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sábado, 10 de julho de 2021

O Incenso da Justiça

 Jornada Diária-Dia 10/07/2021 

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS'' 

Tema do mês: O Santuário de Deus

🛐 Desafios de Oração 

•Submeta-se à vontade de Deus. Adicione a expressão "se Deus quiser" nas suas falas, decisões e programações futuras.

•Ore a Deus e entregue para Ele cada um dos seus sonhos e planos. Confia e Ele guiará os seus passos na direção certa!

•Viva a vida cristã com a consciência de que o Espírito de Cristo está contigo durante todo o dia. Ouça-O, fale com Ele, busque orientação, peça perdão...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

✍Leia a Meditação a seguir👇🏻

A Maravilhosa Graça de Deus 

10 de julho  

O Incenso da Justiça

E andai em amor, como também Cristo vos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Efés. 5:2.

Os pães da proposição eram conservados sempre perante o Senhor como uma oferta perpétua. Assim, era isto uma parte do sacrifício cotidiano. Era chamado o pão da proposição, ou “pão da presença”, porque estava sempre diante da face do Senhor. Êxo. 25:30. Era um reconhecimento de que o homem depende de Deus, tanto para o pão temporal como o espiritual, e de que este é recebido apenas pela mediação de Cristo. … Tanto o maná como o pão da proposição apontavam para Cristo, o pão vivo, que sempre está na presença de Deus por nós. Patriarcas e Profetas, pág. 354.

Na oferta do incenso o sacerdote era levado mais diretamente à presença de Deus do que em qualquer outro ato do ministério diário. Como o véu interno do santuário não se estendia até ao alto do edifício, a glória de Deus, manifestada por cima do propiciatório, era parcialmente visível no primeiro compartimento. Quando o sacerdote oferecia incenso perante o Senhor, olhava em direção à arca; e, subindo a nuvem de incenso, a glória divina descia sobre o propiciatório e enchia o lugar santíssimo, e muitas vezes ambos os compartimentos, de tal maneira que o sacerdote era obrigado a afastar-se para a porta do santuário. Como naquele cerimonial típico o sacerdote olhava pela fé ao propiciatório que não podia ver, assim o povo de Deus deve hoje dirigir suas orações a Cristo, seu grande Sumo Sacerdote que, invisível aos olhares humanos, pleiteia em seu favor no santuário celestial.

O incenso que subia com as orações de Israel, representa os méritos e intercessão de Cristo. Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo, e que unicamente pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores. Diante do véu do lugar santíssimo, estava um altar de intercessão perpétua; diante do lugar santo, um altar de expiação contínua. Pelo sangue e pelo incenso deveriam aproximar-se de Deus – símbolos aqueles que apontam para o grande Mediador, por intermédio de quem os pecadores podem aproximar-se de Jeová, e por meio de quem unicamente, a misericórdia e a salvação podem ser concedidas à alma arrependida e crente. Patriarcas e Profetas, pág. 353.

Meditação Matinal de Ellen White – Maravilhosa Graça de Deus,  pag. 197🌼

Lembre-se: 

•de orar e colocar nas mãos de Deus o seu dia e todas as coisas que planeja fazer.

•orar para ser reverente a Deus em todas as ocasiões. Na igreja, em casa, no trabalho, onde você estiver seja reverente  ao Senhor...

• Orar pelos participantes desta jornada para que  possam ser praticantes da Palavra de Deus e seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão, a temperança...

•Agradecer pela vida, pelas vitórias e conquistas que você tem alcançado.

•Orar para que ''A Maravilhosa Graça de Deus'' se manifeste na nossa vida, na vida de nossa família, de nossos amigos e na vida de todas as pessoas pelas quais oramos... 

@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeus

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Cristo Nossa Justiça

Jornada Diária-Dia 24/06/2021 

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS'' 

Tema do mês: O Valor da Graça

"o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça;" Números 6:25

...Cristo é chamado “o Senhor justiça nossa”, e pela fé deve cada qual dizer: “O Senhor justiça minha.”[...]

🛐 Desafios de Oração 

•Ore pedindo orientação a Deus para caminhar nos caminhos de retidão e justiça.

•Ore para que  nossos atos sejam movidos em direção ao amor, à verdade, à justiça e à misericórdia para que assim sejamos fiéis testemunhas do Senhor...

•Ore pelos participantes desta jornada para que  possam ser praticantes da Palavra de Deus e seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão, a temperança...

•Ore para que Deus resguarde as famílias, abençoe nosso lar, nos ajude na prevenção da proliferação desse vírus nas casas, guarde nossos familiares, derrame sua graça maravilhosa sobre nossa família e console o coração das famílias enlutadas...

•Ore, para que a graça de Deus lhe envolva trazendo salvação, reconciliação, cura e libertação.

•Ore  para que Deus encha seu coração de amor pelas pessoas que necessitam de salvação.

•Ore para que ''A Maravilhosa Graça de Deus'' se manifeste na nossa vida, na vida de nossa família, de nossos amigos e na vida de todas as pessoas pelas quais oramos... 

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

✍Leia a Meditação a seguir👇🏻

A Maravilhosa Graça de Deus 

O Valor da Graça

24 de junho  

Cristo Nossa Justiça

A quem Deus propôs, no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a Sua justiça, por ter Deus, na Sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos. Romanos 3:25.

Cristo é chamado “o Senhor justiça nossa”, e pela fé deve cada qual dizer: “O Senhor justiça minha.” Quando a fé se apodera desse dom de Deus, o louvor de Deus estará em nossos lábios, e seremos habilitados a dizer aos outros: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Seremos então capazes de falar aos perdidos acerca do plano da salvação; que enquanto o mundo jazia sob a maldição do pecado, o Senhor apresentou condições de misericórdia ao caído e desesperançado pecador, revelando-lhe o valor e o sentido de Sua graça. Graça é favor imerecido. … Foi a graça que enviou nosso Salvador a buscar-nos, errantes, e restituir-nos ao redil. …

Homem algum pode, olhando para dentro de si, encontrar em seu caráter o que quer que seja que o recomende a Deus, ou lhe assegure aceitação. É unicamente por Jesus, a quem o Pai deu para que o mundo vivesse, que o pecador pode encontrar acesso a Deus. Jesus, unicamente, é nosso Redentor, nosso Advogado e Mediador; nEle reside nossa única esperança de perdão, paz e justiça. É por virtude do sangue de Cristo que a alma, ferida de pecado, pode ser restaurada à santidade. …

À parte de Cristo não temos mérito algum, justiça alguma. Nossa pecaminosidade, nossa fraqueza, nossa imperfeição humana tornam impossível comparecer ante Deus a menos que estejamos vestidos com a imaculada justiça de Cristo. …

Quando correspondeis à atração de Cristo e vos unis a Ele, manifestais fé salvadora. … A fé familiariza a alma com a existência e a presença de Deus e, vivendo só tendo em vista a glória de Deus, cada vez mais discerniremos a formosura de Seu caráter, a excelência de Sua graça. Nossa alma torna-se forte em poder espiritual, pois respiramos a atmosfera do Céu e reconhecemos que Deus está à nossa mão direita para que não nos abalemos. Ascendemos acima do mundo, contemplamos Aquele que é o primeiro entre dez mil, totalmente desejável, e contemplando-O nós nos transformaremos segundo Sua imagem. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 331-335.

