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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

18-JE 21 Dias-I Pedro 1:13-21


18-Jornada Espiritual - 21 Dias na Presença de Deus

A santidade da vida

Leia I Pedro 1:13-21

Ore com I Pedro 1:22 a 25 e agradeça pela regeneração recebida para uma vida santa.


Reflexão

Santidade um Estudo de 1ª Pedro

A primeira carta de Pedro é uma carta especial. Não foi escrita para uma localidade, ou uma igreja específica...

Foi uma carta escrita “aos forasteiros da Dispersão”. Uma carta escrita a irmãos, possivelmente de herança gentia, que estavam dispersos, morando em províncias que sofriam com a influência do Império Romano.

Em toda a carta, predomina uma linguagem paterna e de alerta sobre como o mundo, ou os desejos da carne, podem ter repercussão em nossa vida Cristã.

Vamos estudar alguns trechos dessa carta:

I Pe 1:13-14
Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;

“Sede sóbrios”. Não estar embriagado. Estar em pleno juízo e consciência.

Pedro nos exorta a prepararmos o entendimento para a sobriedade. E como somos filhos da obediência não podemos mais nos encaixar no mesmo procedimento de paixões que tínhamos antes da nossa conversão, quando éramos ignorantes com respeito ao Senhor.

Quando se está no meio da congregação, a santidade é fácil. O difícil é manter um padrão de santidade quando se está disperso, longe do relacionamento forte com outros irmãos, e o que é pior, perto de uma prática mundana que lembra a nossa prática antiga de falta de santidade e de paixão sensual, frutos de uma vida passada, longe do senhor.

Sede Sóbrios! Não se deixem levar! Não sejam contaminados. Enganados! Vocês são filhos da obediência!

I Pe 1:15-16 -pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

Pelo contrário! Aquele que vos chamou é “AGNUS”. Tem pureza moral. Está livre de impurezas da carne. É sagrado. É limpo. É Santo. Por isso, como Ele é Santo, você também deve ser santo. Também devem ser sem culpa, sem falta moral.

I Pe 1:17-18

Ora, se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação.

Ora, se invocais como Pai aquele que é puro, é santo, é limpo, então vocês também devem ser puros, santos, limpos. Porque se Ele é o vosso pai, vocês como filhos, devem ser como Ele é.

Andai em temor, respeitando o vosso pai e imitando-o em todas as coisas durante o tempo em que vocês estiverem fora de sua casa verdadeira.

É necessário que a igreja entenda o seu chamado como “peregrinos” e “forasteiros”. Somos peregrinos porque aqui não é a nossa morada. Estamos de passagem. Aqui é apenas o nosso caminho. E somos forasteiros porque passamos por um povo que não é nosso, por uma cultura que não nos pertence e por apelos que não podem e não devem ter influência sobre nossas decisões.

I Pe 1:18-20 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós.

Fomos comprados por um preço muito alto. Não um preço que possa ser medido pelos parâmetros humanos. Mas, um preço medido nos céus. O sangue de um cordeiro perfeito, sem nenhuma acusação.

I Pe 1:22
Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade,

Tendo adquirido a purificação da vossa alma pela vossa obediência à Cristo, que é a verdade. É por causa da nossa obediência a Cristo que recebemos de Deus a purificação das nossas almas.

I Pe 2:11
Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma,

Porque temos que nos privar das paixões carnais?

Primeiro porque fomos chamados por um Deus que é Santo. E como Ele é Santo eu também devo ser.

Segundo porque eu o invoco como pai. E se Ele é meu pai, eu, na qualidade de filho devo imitá-lo e ser como Ele é.

I Pe 2:21-22
“Porque para isto sois chamados; Pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem engano algum se achou em sua boca.”

Terceiro porque eu sou filho da obediência. E minha alma já foi purificada por causa dessa obediência à Cristo. E como filho da obediência eu não posso mais tomar a forma do mundo.

Quarto porque eu sou peregrino. Aqui não é meu “ponto final”. Estou aqui de passagem. Eu preciso “olhar para as coisas do alto” porque eu sou do alto.

Quinto porque eu sou forasteiro. Aqui não é minha morada. Minha cultura não é essa, meu povo não é esse.

Sexto porque eu devo me portar com temor durante essa minha caminhada.

