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sábado, 13 de novembro de 2021

Louvai a Deus!

 Jornada Diária- Dia 13/11/2021 

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS'' 

Tema do mês: Somente Pela Graça

13 de novembro  

Louvai a Deus!

As benignidades do Senhor mencionarei e os muitos louvores do Senhor, consoante tudo o que o Senhor nos concedeu, e a grande bondade para com a casa de Israel. Isaías 63:7.

Quando o senso da benignidade do Senhor está de contínuo refrigerando o espírito, será revelado na fisionomia por uma expressão de paz e alegria. Será
manifestado nas palavras e em obras. E o generoso Espírito Santo de Cristo, atuando no coração, dará lugar na vida a uma convertedora influência sobre outros. …

Não temos razão de falar da bondade de Deus e proclamar o Seu poder? Quando os amigos são bondosos para conosco nós apreciamos o prazer de lhes sermos gratos por sua bondade. Quanto mais devemos contar como alegria e agradecer ao Amigo que nos tem dado todo o bem e todo dom perfeito! Cultivemos, então, em cada igreja, o espírito de gratidão a Deus. Eduquemos os lábios para louvarem a Deus no círculo da família. … Declarem nossas dádivas e ofertas a nossa gratidão pelos favores recebidos cada dia. Em tudo devemos mostrar a alegria do Senhor e tornar conhecida a mensagem da divina graça salvadora. …

Davi declara: “Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os Seus ouvidos” (Salmos 116:1 e 2). … A bondade de Deus em ouvir e responder orações põe-nos sob a pesada obrigação de expressar nossos agradecimentos pelos favores a nós concedidos. Devemos louvar a Deus mais do que fazemos. As bênçãos recebidas em resposta à oração devem ser prontamente reconhecidas. …

Magoamos o Espírito de Cristo por nossas queixas e murmurações. Não devemos desonrar a Deus pela lamentosa relação de provas que parecem pesadas. Todas as provas que são recebidas como educadoras produzirão alegria. A inteira vida religiosa será levantada, elevada, enobrecida, perfumada com boas palavras e obras. Review and Herald, 7 de maio de 1908.

Que a paz de Deus reine em vossa alma. Então haverá força para dividir com todos os sofredores, e vos regozijareis em ter a graça para resistir. Louvai ao Senhor; falai de Sua bondade; dizei de Seu poder. Adoçai a atmosfera que vos circunda a alma. … Louvai, de coração, alma e voz, Aquele que é a saúde para a vossa enfermidade, vosso Salvador, e vosso Deus. The Youth’s Instructor,  27 de dezembro de 1900.

Meditação Matinal de Ellen White – A Maravilhosa Graça- pag. 323🌼

🛐

Lembre-se de Orar;

•Coloque nas mãos de Deus o seu dia e todas as coisas que planeja fazer.

•Ore pelo Batismo diário do Espírito Santo

• Ore pelos participantes desta jornada para que  possam ser praticantes da Palavra de Deus e seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão, a temperança...

•Ore para que ''A Maravilhosa Graça de Deus'' se manifeste na nossa vida, na vida de nossa família, de nossos amigos e na vida de todas as pessoas pelas quais oramos...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeustu

segunda-feira, 8 de março de 2021

Fonte de Vida e Poder

 Jornada Diária - Dia 08/03/2021

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS''

Tema do Mês: O Trono da Graça

🛐 Desafios de Oração

A Bíblia diz que devemos entrar nos átrios do Senhor com louvor e agradecimento. Você e eu devemos fazer disso um objetivo diário, viver uma vida de agradecimento. Vamos ser então   positivamente agradecidos tanto quanto possível.

•Vamos louvar mais a Deus e murmurar menos e que nossos lábios possam ter sempre um hino de louvor ao nosso Criador.

•Orar par que possamos ser mais agradecidos, ter um coração grato,  cheio de louvor e adoração ao Criador. 

•Ore pelos enfermos, os infectados por Covid e os que estão com outras doenças terminais...

• Ore pelos enlutados que perderam seus entes queridos...

•Ore por cada participante deste grupo...

•Ore para que ''A Maravilhosa Graça de Deus'' se manifeste na nossa vida, na vida de nossa família, de nossos amigos e na vida de todas as pessoas pelas quais oramos...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

✍Leia a Meditação a seguir👇🏻

Meditação: Maravilhosa Graça de Deus

8 de março  

Fonte de Vida e Poder

Então, ouvi que toda criatura que há no Céu e sobre a Terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. Apocalipse 5:13.

Deus quer que Seus obedientes filhos reclamem Suas bênçãos e cheguem à Sua presença com louvor e ação de graças. Deus é a fonte de vida e poder. … Tanto fez a favor de Seu povo escolhido, que cada coração deve possuir-se de gratidão; e Sua alma Se entristece quando Lhe oferecemos um louvor mesquinho. Deseja ver da parte de Seu povo uma manifestação mais forte de que reconhece que tem motivos para regozijar-se e estar alegre.