Meditação Matinal de Ellen White – Maravilhosa Graça de Deus,  pag. 181🌼

@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeus

sábado, 13 de março de 2021

Desafio- Provérbios 13

 Desafio- Provérbios em 31 Dias

Dia 13/31

📖 Leitura Bíblica: Provérbios 13

O ensino do sábio é fonte de vida e ajuda a escapar das armadilhas mortais. Provérbios 13:14 

 Nosso desafio 

Ao ler provérbios capitulo 13, anote o verso, ou versos que mais falaram ao seu coração em relação aos tópicos abaixo:

1- Sabedoria

 (Pv. 13 ( v. 1, 2, 10, 14, 15, 16, 18, 19, 20)

2- Esperança - 

Pv. 13: ( v.12 e 19)

3- Língua - 

(Pv. 13: (v. 2, 3, 5, 13 )

4- Justiça - 

(Pv. 13: ( v. 6 ,9, 21, 23, 25 )

5- Finanças-

 Pv 13: ( v. 4, 7, 8, 11, 18, 22, 23 )

6- Paternidade ( Pv.13:24)

Peça sabedoria para colocar em prática em sua vida os ensinamentos acima e para enxergar as coisas que você precisa mudar, e depois parta para os cumprimentos dos desafios que a vida lhe apresentar.

Que Deus nos ajude a ser sábios, prudentes, prontos a ouvir e tardios para responder. Temos que aprender a guardar a nossa boca. As nossas palavras às vezes são causadoras de muitos conflito e precisamos s de Sabedoria e conselhos sábios para livrar nossos pés da vereda do mal...

🛐 Ore para que o Espírito Santo nos auxilie em todo tempo, dando sabedoria em todo proceder! Que nossas palavras sejam cheias da Vida do Senhor. Que Ele encha nossos lábios daquilo que está no SEU coração. Que do nosso interior flua rios de vida que jorram do Trono de Deus...

#desafios #oração #provérbios #março  @moracao

•••



Assista a "PROVÉRBIOS 13 - Bíblia JFA Offline" no YouTube

https://youtu.be/p9QfAHGCjjk

sábado, 6 de março de 2021

Fundados em Justiça

 Jornada Diária - Dia 06/03/2021

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS''

Tema do Mês: O Trono da Graça

🛐 Desafios de Oração

Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21

•Orar para que  nossos atos sejam movidos em direção ao amor, à verdade, à justiça e à misericórdia

•Tenha um coração grato,  cheio de louvor e adoração ao Criador. 

•Ore pelos enfermos, os infectados por Covid e os que estão com outras doenças terminais...

• Ore pelos enlutados que perderam seus entes queridos...

•Ore por cada participante deste grupo...

•Ore para que ''A Maravilhosa Graça de Deus'' se manifeste na nossa vida, na vida de nossa família, de nossos amigos e na vida de todas as pessoas pelas quais oramos...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

✍Leia a Meditação a seguir👇🏻

Meditação: Maravilhosa Graça de Deus

6 de março  

Fundados em Justiça

Justiça e juízo são a base do Seu trono. Salmos 97:2.

Em todo o Seu trato com Suas criaturas, Deus tem mantido os princípios da justiça, revelando o pecado em seu verdadeiro caráter – demonstrando que seu resultado certo é miséria e morte. Nunca houve nem nunca haverá perdão incondicional do pecado. Tal perdão mostraria o abandono dos princípios de justiça que constituem o próprio fundamento do governo de Deus. Isto encheria de consternação o universo dos seres não caídos. Deus indicou fielmente os resultados do pecado; e, se essas advertências não fossem verdadeiras, como poderíamos nós estar certos de que Suas promessas se cumpririam? A pretensa benevolência que quer pôr de parte a justiça, não é benevolência, mas fraqueza.

Deus é o doador da vida. Desde o princípio, todas as Suas leis foram ordenadas para toda a vida. Mas o pecado se intrometeu na ordem que Deus estabelecera, e seguiu-se a discórdia. Enquanto existir o pecado, sofrimento e morte serão inevitáveis. É unicamente porque o Redentor assimilou a maldição do pecado em nosso favor que o homem pode esperar livrar-se, em sua própria pessoa, dos horrendos resultados do pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 552 e 553.

Devemos aceitar Cristo como nosso Salvador pessoal, e Ele nos imputa a justiça de Deus em Cristo. … “Nisto está a caridade, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1João 4:10).

No amor de Deus abriu-se o mais maravilhoso veio de verdade preciosa, e os tesouros da graça de Cristo são manifestados perante a igreja e o mundo. … Que amor é este, quão maravilhoso, insondável amor que levou Cristo a morrer por nós enquanto éramos ainda pecadores! Que perda é para a alma que compreende as fortes reivindicações da lei, e todavia deixa de compreender a graça de Cristo, muito mais abundante! … Olhai à cruz do Calvário. Ela é permanente penhor do amor infinito, da incomensurável misericórdia do Pai celestial. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 155 e 156.

Há um Deus em Israel, no qual há livramento para todos quantos se acham opressos. A justiça é a morada de Seu trono. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 56.

Meditação Matinal de Ellen White – Maravilhosa Graça de Deus,  pag. 71

@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeus

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sábado, 6 de fevereiro de 2021

Fundados em Justiça

 Jornada Diária - Dia 06/03/2021

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS''

Tema do Mês: O Trono da Graça

🛐 Desafios de Oração

Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21

•Orar para que  nossos atos sejam movidos em direção ao amor, à verdade, à justiça e à misericórdia

•Tenha um coração grato,  cheio de louvor e adoração ao Criador. 

•Ore pelos enfermos, os infectados por Covid e os que estão com outras doenças terminais...

• Ore pelos enlutados que perderam seus entes queridos...

•Ore por cada participante deste grupo...

•Ore para que ''A Maravilhosa Graça de Deus'' se manifeste na nossa vida, na vida de nossa família, de nossos amigos e na vida de todas as pessoas pelas quais oramos...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

✍Leia a Meditação a seguir👇🏻

Meditação: Maravilhosa Graça de Deus

6 de março  

Fundados em Justiça

Justiça e juízo são a base do Seu trono. Salmos 97:2.

Em todo o Seu trato com Suas criaturas, Deus tem mantido os princípios da justiça, revelando o pecado em seu verdadeiro caráter – demonstrando que seu resultado certo é miséria e morte. Nunca houve nem nunca haverá perdão incondicional do pecado. Tal perdão mostraria o abandono dos princípios de justiça que constituem o próprio fundamento do governo de Deus. Isto encheria de consternação o universo dos seres não caídos. Deus indicou fielmente os resultados do pecado; e, se essas advertências não fossem verdadeiras, como poderíamos nós estar certos de que Suas promessas se cumpririam? A pretensa benevolência que quer pôr de parte a justiça, não é benevolência, mas fraqueza.

Deus é o doador da vida. Desde o princípio, todas as Suas leis foram ordenadas para toda a vida. Mas o pecado se intrometeu na ordem que Deus estabelecera, e seguiu-se a discórdia. Enquanto existir o pecado, sofrimento e morte serão inevitáveis. É unicamente porque o Redentor assimilou a maldição do pecado em nosso favor que o homem pode esperar livrar-se, em sua própria pessoa, dos horrendos resultados do pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 552 e 553.

Devemos aceitar Cristo como nosso Salvador pessoal, e Ele nos imputa a justiça de Deus em Cristo. … “Nisto está a caridade, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou a nós, e enviou Seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1João 4:10).