Sétimo porque meu chamado custou um preço muito alto. Muito alto. Um preço que excede toda minha capacidade de entendimento. Um preço que não pode ser medido humanamente. Um preço muito valioso.

Mas, há outro ponto, também muito valioso, que posso denominá-lo de “oitavo” ponto. Talvez a base de toda a carta de 1ª Pedro. Talvez a chave principal dessa carta e dessas verdades.

Pedro começa a carta afirmando:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (I Pe 1:3)

“Nos gerou de novo”. Fomos gerados de novo. Somos novas criatura. Paulo, na sua carta aos romanos (7:1-4) afirma que a lei tem domínio sobre o homem enquanto ele vive. E usa o casamento como um exemplo, alegando que a mulher está ligada ao marido enquanto ele estiver vivo, mas, quando ele morre ela fica desobrigada da lei conjugal e pode contrair novas núpcias. E Paulo conclui esse pensamento afirmando: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos...para que sejais de outro...para que pertençam aquele que ressurgiu dentre os mortos”.

“Nos gerou de novo!” Somos outra criatura. Uma nova criatura. Como podemos voltar à manter um casamento que não existe mais porque o marido morreu? Como podemos voltar à prática de coisas que não fazem mais parte de nossa nova natureza?

No verso 13 do Cap 01, Pedro começa suas exposições afirmando “por isso”. Por isso o que? Por causa dessa nova criatura, por causa do novo nascimento, porque fostes “gerado de novo” é que vocês devem preparar o entendimento e serem sóbrios na vossa caminhada. Sendo Santos, sendo puros, como é santo e puro o vosso pai! Por causa desse novo nascimento vocês são peregrinos e forasteiros e não pertencem mais a esse mundo. Por causa do fato de terem sido gerados de novo vocês devem se despojar de toda maldade, de hipocrisia, inveja e de toda sorte de maledicência. (2:1)

Por causa dessa nova vida vocês foram proclamados raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. (2:9)
Porque vocês não eram povo. Mas agora são. (2:10).

Agora vocês podem manter exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios (2:11). Vocês agora podem se submeter ás autoridades (2:13-15). Os servos podem obedecer aos patrões (2:18). As mulheres podem ser submissas aos maridos (3:1). Os maridos podem amar as esposas (3:7). Podemos ser compassivos, amorosos, misericordiosos, humildes, bendizentes...(3:8-9). Porque nascemos de novo.

I Pe 1:23
pois fostes gerado de novo não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente .

I Pe 4:2
Para que no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus.

I Pe 5:7
Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios.

Ora, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais, nos conceda a graça da revelação dessas cousas e nos faça vislumbrar a beleza dessa nova vida em Cristo.

Paulo Ricardo


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Vídeo para sua reflexão.
De nada vale toda sua riqueza, tudo que você possui de fortuna, se isso for tudo que você possui.
Se não conhece o dono do mundo, o dono do universo, de nada te servirá, pois o dinheiro não poderá te curar de um câncer, de uma AIDS, mesmo que não morra o seu dinheiro não te dará a certeza da vida eterna... mas eu sei quem pode te dar isso, e de graça, não precisa de nada material que você tem, só precisa do seu coração, da sua entrega...
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Pense nisso...
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Imagens: Google

domingo, 4 de dezembro de 2011

17-JE 21 Dias - Daniel 12


17-Jornada Espiritual - 21 Dias na Presença de Deus

17º. dia – Deus salva de todas as tribulações
Leia Daniel 12
Ore com Salmos 111 e adore o Senhor por suas maravilhas em nosso favor.

Reflexão
Capítulo 12 de Daniel

A Promessa Final

O livro de Daniel tem um ponto de partida e suas profecias, reveladas pelo anjo Gabriel, começam em Babilônia, passando à Medo-Pérsia, Grécia, Roma, destruição do império romano, Igreja apóstata romana, o julgamento de Deus no Céu, o fim de todas as coisas e culminando com a volta de Cristo.

Cada profecia de Daniel, não importa onde comece, acaba com a volta de Cristo, finda com o retorno de nosso Senhor. Assim, o livro de Daniel nos enche de esperança.

Daniel 12:1 – “Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”.
É importante notar que os capítulos 10, 11 e 12 constituem uma visão, não três. Todas as profecias de Daniel revelam o fato de que o falso sistema religioso romano será o ator principal na cena de encerramento do Conflito dos Séculos. O último verso de Daniel 11 termina com as palavras: “Mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. É nessa hora que Miguel assume o comando.