O procedimento de Deus com Seu povo deve ser recordado frequentemente. Como são frequentes as provas de Sua providência em relação ao Israel antigo! Para que este não esquecesse a história do passado, Deus ordenou a Moisés que pusesse esses acontecimentos num hino, para que os pais pudessem ensiná-lo aos filhos. … Como um Deus que opera milagres, o Senhor tem atuado em favor de Seu povo nesta geração. A história passada desta causa deve ser muitas vezes repetida ao povo, tanto aos velhos como aos moços. Necessitamos rememorar frequentemente a bondade do Senhor e louvá-Lo pelas Suas maravilhas. …

A igreja de Deus na Terra é solidária com a do Céu. Os crentes na Terra e os seres celestiais que não pecaram, constituem uma só igreja. Cada ser celestial toma interesse nos santos que na Terra se reúnem para adorar a Deus. Os testemunhos dos crentes são por eles ouvidos na corte celestial, e o louvor e ações de graças dos adoradores na Terra repetidos em seus cânticos divinos, repercutem no Céu seu louvor e alegria porque Cristo não morreu em vão pelos caídos filhos de Adão. E, ao passo que os anjos participam diretamente do manancial divino, os santos da Terra bebem das correntes de águas puras que fluem do trono, das correntes de águas que alegram a cidade de Deus. Oxalá todos pudessem compreender a proximidade em que da Terra está o Céu! … Em cada assembleia de crentes na Terra, anjos de Deus lhes estão escutando os testemunhos, hinos e orações. Devemos lembrar que nossos louvores são completados pelos coros de anjos celestiais. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 30-33.

Meditação Matinal de Ellen White – Maravilhosa Graça de Deus,  pag. 73

@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeus

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sábado, 21 de novembro de 2020

É Requerido Louvor Jubiloso

 📚E Recebereis - 366 Dias Recebendo o Poder de Deus

Repletos do Espírito

''...devemos louvar a Deus de coração e alma e voz, por Suas maravilhas para com os filhos dos homens."

•🛐 Motivos de Oração da Jornada "E Recebereis Poder"

20/11/2020

✓Ore pelo Batismo do Espírito.

✓Ore para que o Senhor nos conceda ilimitadas provisões e Espírito missionário...

✓Ore para que Deus nos dê plena concessão do Espírito Santo e da graça espiritual segundo a Sua vontade...

✓ Agradeça a Deus pelas bênçãos derramadas em sua vida...

✓Louve a Deus pela Sua Palavra inspirada que nos ensina o caminho da salvação...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

Leia a meditação a seguir👇

 📚Meditação

21 de novembro  

É Requerido Louvor Jubiloso

Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Filip. 4:4.

Orai, orai fervorosa e incessantemente, mas não vos esqueçais de louvar. É próprio de todo filho de Deus reivindicar-Lhe o caráter. Podeis engrandecer ao Senhor; podeis mostrar o poder da graça mantenedora. Multidões há que não apreciam o grande amor de Deus, nem a compaixão divina de Jesus. Milhares até olham com desdém a incomparável graça manifestada no plano da redenção. Nem todos os que são participantes desta grande salvação, se acham limpos neste ponto. Não cultivam corações agradecidos. O tema da redenção, no entanto, é um para que os anjos desejam bem atentar; será a ciência e o cântico dos remidos por todos os incessantes séculos da eternidade. Não é ele digno de atenta consideração e estudo agora? Não devemos louvar a Deus de coração e alma e voz, por Suas “maravilhas para com os filhos dos homens”? Sal. 107:8.

Louvai ao Senhor na congregação de Seu povo. Quando a palavra do Senhor foi falada antigamente aos hebreus, a ordem foi: “E todo o povo dirá: Amém.” Sal. 106:48. Quando foi levada a arca do concerto para a cidade de Davi, e se cantou um salmo de alegria e triunfo, todo o povo disse: “Amém! e louvou ao Senhor.” I Crôn. 16:36. Esta fervorosa resposta era testemunho de que eles compreendiam a palavra que fora falada, e se uniam ao culto de Deus.

Há demasiada formalidade em nossos cultos. O Senhor quer que Seus pastores, que Lhe pregam a Palavra, sejam possuídos da energia de Seu Santo Espírito; e o povo que ouve não ficará sentado em sonolenta indiferença, ou olhando vagamente de um lado para outro, sem corresponder ao que é dito. A impressão assim causada nos incrédulos é tudo, menos favorável à religião de Cristo. Esses pesados, descuidosos professos cristãos, não são destituídos de ambição e zelo quando empenhados em ocupações mundanas; mas as coisas de importância eterna não os movem profundamente. A voz de Deus por meio de Seus mensageiros, pode ser uma aprazível canção; Suas sagradas advertências, porém, Suas reprovações e animações, são todas desatendidas. O espírito do mundo os tem paralisado. As verdades da Palavra de Deus são dirigidas a ouvidos pesados, e a corações duros, impassíveis. Deve haver igrejas bem despertas, ativas, para animar e suster os ministros de Cristo, e para ajudá-los na obra de salvar. Onde a igreja anda na luz, haverá sempre satisfeita e sincera correspondência e palavras de alegre louvor. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 110-112.