No amor de Deus abriu-se o mais maravilhoso veio de verdade preciosa, e os tesouros da graça de Cristo são manifestados perante a igreja e o mundo. … Que amor é este, quão maravilhoso, insondável amor que levou Cristo a morrer por nós enquanto éramos ainda pecadores! Que perda é para a alma que compreende as fortes reivindicações da lei, e todavia deixa de compreender a graça de Cristo, muito mais abundante! … Olhai à cruz do Calvário. Ela é permanente penhor do amor infinito, da incomensurável misericórdia do Pai celestial. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 155 e 156.

Há um Deus em Israel, no qual há livramento para todos quantos se acham opressos. A justiça é a morada de Seu trono. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 56.

Meditação Matinal de Ellen White – Maravilhosa Graça de Deus,  pag. 71

@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeus

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sábado, 8 de setembro de 2012

22/49-Jesus é resposta para a imperfeição


Jornada Espiritual de 7 semanas- 22º Dia
Jesus é a Resposta para a imperfeição
 
É Possível ser Perfeito?
PR. ALEJANDRO BULLÓN

 “Conheci Ricardo em Vitória (ES). Ele me procurou no hotel uma noite depois de eu ter pregado o tema da luta das naturezas:
- Pastor, acho que Deus é de certa maneira injusto, pedindo de nós perfeição. Ele sabe que nascemos com natureza pecaminosa e que isso nos leva constantemente a errar. Já fiz tantas coisas erradas na vida! Não há maneira de eu ser perfeito.

O que você, meu amigo, entende por perfeição? Pode alguém que já errou muito no passado chegar a ser perfeito?

“E andou Enoque com Deus; e não se viu mais; porquanto Deus para si o tomou” (Gênesis 5:24).
Você não acha que se Deus decide levar alguém para o Céu, deve ser porque esse alguém é perfeito? Mas qual é o motivo por que Deus levou Enoque consigo? A Bíblia diz que: “Ele andou com Deus.”

Analisemos agora o caso de Noé. As Escrituras afirmam que: “…Noé era varão justo e reto em suas gerações…” (Gênesis 6:9).
“Noé era homem justo e íntegro entre seus contemporâneos.” Não seria maravilhoso se um dia Deus dissesse de você: “este é um rapaz justo e íntegro.” Ou: “esta é uma moça íntegra.” Não é isto que você gostaria de ser? Mas por que Noé foi considerado um homem justo e íntegro? A Bíblia afirma: “Noé andava com Deus.”

Lembra-se de Abraão? Ele é chamado “o Pai da Fé”. Você sabia que um dia Deus Se apresentou a ele e disse-lhe: “…Eu sou o Deus Todo-poderoso, anda na minha presença e sê perfeito” (Gênesis 17:1).Percebeu? Tudo que Deus esperava de Abraão era que ele andasse com Deus. O resultado disso seria uma vida de perfeição.

O que dizer de Davi? A Bíblia afirma que: “… achei a Davi filho de Jessé, varão conforme o meu coração…” (Atos 13:22).
Ah! se um dia Deus pudesse dizer isso de nós! O que mais poderíamos esperar? Mas, por que foi que Davi tornou-se “o homem conforme o coração de Deus”? Qual era a maior obsessão da vida de Davi? Nos Salmos 116 encontramos: “Andarei perante a face do Senhor, na terra dos viventes” (Salmo 116:9).

Você percebeu que existe uma frase que é denominador comum na vida de todos os homens mencionados? “Andou com Deus”. Todos eles foram perfeitos porque andaram com Deus. Existia um relacionamento maravilhoso de amor entre Deus e eles. Em sua experiência, tinham chegado ao ponto de não conseguirem mais viver separados de Deus. Por isso Deus os considerou perfeitos, santos, justos, íntegros e retos.

O interessante é que há sempre alguma coisa curiosa na vida de todos eles: Noé um dia ficou embriagado a tal ponto que tirou a roupa e ficou nu, dando um vexame para toda sua família. Você já fez isso alguma vez? Noé fez e Deus diz que ele “era justo e íntegro entre seus contemporâneos”.

Abraão um dia foi tão covarde que teve medo de dizer que Sara era sua mulher e afirmando que era sua irmã, quase empurrou Faraó ao adultério. Os resultados teriam sido terríveis se Deus aquela noite não interviesse milagrosamente. Atitude covarde a de Abraão. Mas, sabe o que Deus diz dele? “Abraão era perfeito”. O apóstolo São Paulo até o chama de “o pai da fé”.

E o que dizer de Davi? Um dia ele caiu fundo no pecado. Mergulhou nas águas turvas do assassinato, da intriga e do adultério. Você já fez isso alguma vez? Nunca? Davi fez, e sabe o que a Bíblia diz dele? Que Davi era um homem “conforme o coração de Deus”.

Há alguma coisa maravilhosa que Deus está querendo nos dizer através da experiência de todos esses homens. Algo grandioso que revolucionará nossa vida e nos mostrará um horizonte infinito de esperança.

Para os seres humanos, uma pessoa é perfeita, santa, justa, íntegra, quando nunca comete nenhum erro, quando faz tudo certinho, quando cumpre todas as normas, leis e regulamentos.

Para Deus, uma pessoa é perfeita quando se dispõe a andar com Ele, quando faz de Cristo o mais importante da vida. Quando compreende tudo o que Cristo fez na cruz por ele e clama por um novo coração capaz de amar, quando sente dor por todo o sofrimento que causou a Cristo com seus erros passados. Para Deus uma pessoa é perfeita quando olha para a cruz e se apaixona por Cristo a ponto de dizer:
- Ó Senhor Jesus, eu Te amo. Eu Te amo tanto que sem Ti a vida não tem sentido. Ajuda-me, por favor a andar Contigo!

Nesse instante, o maravilhoso Deus de amor derrama lágrimas de alegria e segura a fraca mão do homem com Sua mão poderosa. E no instante daquele toque, o passado fica apagado para sempre, não importa se fomos bêbados ou covardes, adúlteros ou assassinos, tudo fica enterrado. Porque naquele momento passamos a ocupar o lugar de Cristo. Ele nos oferece Seus méritos, Sua vida vitoriosa, Seu caráter perfeito e ao mesmo tempo toma sobre Si os nossos pecados e sofre a punição que merecemos por causa deles.

A partir desse momento começa a mais extraordinária e bela das experiências: a experiência maravilhosa de andar com Cristo.
Naturalmente o amor é básico nesta experiência, porque não se pode conviver e ser feliz com uma pessoa que não amamos.

A nossa tragédia, às vezes, consiste em que avaliamos a perfeição de acordo com nossa capacidade de obedecer às normas, com nossa capacidade de viver de acordo com o que a Igreja espera de nós, viver de acordo com os regulamentos de um código moral, enquanto Deus avalia a nossa perfeição em razão do tipo de relacionamento que temos com Ele, porque sabe que o resultado de uma vida de comunhão com Ele será naturalmente uma vida de obediência a seus princípios.

Mas se quisermos andar com Jesus, descobriremos imediatamente que existem muitas coisas de que Ele gosta e nós não gostamos. Existem também coisas das quais Ele não gosta e nós gostamos. O que fazer numa circunstância semelhante? Estamos frente a um impasse. O que fazer? Aqui novamente entra o amor como a solução para o problema.