A identidade de Miguel já foi revelada: Cristo (nome usado por Jesus em momentos de guerra direta contra Satanás).

Daniel 7 mostra que o Filho do Homem entra onde se acha o trono de Deus e Miguel Se assenta para o início do julgamento. Miguel Se levanta no fim do julgamento. O que isso significa? Na profecia de Daniel 11:2-3, “levantar-se” significa tomar o poder ou governar. Quanto terminar o julgamento, Miguel tomará o reino que a Ele pertence.

A grande tribulação

Quando Miguel Se levantar, haverá um tempo de angústia sem precedentes. Em Mateus 24:1, lemos acerca de uma tribulação sem comparação antes e depois.

Esse foi o tempo de angústia experimentado pelo povo de Deus durante o período da dominação papal. Por 1260 anos, o povo de Deus foi perseguido e oprimido. Mas essa não é a tribulação sobre a qual Daniel falou.

A tribulação mencionada em Mateus é uma tribulação que cai sobre a igreja. O povo de Deus passa por essa tribulação, e por causa deles mesmos, ela é abreviada (Mat. 24:22).

O tempo de angústia descrito por Daniel não é um tempo de perseguição religiosa, mas de calamidade internacional. A expressão “qual nunca houve, desde que houve nação” mostra que esse é um tempo de angústia sobre as nações, e não sobre a igreja.

Esse é o tempo de angústia que inclui as últimas pragas de Apocalipse 16 e dá desfecho à história deste mundo com a vinda de Jesus para destruir os Seus inimigos. No fim dessa tribulação, serão libertos todos aqueles cujos nomes estiverem no livro da vida.

Daniel 12:2 – “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno”.

Esta não pode ser a descrição da ressurreição que ocorre na segunda vinda de Cristo (I Tess.4:16), quandotodos os justos mortos, de todas as épocas, são ressuscitados. Nessa ressurreição, “muitos” são despertados do pó da Terra. Entre eles, estão pessoas perversas que são despertadas para “vergonha e horror eterno”.

Isso não pode ser referir à primeira ressurreição, da qual diz a Bíblia: “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos”.(Apoc.20:6).

Também não pode se referir à segunda ressurreição, descrita em Apoc.20:5, em que é dito que “os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos”. A segunda ressurreição exclui os justos que ressuscitaram na primeira, e nenhum daqueles que dela participarem gozarão a vida eterna.

Duas ressurreições

Há um intervalo de mil anos entre a ressurreição dos justos e a ressurreição dos ímpios. Todos eles vivem no mesmo mundo, são sepultados na mesma terra; mas, quanto ao tempo da ressurreição, haverá enorme separação. A ressurreição aqui mencionada não se encaixa com a descrição de nenhuma das duas ressurreições.

Quando Jesus estava diante de Caifás, o sumo-sacerdote, Ele declarou: “Vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mat.26:64).
Como poderia Caifás, que logo viria a morrer, ser testemunha ocular da segunda vinda de Cristo? No livro de Apocalipse nos é dito: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até quantos O traspassaram” (Apoc.1:7).

É evidente que, para Caifás e outros verem o Cristo crucificado vindo nas nuvens com poder e glória, deverá ocorrer uma ressurreição preliminar, especial, no momento em que Cristo estiver voltando.

Alguns que se esforçaram e sofreram por causa da esperança da vinda do Salvador, mas que morreram sem vê-lo, serão ressuscitados para testemunhar as cenas desse glorioso evento que tanto esperaram. (vide Apoc.14:13).

Porém, os que zombaram dele e O ridicularizam em Sua agonia de morte, serão ressuscitados como parte do seu castigo. Caifás estará entre os que não poderão suportar a majestade e o esplendor de Jesus, e clamarão para que as rochas e as montanhas caiam sobre eles (Apoc.6:16 e 17). Mas existem outros, como diz Isaías, que olham para cima e dizem: “Este é o nosso Senhor, o qual aguardávamos. Ele nos salvará”.

Daniel 12:3 – “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente”.

Paulo diz: “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles.” (I Cor. 3:19). Quando Cristo voltar, muitos que se consideram sábios e cultos estarão entre os que clamarão para as rochas e as montanhas caírem sobre eles.

