário de ouro (Apoc.8:3), e a arca do concerto de Deus (Apoc.11:19). Viu não apenas os móveis do santuário; viu o próprio templo.

O Céu pode ser purificado? – Hebreus afirma: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores” (Heb. 9:22-23).

Em conexão com as ações do “chifre pequeno”, temos o período de 2.300 anos que estipula o prazo para o início da restauração da verdade lançada por terra e a purificação do santuário celestial.

Na visão do capítulo 7, Daniel presenciou o juízo a ser realizado lá no Céu, após o período de supremacia de Roma papal. No capítulo 8, é descrito o tempo exato em que esse juízo deveria ocorrer (após os 2.300 anos).

Daniel 8:15 -16 (Ler na Bíblia)
Daniel queria muito entender o real significado da visão e Deus respondeu sua oração ordenando ao anjo Gabriel que a explicasse para ele.

Daniel 8:17 a 19(Ler na Bíblia)
Foi assegurado a Daniel que a visão era para o tempo do fim. As grandiosas verdades proféticas reveladas ao profeta apontavam para os últimos dias da Terra.

Daniel 8:20 a 22 –

O cumprimento detalhado dessa profecia, escrita enquanto a Babilônia ainda era um império florescente, sustenta a afirmação de que a Bíblia foi inspirada por Deus.

O império medo-persa e a Grécia constituem apenas a parte preliminar da profecia. Em sua parte principal, essa profecia nos guiará para entender a atuação nociva do poder político-religioso que sucedeu àqueles impérios. E foi exatamente o que aconteceu ao povo de Deus quando foi perseguido pela Roma eclesiástica, o poder que iria “destruir os santos do Altíssimo” (Dn.7:25).

Daniel 8:23 –24 (Ler na Bíblia)
Grande é o seu poder: “E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade” (Apoc. 13:2).

Daniel 8:25 – “Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas”.

Por sua “astúcia” em promover ardilosos “empreendimentos”, faria “prosperar o engano”. Esse poder religioso assim se caracteriza por ter lançado a “verdade por terra” (II Tess. 2:9-12). A essência da sua doutrina é, pois, o “engano”.

Cristo seria igualmente atingido pelo sacrilégio de Roma-papal manifestado na pretensão de ser o Seu representante na Terra. A melhor tradução de “anticristo” significa “no lugar de Cristo”.

“Levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes” – Isso se cumpriu de duas maneiras distintas:

1) Sob o poder romano que o Príncipe dos príncipes foi condenado à morte e crucificado.

2) Por séculos, Roma eclesiástica suprimiu a verdade bíblica, substituiu o plano divino da salvação por um plano falso, e perseguiu os que recusaram submeter-se a sua autoridade.

“Será quebrado sem esforço de mãos humanas” – Essa referência indica que o poder do “chifre pequeno” será destruído pela volta de Jesus. A estátua de Daniel 2 foi destruída por uma pedra cortada “sem mão” (Dn.2:34). Essa Pedra “esmiuçará e consumirá” todos os poderes terrestres.

Falando do futuro do chifre pequeno, Daniel diz: “Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim” (Dn.7:26).

Isso ocorrerá ao se encerrar o Dia da Expiação celestial, quando a Terra será tomada dos inimigos de Deus, e os mansos a herdarão (Mat. 5:5).

Daniel 8:26 – “A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda mui distantes”.

Essa é mais uma referência à visão das 2.300 tardes e manhãs (Dn. 8:14). O anjo explicou os símbolos da visão para Daniel, mas não disse nada acerca desse período de tempo. Tudo o que ele disse foi que ela apontava para um tempo no futuro distante.

Daniel 8:27 – “Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias; então, me levantei e tratei dos negócios do rei. Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse”.

Daniel teria que esperar por futuras instruções para entender a visão. No próximo capítulo, a data exata do início do julgamento no céu é revelada, assim como a restauração das verdades bíblicas por um povo descrito nas profecias.

Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do Advogado Mauro Braga.
http://www.iasdemfoco.net/mat/pegarepregar/abrejanela.asp?Id=42

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