Quando garoto eu não gostava de mamão. Era uma fruta que não apresentava nenhum atrativo para mim. Um dia até experimentei um pedaço, mas não gostei. Acontece que um dia conheci uma garota extraordinária que hoje é a minha esposa. Comecei a gostar dela e depois de um tempo de namoro nos casamos. Nunca esquecerei o primeiro café da manhã que ela preparou em casa. Ao sair do quarto achei a mesa toda decorada com um arranjo especial e lá no centro da mesa estava um enorme mamão. Do lado da mesa estava ela com um brilho de expectativa nos olhos, como se perguntasse para si própria: “Será que ele vai gostar?” Ocupamos nosso lugar em torno da mesa e depois de pedir a bênção ela partiu o mamão e colocou a metade para mim e a metade para ela. Olhei para a fruta, para ela e outra vez para a fruta. Tive vontade de dizer: “Obrigado, querida, eu não gosto de mamão”, mas não consegui. Eu amava essa garota. Não tinha coragem de desapontá-la. Peguei a fruta gentilmente e praticamente a engoli.
No dia seguinte, ao sair do quarto, fiquei paralisado. Lá no centro da mesa havia novamente um mamão. Olhei para minha esposa e afirmei:
- Parece que você gosta muito de mamão, não é mesmo?
E ela, com a maior naturalidade do mundo, respondeu:
- Para mim praticamente não existe café da manhã sem mamão, querido.
Em fração de segundos imaginei minha vida toda engolindo mamão. Mas ao olhar para o rosto de minha esposa e ver um sorriso de satisfação, senti uma alegria íntima no coração. Eu amava minha esposa. O que podia significar o fato de comer mamão, comparado com a alegria de vê-la feliz?

Entende amigo o que estou querendo dizer? O dia que nos apaixonarmos por Cristo, o dia que chegarmos a amá-Lo com todo nosso coração, a coisa que mais vamos desejar será vê-Lo sorrir. Sem dúvida haverá coisas que O deixarão feliz e que, com a nossa natureza pecaminosa não vamos gostar de fazer. Não acredito que perder o gosto por coisas que estávamos acostumados a fazer ou aprender a fazer coisas que não gostávamos de realizar seja fácil. Haverá um preço que teremos de pagar e planos que teremos que esquecer. Muitas vezes isso exigirá esforço, sacrifício e sofrimento, mas tudo isso terá sentido, se o fizermos por amor à pessoa de Jesus.

O profeta Miquéias explicou um dia a maneira certa de andar com Deus: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, que ames a beneficência, e que andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8)

Você percebe que a questão não é simplesmente andar com Deus. O importante é andar “humildemente” com Ele. É Ele que dirige. É Ele que mostra o caminho. É Ele que diz como as coisas serão melhores para ambos. Eu O amo e aceito Seu conselho porque Ele sabe o que é bom para mim. Não sou eu que dirijo a caminhada, não sou eu que devo levar Deus por onde acho que devo ir. Apenas seguro a Sua mão e vou. Ele é meu Pai, meu Amigo, meu Irmão, Ele é meu princípio, meu fim, Ele é tudo. Eu apenas me abandono em Seus braços de amor e vou por onde Ele quer e faço o que Ele disser. Afinal de contas, Ele conhece o caminho e o que mais quer é que eu seja feliz.

Tudo isto tem sentido, unicamente quando existe amor. A vida toda é motivada pelo amor de Cristo. Se não existir um relacionamento de amor entre Cristo e nós a vida torna-se vazia, oca. O cristianismo vira um fardo, uma pesada carga de proibições e deveres. Podemos carregá-lo um, dois ou vinte anos, mas, um dia chegamos ao limite e o largamos ou então nos tornamos zumbis, homens sem vida, máquinas que carregam o fardo das obrigações, que cumprem, que obedecem, porém máquinas, sem alegria, sem entusiasmo, incapazes de saber o que é felicidade.

Por aí, um dia, numa roda de amigos, alguém nos pergunta:
- Por que você não bebe?
E quase com vergonha respondemos:
- Porque minha religião me proíbe, é norma de minha Igreja.

A vida toda, às vezes, é levada desse jeito. É a religião, é a igreja o que importa. E Cristo? Onde fica nisso tudo Cristo? O que será que Ele está sentindo? Importa-nos se Ele está sorrindo ou está chorando? Você já pensou nEle como uma pessoa que ama, que sorri, que pode ficar magoado, e que até pode chorar?

Vamos analisar o caso de uma pessoa que vai comprar uma peça de roupa, por exemplo: Ela percorre as lojas, olha as vitrines, até que acha uma roupa que seja adequada ao seu orçamento. Como faz ela para comprar essa roupa? Experimenta, olha no espelho, observa se fica bem nela, se combina com sua cor, com seu corpo, e finalmente, paga e leva a roupa para casa. Podemos dizer que isso é andar com Deus?

Numa ocasião saí com minha esposa para comprar sapatos. Depois de observar vários pares chegou um momento de indecisão para ela. Havia dois pares dos quais ela gostava. Experimentou um, depois o outro. De repente, olhou para mim e perguntou:
- De qual você gosta?
- Olha – respondi – não importa muito de qual eu gosto. Quem vai usar o sapato é você, então leve o que você achar que é melhor.
- Não – continuou ela – eu quero que você escolha para mim.
- Mas por quê?
- Porque eu gosto de você e me sentirei feliz usando os sapatos que você escolher para mim.
Aquilo me emocionou tanto que acabamos levando os dois pares.

É justamente isso que tem que acontecer em nosso relacionamento com Cristo. Ele tem que ser tão amado e tão real para nós que cheguemos ao ponto, antes de comprar uma roupa, olhar para Ele e perguntar:
- Senhor, Tu gostas? Ó Senhor Jesus, eu Te amo tanto que serei feliz usando a roupa que Tu escolheres para mim.

Andar com Deus é tê-Lo presente em nosso dia a dia. Consultá-Lo antes de tomar uma decisão, antes de iniciar um namoro, antes de empreender algum negócio, antes de entrar em algum lugar, antes de sair para algum programa.

Nossa vida não se limita a uma igreja. Não é uma religião que determina os nossos atos. Fazemos ou deixamos de fazer, comemos ou deixamos de comer, vestimos ou deixamos de vestir por amor a Cristo. Se vemos um sorriso em Seu rosto, vamos em frente. Se, pelo contrário, percebemos um ar de tristeza em Seu olhar, ou duas lágrimas rolando por Sua face é hora de parar, não porque a igreja proíbe, mas porque amamos a Jesus e não temos coragem de vê-Lo sofrer.

É possível ser perfeito? Se você acha que ser perfeito significa nunca cometer um erro, não, claro que não é possível. Mas graças a Deus que o conceito bíblico de perfeição é completamente diferente. Para Deus, ser perfeito é “andar com Ele”, como andou Enoque, Noé, Abraão, como andou Davi.

Você já viu um pai levando o seu garoto de 4 anos pela mão? Os passos do pai são compridos e a criança não consegue manter o ritmo do pai, mas ela segura o braço poderoso e vai em frente. Pode de repente tropeçar, pode talvez escorregar, mas enquanto sua mãozinha segurar o braço do pai, ela não cai. Qual é o segredo para não ficar jogada no chão? O braço do Pai. Ele é o seu sustento, é a única garantia de que um dia chegará lá, apesar das possíveis quedas ou tropeços da vida.

Foi por isso que Enoque, Noé, Abraão e Davi foram perfeitos. Enoque segurou o braço do Pai, andou com Ele e não temos notícias de que tenha caído alguma vez. Já os três últimos andaram com Deus, escorregaram na vida, tropeçaram, mas seguraram o braço do Pai e não ficaram caídos; continuaram a caminhada. E Deus os considerou tão perfeitos quanto Enoque.