A recompensa final não será dada com base na sabedoria ou no conhecimento mundanos. O Céu não julga de acordo com os padrões mundanos. Quem refulgirá como as estrelas, sempre e eternamente? Não serão aqueles a quem o mundo engrandece, exalta e aplaude. O louvor do mundo passa como a brisa da manhã. As promessas de Deus duram para sempre.

Deus chama de sábios “os que a muitos conduzirem à justiça”. “O fruto do justo é árvore da vida, e o que ganha almas é sábio” (Prov.11:30). “Sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:20).
Daniel 12:4 – “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará”.

Em Daniel 8:26, é dito ao profeta: “Preserva a visão, porque se refere a dias ainda muito distantes”. Essas visões não foram compreendidas adequadamente pela igreja primitiva. Não que Deus tenha ocultado arbitrariamente essas verdades dos cristãos das eras passadas.

Algumas profecias são mais bem compreendidas depois que muitos dos seus detalhes são cumpridos. Vivendo depois dos eventos os estudiosos da Bíblia podem olhar a História passada e ver como essas coisas aconteceram de acordo com o predito, vantagem que só os que vivem “no tempo do fim” poderiam ter.

O verso sugere que o conhecimento das profecias aumentaria. “Muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará” (texto conforme versão Almeida Revista e Corrigida) se refere mais especificamente à pesquisa das profecias para conhecer o seu verdadeiro significado.

Ele aponta para os que, de maneira persistente, dedicada e meticulosa, estudam as visões. Somente esses que “correm de uma parte para outra”, ou “pesquisam” no livro de Daniel – e outros livros da Bíblia, entenderão suas verdades. Essa profecia está sendo cumprida agora, por todos os que estudam a palavra.

A grande contribuição de Apocalipse 10 é apresentar a implicação de que, antes de os sábios chegarem a compreender completamente, eles enfrentariam compreensões errôneas! Eles haveriam de “comer” as profecias abertas de Daniel com grande satisfação, apenas para descobrir que a sua alegria inicial se converteria em tristeza, seu regozijo em desapontamento.

Daniel 12:5 – “Então, eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um, de um lado do rio, o outro, do outro lado”.

Aqui, Daniel vê dois visitantes celestiais, além daquele que fala com ele. Acontece um diálogo que o ajuda a entender coisas que não podiam ser apresentadas por meio de símbolos.

Daniel 12:6 – “Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas?”

Daniel 12:7 – “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”.

Amplia-se a compreensão das profecias

Em Daniel 8:13 e 14, é usado um método semelhante de revelar uma profecia – o de perguntas e respostas. Essas perguntas e respostas aqui parecem ser um resumo dos importantes elementos fornecidos em visões anteriores.

Miguel ergueu as mãos e pronunciou um juramento solene. Quando o Filho de Deus jura pelo Deus vivo, a mensagem que segue é importante. Nesse caso, a mensagem era que ao final dos 1260 anos de Daniel 7:25, a luz iria brilhar sobre as profecias do tempo do fim.

O período de tempo mencionado aqui é repetido várias vezes em Daniel e Apocalipse. Ele se refere aos 1260 anos da supremacia do paganismo romano em sua forma religiosa e à perseguição ao povo de Deus.

A expressão “estas maravilhas” se refere às coisas que Daniel vira no capítulo 11, que, por sua vez, eram simplesmente uma explicação dos assuntos do capítulo 8. A resposta da pergunta sobre quando aconteceriam às maravilhas é dada em duas partes. O tempo da destruição do poder do povo santo, que é um período de tempo definido de 1260 anos, e o tempo quando “se cumprirão estas maravilhas”, que é um período cuja época não está determinada. O período definido de 1260 anos terminou em 1798, e agora vivemos em um período que não foi medido.
Daniel 12:8 – “Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu senhor, qual será o fim destas coisas?”

Daniel 12:9 – “Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim”.

Era como se Deus afirmasse: “Não se preocupe Daniel, tudo está em minhas mãos”. O propósito da visão era revelar o que aconteceria com o povo de Deus nos últimos dias. Somente esse povo poderia entender o seu significado. Qualquer um que não passasse pelas perseguições dos últimos dias não poderia compreender inteiramente as visões do livro de Daniel.