Você errou alguma vez em sua vida? Não precisa viver atormentado por isso. Olhe para a Cruz de Cristo. Ele já pagou pelo erro que você cometeu. Ele lhe perdoa e o aceita. Você está ferido? A queda foi tão grande que não restam mais forças para estender a mão pedindo ajuda? Não se preocupe. Apenas olhe. Olhe lá na montanha um Deus de amor morrendo lentamente. Por que você acha que Ele sofreu tanto? Foi por amor a você. Foi porque você vale muito para Ele.
- Pastor, – você dirá – não é verdade. Ele não pode me perdoar. O senhor fala isso porque não me conhece.

Você tem razão. Eu não conheço você, mas eu conheço o amor de Cristo. Um dia experimentei a revolta, o vazio e o desespero da alma e Ele me amou, me perdoou e me aceitou. Por isso posso lhe dizer: “Olhe para Cristo, Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória”.

Abra seu coração a Jesus, imaginando o seguinte: quando um pai vê o seu filhinho que está dando os primeiros passos cair, o pai não corre e castiga a criancinha porque caiu. O pai corre desejoso de ajudá-la a levantar-se. Porque para um pai, a coisa mais linda é ver seu filho aprendendo a andar.

Deus é nosso Pai de amor. Está pronto a levantar-nos, ajudar-nos para um dia chegarmos à perfeição.

ORAÇÃO
Querido Pai, obrigado pela esperança que me dás, apesar do triste passado que eu possa ter vivido. Essa mensagem mostrou que a vida começa no momento de minha entrega a Ti. Obrigado de todo o coração. Em nome de Jesus. Amém.


sábado, 25 de agosto de 2012

8/49- JE-Jesus é a Resposta

Jesus é a Resposta para a Perseguição
“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus.” Mateus 5:10.

Texto Bíblico: Mateus 5:10; II Timóteo 3:12; Romanos 8 :35

BEM-AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO
Pr Neumoel Stina

Você já foi perseguido alguma vez, por escolher ficar do lado de Deus? Já foi caçoado por gostar de ler a Bíblia?  Ou então por dizer que ama a Jesus?

Na palestra de hoje, que tem por título: BEM AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO, veremos que Jesus promete que as pessoas que sofrem  por causa de Sua justiça,  herdarão o reino dos céus.

Na Bíblia lemos: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus.” Mateus 5:10.

Aqueles que são perseguidos por causa de Cristo, sofrem simplesmente por sustentarem os padrões divinos de verdade, justiça e pureza, recusando-se a ajustar-se ao paganismo ou a curvar-se perante os ídolos que os homens erguem como substitutos de Deus.

O apóstolo Paulo alertou seu amigo Timóteo dizendo: “Todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (II Timóteo 3:12); mas a estes, Jesus assegura que são cidadãos do único reino permanente, o reino dos céus.

No Sermão do Monte, Jesus falou aos discípulos advertindo-os de que, no caso deles, o sofrimento que teriam por seguirem a Jesus, significava que seriam submetidos a violência, perseguição e todo o tipo de calúnia.

Quando Jesus se retirasse da presença deles, o ódio do mundo, até então voltado contra Ele enquanto estava na terra, se voltaria contra os seus seguidores. Estes deviam alegrar-se muito sabendo que tal sofrimento seria indicação de estarem eles na linha de descendência dos profetas que anunciaram a vinda do Messias.

Jesus não deu nenhuma esperança aos seus seguidores de que eles teriam glórias ou riquezas terrestres ou uma vida livre de tentações, mas mostrou-lhes o privilégio que é trilhar com o Senhor o caminho da abnegação e suportar as calúnias de um mundo que realmente não conhece a Jesus.

Foi quando Jesus nasceu em Belém que começou a perseguição contra ele. Herodes cheio de ódio e medo de perder o trono para o Rei dos reis, mandou matar todos os meninos, assim, pensou ele, ter se livrado do Salvador do mundo.

Na verdade, Jesus veio salvar os pecadores, por isso as forças unidas do inimigo de Deus e dos homens, se levantaram-se contra o Príncipe da paz.
Embora as palavras e ações de Cristo, testificassem da compaixão divina, a falta de semelhança que Ele tinha com o mundo, provocava um grande ódio e a mais amarga inimizade dos homens incitados por Satanás.

O mesmo acontece com aqueles que escolhem servir a Jesus. Entre a justiça e o pecado, entre o amor e o ódio, entre a verdade e a falsidade, há um conflito irreprimível. Não há como unir o bem com o mal.

Quem manifestar, no viver diário, na sua maneira de agir, a beleza que é servir a Cristo, subtrai a Satanás e seus súditos, e por isso o príncipe das trevas fica irado contra aqueles que escolhem servir ao Senhor.

No passado muitas pessoas sofreram perseguição por causa do cristianismo. Durante um longo período, da história, houve testemunhas de Deus que acariciavam a fé em Cristo como o único mediador entre Deus e o homem.

Mantinham a Bíblia como a única regra de vida, e santificavam o verdadeiro Sábado. Foram estigmatizados como hereges, e seus escritos suprimidos, difamados e mutilados. Ainda assim permaneceram firmes.

A maneira das perseguições poderá mudar com o tempo, mas o fundamento – o espírito que lhes serve de base – é o mesmo que desde os tempos de Abel, tem assassinado os escolhidos de Deus.

Em todos os tempos Satanás perseguiu, torturou e matou os filhos de Deus; mas, quando eles morreram, tornaram-se vencedores. Testemunharam em sua perseverante fidelidade que Alguém mais poderoso que o inimigo, estava com eles.

Satanás podia torturar-lhes o corpo e matá-los, mas não podia tocar na vida que com Cristo estava escondida em Deus. Encerrou-os nas masmorras, mas não pode prender-lhes o espírito.

Pelo sofrimento e perseguição, a glória e o caráter de Deus serão manifestados em Seus escolhidos.

A igreja de Deus, odiada e perseguida pelo mundo, é educada e disciplinada na escola de Cristo; caminha na Terra pela estrada estreita, é purificada na fornalha da aflição, segue o Senhor através de duras batalhas, exercita-se na abnegação e sofre amargas experiências, mas reconhece por tudo isso a culpa e a miséria do pecado e aprende a afugentá-lo.

Quando pensamos no sacrifício de Cristo, o que Ele passou para que um dia pudéssemos estar para sempre juntos, percebemos que nenhum sofrimento aqui na terra se compara ao que o nosso Salvador sofreu.

O preço pago por nossa redenção, o infinito sacrifício de nosso pai celestial em entregar Seu Filho para morrer por nós, deveria inspirar-nos ideias elevadas sobre o que podemos ser por meio de Cristo.

Então quando vierem as tribulações, as zombarias, as calúnias e os sofrimentos, estaremos aptos a enfrentar quem nos atinge, por Cristo Jesus, que sofreu muito mais por nós, que não somos merecedores de Seu grande amor.

Nos momentos mais difíceis, com certeza, Deus estará nos amparando e curando nossas feridas. As feridas poderão ser externas, mas o nosso coração estará protegido pelas mão de nosso Salvador.

Paulo disse em Romanos 8:35 – “Quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?”  Ninguém poderá nos separar.

Em meio a todo o sofrimento por causa de Cristo, nós teremos em nosso coração a promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus.” 
Pr Neumoel Stina

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estudando Salmos- 17


 SALMO 17 – JUÍZO INVESTIGATIVO

Alguma vez você já pediu a Deus que Ele o julgasse? A maioria das pessoas vai responder que não, porque a maioria de nós considera terrível o julgamento de Deus sobre os nossos atos, palavras e até pensamentos. Mas Davi orou ao Senhor para que Ele o julgasse até mesmo em seus mais íntimos sentimentos. Quem de nós faria isso?

O salmo vem de um possível contexto quando Davi estava sendo perseguido pelo ímpio rei Saul no deserto de Maon. Davi foi traído pelos zifeus que indicaram a Saul o seu paradeiro, e logo Davi e os seus companheiros se viram cercados por Saul e seus homens, com perigo de vida. Então, Saul foi notificado que os filisteus estavam invadindo a sua terra, e esse rei foi atrás deles, desistindo de perseguir a Davi.

Aquele lugar foi chamado de Pedra de Escape. (1Sm 23:19, 25-28). Muitas vezes somos protegidos por certas circunstâncias e nem consideramos que foi por providência divina.

Davi estava em grande perigo e pressão pela malícia de seus inimigos, e clama neste salmo dirigindo-se a Deus e é justamente isso o que devemos fazer em situações semelhantes. Temos muitos inimigos como Davi e temos muitas pressões e enfrentamos muitos perigos em nossa vida moderna; mas, também, da mesma forma que Davi temos o Deus que age tão prontamente como agia no passado, e pode nos socorrer a qualquer momento.
O conteúdo da oração é duplo:
(1) Oração por Vindicação: “Baixe de Tua presença o Julgamento a meu respeito” (v. 2a).
(2) Oração por Investigação: “Os Teus olhos vêem com equidade”. (v. 2b).

Estas petições são subsequentemente desenvolvidas através do salmo em sequência quiástica, ou seja, o salmo possui ideias contrastantes que repentinamente invertem a direção. Portanto, o esboço do Salmo 17 fica dessa maneira:

A. Oração por Vindicação (v. 2a)
     B. Oração por Investigação (2b)
     B'. Investigação (vs. 3-5)
A'. Vindicação (vs. 6-15).

Há 3 apelos no decurso do Salmo 17:
I – Um Apelo por Justiça (1-5)
II – Um Apelo por Misericórdia (6-12)
III – Um Apelo por Livramento (13-15)

I - Um Apelo por Justiça (vs. 1-5)

Davi apela para que Deus manifeste a Sua justiça. “Ouve, Senhor, a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.” (v. 1) O salmista ora em primeiro lugar para que Deus ouça, atenda e dê ouvidos à sua história, a qual ele apresenta, com lábios livres de mentiras. Ele clama a Deus para que atenda à “causa justa”. A palavra original é “tsedeq”, que significa justiça. Ele está dizendo: “Ouve, Senhor, na justiça.” A frase poderia ser traduzida como “Ouve, Senhor de justiça.” A mesma palavra aparece no último verso, de modo que o salmo começa e termina com “justiça”. A ideia é que Deus o ouça, na Sua justiça, a sua causa que também é justa. Seu clamor é no sentido de receber sentença justa dAquele que sabe da sua inocência. Ele clama por vindicação e defesa.

E Davi está tão certo de que a sua causa é justa que ele chega a clamar para que Deus o julgue: “Baixe de Tua presença o julgamento a meu respeito” (v. 2). Isto não é comum; as pessoas em geral temem ser julgadas por Deus porque imaginam que o Seu julgamento seja terrível porque fatal. Ninguém quer enfrentar o Juízo divino. Alguns até ensinam que não haverá julgamento para os justos, de tão “terrível” que deve ser o Julgamento de Deus. Mas eles prometem como uma consolação que nenhum cristão passará pelo Juízo divino. Nenhuma investigação haverá para os justos.

Haveria algum fundamento bíblico para tal ensino? Eu tenho um vizinho que disse que existem muitas religiões porque há muitas traduções da Bíblia que favorecem diferentes interpretações. Eu lhe respondi que as traduções são diferentes, mas conservam a verdade do original. Entretanto, há um pouco de verdade no que disse o vizinho. Na tradução Atualizada de João 3:18, lemos estas palavras de Cristo: “Quem nEle crê não é julgado.” “E então?”, disse um crente para outro, “aqui diz que o cristão não será julgado!” Entretanto, o crente adventista, lê na sua versão mais antiga e diz: “Mas a minha Bíblia diz que ‘quem crê nEle não é condenado’ e isso é outra coisa. Condenação é o resultado de um juízo realizado, é a própria sentença dada. Os cristãos serão julgados, mas não condenados. Sua sentença será absolvição.”

De fato, esse problema de traduções existe, mas nós podemos aprender a pesquisar e comparar em outras versões quando estamos em dúvida com respeito a algum ponto da verdade. Veja como os tradutores da versão Atualizada vertem João 5:24: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”

Certamente, esses tradutores não crêem na doutrina bíblica do Juízo Investigativo, e então, trocaram a palavra “condenado” como está na versão antiga, por “juízo”, mudando o significado. A palavra grega (krino) admite ambas traduções, mas o contexto deve indicar a tradução correta, que é a antiga: “quem ouve a minha palavra... não entrará em condenação.”

E esta é a verdade, confirmada em muitos lugares. Disse Paulo: “Importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (1Co. 5:10). De fato, o Juízo será uma realidade tanto para crentes como para incrédulos, bons e maus, justos e injustos. 

Entretanto, ainda assim, muitos dirão que é duro ser julgado por Deus, porque o Seu Julgamento será temível e terrível e ninguém em sã consciência pediria tal coisa. Mas então, por que Davi pede que Deus o julgue? Por que Davi insiste em ser logo julgado pelo grande Juiz de todo o universo? Ele responde por quê: “os Teus olhos vêem com equidade.” (v.2) Com efeito, Davi quer ser julgado por Deus porque sabe que o Seu olhar onisciente vê a tudo com “equidade”. Isto significa justiça e imparcialidade. Se Deus é justo e sempre age com justiça, então, o Seu Julgamento não é terrível. Terrível é o julgamento dos homens, e é a esse que devemos temer, por ser injusto e parcial. 

Mas Davi continua dizendo: “Sondas-me o coração, de noite me visitas”. Esta é uma declaração de Davi a respeito de uma investigação do seu caso, de que Deus o sonda, examina o seu coração. Este é um juízo de investigação, um exemplo do que acontece no grande Juízo Investigativo, que se desenvolve nos últimos dias da história deste mundo. Deus sonda o seu coração, esquadrinha a sua alma, faz uma investigação do seu caso, a fim de poder sentenciar a sua culpa ou inocência. De fato, todo juízo tem 3 fases: (1) Investigação, (2) Sentença e (3) Execução. Davi declara que Deus investiga o seu caso, examina as suas ações, perscruta a sua alma.

Antes da vinda de Cristo, haverá um Juízo de Investigação. Todos os casos de pessoas que aceitaram a fé e fizeram profissão de seguir ao Salvador passam em revista. Na augusta presença de Deus nossa vida deve passar por exame. O grande Juiz de toda a Terra perscruta a vida de cada crente, esquadrinha cada coração. E cada um deve por sua vez fazer um profundo exame da sua vida, a fim de se preparar para esse solene tempo de Juízo Investigativo que agora ocorre no Céu, desde 1844. É tempo de profundo arrependimento de cada pecado, é tempo de santificação, é tempo de empregar sabiamente cada talento e de viver com o coração puro diante de Deus e dos homens. É tempo de sermos revestidos da justiça de Cristo, e de nada dispor para a carne no tocante às suas concupiscências (Rm 13:14).

Cristo ilustrou muito bem esta cena de investigação através de uma parábola, em que um rei festejava as bodas de seu filho e deu um grande banquete, chamando aos que aceitassem o seu convite dentre todos os tipos de pessoas. Mas havia uma condição: todos os participantes deveriam aceitar as vestes nupciais, e vesti-las durante a festa. Então, durante a cerimônia, o rei foi ver os convidados, foi fazer uma investigação de como os convidados estavam se portando e notou alguém que não tinha as vestes. Imediatamente, ele se dirigiu a esse homem que representa a classe de pessoas que desejam participar das bênçãos do evangelho, mas não aceita as vestes da justiça de Cristo em sua vida: “Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mt 22:12-13).