Assim, Miguel (o homem vestido de linho) declinou completamente de responder a segunda pergunta, e esse fato é sem dúvida muito significativo. Respondeu apenas: “Vai, Daniel”.

Daniel não estava vivendo no tempo do fim; portanto, não necessitava compreender os detalhes daquilo que ocorreria apenas no tempo do fim. A resposta de Miguel nos ensina que a profecia é concedida para fins práticos. Ela não é provida para satisfazer a curiosidade desnecessária, não importa quão espiritual possa ser.

Daniel 12:10 – “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”.

Temos aqui o segredo do verdadeiro conhecimento. As Escrituras podem ser compreendidas somente por um povo puro e santificado. As escamas da descrença e da ignorância são removidas milagrosamente dos olhos e coisas que antes não eram entendidas são desvendadas em todo o seu significado.

Daniel 12:11 – “Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias”.

Aqui, um novo período profético é introduzido. O começo desse período não é claramente definido. É simplesmente dito que é um “tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora”.

A maior parte dos comentaristas sugere que, embora a “abominação desoladora” fosse estabelecida plenamente em 538 d.C. – o início dos 1260 anos – um importante evento ocorrido antes preparou o caminho para o que aconteceu em 538.

A conversão de Clóvis, rei dos Francos, ao catolicismo e a sua aliança com o bispo de Roma em 508 d.C., como primeiro poder civil a unir-se à igreja de Roma, lançando a união da Igreja com o Estado, foi um acontecimento vital para a instalação da abominação desoladora da grande apostasia – a farsa do homem. Nesse caso, ambas as profecias – a dos 1260 anos e a dos 1290 anos – terminaram em 1798.

Daniel 12:12 – “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”.

Outro período profético, 45 dias/anos mais longo do que o anterior. Quando começa esse período? Embora não haja uma indicação direta, deve haver alguma conexão entre esse período e o de 1290 dias/anos do verso anterior. Se os dois períodos começam ao mesmo tempo – em 508 d.C. – esse período termina em 1843. O que aconteceu nesse ano? O início do grande movimento religioso profético de restauração da verdade de Deus.

Por isso, é prometida uma bênção (“bem-aventurado”) aos que esperam e chegam a esse tempo. Agora, estamos em condições de explicar a imagem de Nabucodonosor e seus metais, a seqüência das quatro bestas, o surgimento e progresso do chifre pequeno, os eventos das setenta semanas, o começo e o fim dos 2300 dias/anos.

Daniel 12:13 – “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança”.

A obra de Daniel estava completa. Daniel estava com 90 anos de idade quando Deus disse “chegou a hora de descansar”.

Deus prometeu a este fiel servo que não falharia em dar-lhe sua recompensa por uma vida inteira de absoluta fidelidade. Daniel sabia, sem dúvida, que estaria com Deus na eternidade.

Esta mesma promessa também nos pertence. Tomar parte dela depende exclusivamente de nossas escolhas.

Texto da Jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado em palestra do advogado Mauro Braga.

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Quarteto: Arautos do Rei
Música: Vou Ao Lar


1-JE 21 -Salmos 107


16-Jornada Espiritual - 21 Dias na Presença de Deus


16º. dia – A bondade de Deus

Leia Salmos 107
Ore com Salmos 146 e louve a Deus, de quem você é filho e herdeiro.



Reflexão

A Bondade de Deus Salmos 107

Os Salmos são poemas que eram cantados ou recitados pelo povo de Israel. Foram compostos por vários autores ao longo de cinco séculos, de Moisés (século 15) a Salomão (século 9 a.C.).

Os Salmos são para ler.
Os Salmos são para memorizar.
Os Salmos são para pensar.
Os Salmos são para orar.

Louvor é alegria

Em todo momento precisamos nos lembrar de que “a alegria do Senhor é a nossa força” (Neemias 8:10), e com alegria tirareis água (vida) das fontes da salvação(Isaías 12:3).

Ao falarmos em louvor, estamos falando da alegria que brota do espírito daquele que dá graças a Deus por tudo o que Ele é e que tem feito para nós.