Mas o salmista Davi continua, dizendo: “Provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.” (v. 3). Alguém com certa razão diria: “Como pode Davi dizer tais palavras? Como poderia o Juiz eterno e onisciente não encontrar faltas e pecados em Davi?” Eu conheço outras palavras que procedem do humilde coração de Davi: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniqüidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece.” (Sl 40:12). Na primeira passagem, Davi diz que Deus não encontra pecado em sua vida; na segunda, ele diz que os seus pecados são incontáveis.

Como podemos harmonizar esta aparente contradição? As palavras do salmo que estudamos (17:3) estão corretas no contexto em que Davi estava vivendo naquela época, e apenas em relação às coisas de que os ímpios o acusavam. Saul e seus oficiais diziam que Davi estava se preparando para usurpar o trono do rei; que ele desejava matá-lo, que a sua ambição era ser rei de Israel, e logo que conseguisse esse objetivo, ele destruiria a todos os parentes do rei Saul. Tudo isso era falso. Davi não precisava se esforçar para ser o rei de Israel; Deus mesmo o ungiu, e o protegeu para que isso se cumprisse. Davi não falava com justiça própria; ele era inocente mesmo das coisas de que Saul o acusava.

Davi era sincero e estava consciente de sua própria inocência. Ele não era hipócrita. A sinceridade não teme nenhum escrutínio, não, nem mesmo o de Deus, de acordo com o concerto da graça. A onisciência de Deus é tanto a alegria do justo, como o terror dos hipócritas e é particularmente confortável para aqueles que são acusados falsamente.

Mas há outra aplicação para as palavras de Davi: ele falava profeticamente pelo Messias. Muitas vezes a Bíblia retrata a Davi falando pelo Messias, porque Davi era um tipo de Cristo. Os Salmos contém muitas mensagens cristocêntricas e messiânicas. Os livros proféticos têm muito a falar dEle, mas em Ezequiel, o Messias é chamado de Davi (Ez 34:23-24; 37:24-25). De fato, Cristo foi o Único que em sentido absoluto poderia dizer estas palavras do Salmo 17:3: “Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.”

Deus poderia sondar o coração de Cristo de dia e de noite, prová-lO no fogo da aflição e da tentação e nenhuma iniquidade, nenhum pecado encontraria nAquele que é a pureza por excelência. Disse Cristo certa vez aos líderes da nação judaica: “Quem dentre vós Me convence de pecado?” (Jo 8:46). De Satanás Ele pôde dizer: “Aí vem o príncipe do mundo, e ele nada tem em Mim.” (Jo 14:30). Ainda testifica o apóstolo Paulo: “Com efeito, nos convinha um Sumo Sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus.” (Hb 7:26).

Mas Davi em sua experiência de profunda sinceridade e como um homem segundo o coração de Deus pôde nos ensinar como alcançar um relacionamento feliz e bem-aventurado: “pela Palavra dos Teus lábios, eu tenho me guardado dos caminhos do violento.” (v. 4). Mais tarde, ele confirma estas mesmas palavras em tom de admoestação aquilo que vivia na experiência: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua Palavra.” A seguir, ele declara mais uma vez a sua experiência: “Guardo no coração as Tuas Palavras, para não pecar contra ti.” (Sl 119: 9,11). Ou seja, aquilo que eu aconselho é aquilo que eu faço. Faça o que eu digo, porque é isto o que eu faço.

Hoje vemos muitos cristãos vivendo uma vida de derrotismo, citando o capítulo 7 da epístola de Paulo aos Romanos, e dizendo: “É isso mesmo; eu sou como Paulo: o que eu não quero, isso faço. Eu não quero pecar, mas eu acabo pecando; eu nasci assim, e assim eu continuo. Ninguém pode se libertar de sua natureza pecaminosa! Nós somos assim mesmo!” Entretanto, isso é interpretar mal o ensino de Paulo que em Romanos 7 não está descrevendo a experiência de um cristão, mas de um legalista tentando se salvar com os seus próprios esforços, tentando guardar a lei sem Cristo. Mas Cristo disse: “Sem Mim, nada podeis fazer.” (Jo 15:5). 

Se você quer saber como é um cristão, deve ler em Rm 8. Se quer saber como foi a vida de Paulo, então, leia o livro de Atos e o testemunho de Cristo sobre ele em Atos 9:15-16. Pode também ler o testemunho do Diabo sobre o mesmo Paulo em Atos 19:15: “Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?”

Disse mais Davi ao falar de sua experiência com Deus: “Os meus passos se afizeram às Tuas veredas, os meus pés não resvalaram.” (v. 5). Davi estava dizendo: “Senhor, ouve a minha causa, pois é justa; eu sou inocente de todas as coisas de que me acusam os meus inimigos!” Ele apelava para que Deus o julgasse segundo a justiça que ele praticara em pensamentos, palavras e atos com referência aqueles homens que o acusavam de coisas que nem mesmo lhe passaram pelo pensamento, pois andava em sinceridade diante de Deus e dos homens.

De igual maneira, Paulo se defendia diante dos judeus que o acusavam e o apedrejaram e o açoitaram pelo poder romano, e ainda assim pôde dizer: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.” (Atos 26:19). E disse também aos cristãos coríntios no decurso de sua vida: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1Co 11:1).

As palavras do salmista no v. 5, declarando a sua fidelidade e integridade, podem ser lidas como uma prece: “Senhor, dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.” (Versão Corrigida). É perigoso permitir que uma característica infiel viva no coração. Um pecado acariciado pouco a pouco aviltará o caráter, levando todas as suas faculdades mais nobres em sujeição ao desejo maligno. A remoção de uma única salvaguarda da consciência, a condescendência com um mau hábito sequer, o descuido das elevadas exigências do dever, derribam as defesas da alma, e abrem o caminho para entrar Satanás e transviar-nos. O único meio seguro é fazer nossas orações subirem diariamente, de um coração sincero, e piedoso, deste modo: “Senhor, dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.” 

II - Um Apelo por Misericórdia (vs. 6-12)

Davi continua invocando a Deus porque tem certeza de que Deus há de ouvir as suas súplicas. Em sua angústia, ele clama: “Inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.” (v. 6). A linguagem do salmista demonstra que ele não confiava em sua justiça própria, mas na vindicação e justiça de Deus, embora estivesse consciente de sua completa inocência das acusações dos perversos dentre os líderes de Israel que o perseguiam. 

Davi apela para que Deus mostre a Sua misericórdia. Ele disse no v. 7: “Mostra as maravilhas da Tua bondade, ó Salvador...” A misericórdia divina se manifesta em Sua bondade. Mas essa bondade tem múltiplas maravilhas. A primeira e grande maravilha da bondade e misericórdia de Deus é que Ele é Salvador. Não podemos senão enaltecer a maravilha de termos um Salvador quando estávamos completamente perdidos, condenados, sem nenhuma perspectiva de salvação, inteiramente entregues aos nossos inimigos, homens e demônios.

A segunda maravilha da bondade divina, mencionada no salmo, é que Deus nos considera como tendo um valor imenso: somos como a “menina dos olhos” de Deus (v. 8). Muitos têm uma auto-estima muito baixa de si mesmos por algumas razões. Mas Deus nos considera como possuindo um valor incalculável: o nosso valor é tão grande que Ele foi capaz de dar o Seu único Filho para morrer em nosso lugar, pagando o preço de nossa redenção na Cruz, um preço infinito que só a eternidade revelará ao universo. Assim, somos guardados de dia e de noite por Aquele que não dorme, mas revela o Seu cuidado paternal.

A outra maravilha da bondade de Deus é revelada na oração de Davi que ele continua apresentando: “Esconde-me à sombra das Tuas asas” (v. 8). Podemos lembrar as palavras de Cristo quando estava contemplando a Jerusalém do monte e chorando por ela: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23:37).

Muitas vezes condenamos aos judeus por seu desprezo do Senhor Jesus Cristo, que manifestava as maravilhas de Sua bondade em inúmeros exemplos, e por fim, desejava recolhê-los sob as Suas asas, em uma profunda manifestação de amor. Mas nós também somos ingratos em muitas ocasiões. Entretanto, assim se revela a Sua misericórdia, e a Sua bondade nos esconde debaixo de Seu cuidado e proteção, e ainda nos defende das acusações de Satanás. 

Mas, embora Deus seja misericordioso e manifeste constantemente a Sua bondade, os homens são maus, ímpios e rebeldes. Davi dá uma descrição do caráter dos seus perseguidores: eles eram perversos, opressores, inimigos que o assediavam de morte. Ele fala desses homens nestes termos: “Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes; andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.” (v. 9-11). Não estamos falando só de história passada, porque estas coisas se repetem em nosso tempo, e se multiplicam nestes últimos dias da história deste mundo tenebroso.

“1: Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
2: pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
3: desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
4: traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
5: tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder.” (2Tm 3:1-5).

Muitas dessas palavras poderiam se aplicar a Jean Jacques Rouseau. Quando jovem ele viveu na cidade de Turim, na casa de uma mulher de Verecelli. Em suas confissões ele escreveu: "Desta casa levo comigo um terrível fardo de culpa que depois de 40 anos ainda está indelével em minha consciência, e quanto mais velho fico, mais pesado é o fardo de minha alma''.

Ele havia roubado um objeto de valor da dona da casa. Posteriormente, quando a perda foi descoberta, lançou a culpa sobre a servente da casa, que, como resultado, perdeu o ganha-pão e a dignidade. Ele continua: "Acusei-a como ladra, lançando assim uma jovem honesta e nobre na vergonha e na miséria. Ela me disse então: 'O senhor lançou a desgraça sobre mim, mas eu não desejo estar no seu lugar'. A lembrança freqüente disto dá-me noites de insônia, como se fosse ontem que tal fato aconteceu. É certo que algumas vezes minha consciência esteve adormecida, mas agora ela me atormenta como nunca dantes. Este fardo está mais pesado agora sobre o meu coração; sua lembrança não morre. Tenho que fazer uma confissão."

Muitas pessoas lançam acusações injustas e mentirosas contra outros, estão arruinando a vida de outros, perseguindo, acusando falsamente, inventando mentiras, exagerando circunstâncias, e sendo intolerantes. Eles não medem as trágicas consequências tanto para os culpados quanto para os inocentes. Essas pobres vítimas em sua angústia podem clamar ao Deus de Davi e suplicar pela vindicação de sua causa. E, como resultado, os seus opressores podem vir a sofrer sob a ira de Deus que não abandona os seus filhos oprimidos porque alguém tocou na “menina dos Seus olhos”. 

Porém, atrás de tudo isso se encontra um inimigo mais terrível, sobre o qual poucos se preocupam. Davi comparou os seus inimigos aos leões: “Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.” (V. 12). Disse o apóstolo Pedro: “Sede sóbrios e vigilantes. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” (1Pe 5:8-9). Não admira que o salmista apelasse à misericórdia e bondade de Deus! Somente por Sua bondade somos guardados e protegidos, e o maligno, que tão prontamente deseja nos destruir, fugirá desconcertado e vencido.

III - Um Apelo por Livramento (vs. 13-15)

Davi apela para que Deus execute a Sua justiça, livrando a sua alma ameaçada pelos mais ferozes inimigos: 

“13: Levanta-te, Senhor, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a Tua espada,
14: com a Tua mão, Senhor, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre Tu enches dos Teus tesouros” (vs. 13-14).

Muitos cristãos ficam perplexos diante de tais palavras de imprecação e maldição contra os ímpios. Não podem compreender: “Como pode Davi orar para que Deus arrase e destrua a esses homens? Não sabia que era o seu dever amar os seus inimigos?” Há uns 10 salmos imprecatórios, salmos que invocam a maldição de Deus contra os inimigos do salmista. Entretanto, Davi estava promovendo a glória de Deus ao buscar a sua libertação e a de seu povo Israel. O governo desses ímpios oprimia a esse povo, e perseguia ao futuro rei Davi. Portanto, ele pede a libertação de Jeová, a Sua pronta ação defrontando e destruindo a esses perseguidores, cujos pecados e impiedades já ultrapassavam os limites da paciência humana. Portanto, esta oração era da vontade de Deus e foi inspirada por Ele.

E ademais, como eram esses homens? Davi já havia definido o caráter deles como perversos, opressores, inimigos de morte (v. 9-11). Agora, ele acrescenta a base de sua impiedade, dizendo que eram “homens mundanos, cujo quinhão é desta vida, e cujo ventre” está cheio dos tesouros de Deus (v. 14). Isso nos remete às palavras do apóstolo Paulo, que disse: “Observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós. Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Fl 3:17-19). 

Aqui temos a definição do que significa ser ímpio: Ímpio é aquele que só se preocupa com as coisas deste mundo, com as comidas e bebidas do mundo, com as modas do mundo e com as glórias do mundo. Não admira que “o destino deles é a perdição.” “São inimigos da cruz de Cristo” e só se satisfazem com as coisas mundanas. Esta era a tendência de Sodoma: “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma - soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado.” (Ez 16:49). Eles só se satisfaziam com as coisas mundanas.

Entretanto, o salmista Davi se satisfazia com algo muito mais nobre, e assim também todos os cristãos: “Eu, porém, na justiça, contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança.” (v. 15). O que significa a expressão “na justiça”? Davi confia em Deus e na Sua justiça. Portanto, é baseado “na justiça” de Deus que ele tem a convicção de contemplar a Sua face. Não podemos ser baseados em nossa justiça própria; nossa única esperança é a justiça de Cristo, segundo a qual nós O veremos em glória e majestade, depois de ver a Sua libertação de todos os nossos inimigos. Então, contemplaremos a Sua face, como a face do nosso Deus eterno.

Mas, quando será isso? Disse Davi: “Quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança.” (v. 15). Para Davi essa esperança estava muito mais distante do que para nós. Mas, se ele fala de acordar de seu “sono da morte” (Sl 13:3), ele fala da ressurreição que acontecerá na segunda vinda de nosso Salvador Jesus Cristo. Qual era a esperança de Davi nesse tempo? Disse ele: “Eu me satisfarei com a Tua semelhança.” Enquanto os seus inimigos se satisfaziam com as coisas mundanas, Davi se satisfazia na contemplação do Senhor eterno.

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, e só pode se satisfazer na contemplação do seu Criador. Mas o pecado deslustrou esse brilho de glória. Então, veio o nosso Salvador para nos redimir e nos resgatar, derramando o Seu sangue na Cruz do Calvário, a fim de que novamente tivéssemos a Sua semelhança, e nos satisfizéssemos com a glória de Deus nEle e em nós refletida.

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.” (1Jo 3:2-3).

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
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