Um dos salmos que muito me alegra é o salmo 107, (por esse motivo ele foi escolhido para ser parte de nossas reflexões diárias nesta jornada). pois toda vez que o salmista fala dos homens “angustiados” ele nos mostra como eles se livraram de suas angústias:“... então, na sua angústia, clamaram ao Senhor e Ele os livrou das suas tribulações” ( vs.6,13,19,28).”Rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas.”(vs.8,15,21,31)Clamando ao Senhor e louvando-o eles obtinham vitória.

Encontre a harmonia entre o real e o ideal

“Ser feliz não significa “enxergar tudo azul”, mas ver a vida com a pespectiva de Deus e aceitar a compreensão dEle do que é a realidade. Por toda a Escritura Deus nos mostra o que é real(especialmente em profecia e narrativa), mas também nos desafia com o que é ideal.A vida neste mundo é cheia de erros e problemas. Deus nos encoraja a pedir que Ele nos liberte, e sempre, providencia uma forma de escape- seja através de uma pessoa que sabe o que fazer, de um pensamento que lhe ocorre,ou de uma oportunidade inesperada.

Mas pelo fato de a vida real ser frequetemente feita de tentativas, você precisa sempre focalizar o ideal. O salmista diz repetidamente como você deve louvar a Deus por seu amor, (veja na sua Bíblia salmos 107:2,15,21,31)lembrando-se de que Ele está no comando.

O amor de Deus é a força mais poderosa nesta Terra.É capaz de livrar e de mudar circunstâncias rapidamente.Mantendo o pensamento nessa verdade e louvando-o por isso, nos enchemos de esperança-mesmo quando a vida estiver difícil.” (Bíblia da Mulher ,Comentário retirado e adaptado para esta jornada)

Esta foi a força que Daniel (Daniel 2:20-21) e outros profetas usaram ao longo de sua vida, o louvor, a gratidão e o amor a Deus e ao próximo.. Que exemplo deixaram esses grandes homens da fé ! Que possamos aprender e copiar esses exemplos para que tenhamos sucesso em tudo o que fizermos.

Toda vez que o homem se volta a Deus no meio de sua angústia, Deus o socorre.
Será que você tem consciência disso?

O poder do Louvor

Às vezes é muito difícil as pessoas entenderem que somos nós que impedimos a Deus de nos abençoar. Muitas pessoas lamentam suas fraquezas, mas esquecem que a iniciativa para ficarmos livres do mal tem de partir de nós, e não de Deus.
O “louvor” é uma atividade espiritual, que deve emanar do nosso do nosso interior.

No livro de Atos capítulo 16, lemos como Paulo e Silas foram açoitados com varas...Atos 16:23-26). Será que Paulo e Silas, como servos do Altíssimo, fizeram algo para merecer tal tratamento?Como estava o espírito deles no meio daquela tribulação? Angustiado? Estavam eles queixosos por não merecerem ser maltratados daquela maneira? Não.

Paulo e Silas sabiam como ganhar a vitória sobre aquela situação, pois lemos que eles: “oravam e cantavam louvores a Deus”. É realmente isso que a Palavra diz? E então, aconteceu que “De repente sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão”.

Coincidência, ou resultado direto dos louvores de Paulo e Silas?

Aprenda algo muito importante: O Louvor muda você e conseqüentemente as suas circunstâncias também mudam.

Quando você louva a Deus, perseverando em louvor e ações de graças, o inimigo de nossas vidas não pode manter sua “mão” sobre nenhuma parte da circunstância adversa. Tudo tem de ceder.

Leia o que está escrito:

“Ofereçam sacrifícios de ações de graça e proclamem com júbilo as suas obras!” Salmo 107:22
“O que me oferece sacrifícios de louvor (ações de graças) esse me glorificará”. Salmo 50:23.

Alguns de nosso meio vivem debaixo da opressão do inimigo ao invés de se levantarem com louvores e ações de graças. “... enchei-vos do Espírito falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”- Efésios 5: 18-20.

Quando você está cheio do Espírito Santo, você se torna forte demais para Satanás conseguir derrubá-lo. Há um versículo muito importante no livro de Isaías nesse sentido:“Vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele e sua bandeira”- Isaías 59:19.

O louvor no coração e na boca lhe será maravilhosamente útil se você se exercitar nele. Não deixe que Satanás o lhe tire essa bênção!

E o salmo107 finaliza dizendo: “Quem é sábio atente para essas coisas, e considere as misericórdias do Senhor” ( v.43).


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Como poderei fugir?
CD Joven 2011
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