Meditação Matinal de Ellen White – E Recebereis Poder, 1999. – Pág. 334

@jespiritual #jornada #oração‌‌

sexta-feira, 8 de março de 2019

O que Faz o Amor

🔖365 Dias Caminhando com Deus
Este Dia Com Deus
Texto para leitura

8 de março  
O que Faz o Amor

Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver. Sal. 146:2.

Por meio século tenho sido a mensageira do Senhor, e enquanto durar a minha vida continuarei a transmitir as mensagens que Deus me dá para Seu povo. Não recebo glória para mim mesma; na minha mocidade o Senhor tornou-me Sua mensageira, para comunicar a Seu povo testemunhos de animação, advertência e repreensão. Por sessenta anos tenho estado em comunicação com mensageiros celestiais, e tenho aprendido constantemente algo a respeito das coisas divinas e a respeito do modo como Deus está constantemente trabalhando a fim de conduzir pessoas do erro de seus caminhos para a luz da presença divina. …

Eu amo a Deus. Eu amo a Jesus Cristo, o Filho de Deus, e tenho intenso interesse em toda pessoa que alega ser um filho de Deus. Estou resolvida a ser uma fiel despenseira enquanto o Senhor me poupar a vida. Não esmorecerei nem ficarei desalentada.

Por diversos meses, porém, minha alma tem passado por intensa agonia por causa dos que aceitaram os enganos de Satanás (ensinos panteístas). (Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 259-279.) E os estão transmitindo a outros, fazendo em vários sentidos toda interpretação concebível a fim de destruir a confiança nas mensagens evangélicas para esta última geração e na obra especial que Deus me deu para fazer. Sei que o Senhor me deu essa obra, e não tenho desculpas a pedir pelo que tenho feito. Em minha experiência estou constantemente recebendo evidências do miraculoso poder mantenedor de Deus em meu corpo e alma, que dediquei ao Senhor. Não pertenço a mim mesma; fui comprada por um preço. E tenho tal certeza da atuação do Senhor em meu favor que preciso reconhecer Sua abundante graça. Eu amo ao Senhor; eu amo a meu Salvador e minha vida está inteiramente nas mãos de Deus. Enquanto Ele me amparar, darei decidido testemunho.

Por que haveria de queixar-me? O Senhor levantou-me tantas vezes da enfermidade, sustendo-me tão maravilhosamente, que jamais posso duvidar. Tenho tantas evidências inconfundíveis de Suas bênçãos especiais, que não poderia absolutamente ter dúvidas. Ele me concede liberdade para falar Sua verdade perante grande número de pessoas. Carta 86, 1906

Meditação Matinal de Ellen White – Este Dia Com Deus, 1980 – Pág. 74
                     ❤️❤️❤️    
         
💡Nosso Desafio
“De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o SENHOR.”
(Lamentações 3:39-40)

📝Motivos de Oração 
     08 de março
🛐 Busque a Deus, ore a Deus, leia a Palavra dEle. Ele quer transformar a sua vida...
🛐Que o Senhor lhe ajude a não perder o seu tempo com as queixas, mas a usar o tempo para descobrir, na lei do Senhor, como pode andar cada vez mais de acordo com a sua vontade....
🛐 Ore "...dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo."
🛐 Ore por seus motivos de oração...
🛐Ensina-me o teu caminho, Senhor, para que eu ande na tua verdade; dá-me um coração inteiramente fiel, para que eu tema o teu nome.Salmos 86:11🙏
#jornadas #oração #meditação

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Estudando Salmos- 13


Salmo 13 – Até Quando, Senhor?

Este é um salmo de Davi, que clama a Deus: “Até quando?” É o salmo de uma alma aflita, angustiada porque julga que, por algum problema muito sério, Deus Se afastou. Então, ele já está cansado de esperar e pergunta: “Até quando, Senhor?” A repetição quádrupla desta frase demonstra claramente o intenso sofrimento do escritor. Ele se sente perturbado pela aparente indiferença de Deus. Ele se sente abandonado por Deus na sua maior necessidade.

“Até quando, Senhor?” é a pergunta de almas angustiadas que sofrem e não podem vislumbrar uma perspectiva de alívio ao seu sofrimento. “Até quando, Senhor?” é a inquirição de pessoas que perderam o seu cônjuge e não encontram um novo amor com quem possam compartilhar tanta vida. “Até quando, Senhor?” é a pergunta de almas desconsoladas que não acham mais um resquício de esperança e consolo para suas aflições. “Até quando, Senhor?” é o desafio de almas perplexas, que não podem ver o tempo de Deus e a Sua fantástica resposta.

I - PERPLEXIDADE

O salmista enfrentava uma tríplice perplexidade:

1- Perplexo com Deus: “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre?” Pode haver uma angústia maior do que esta: de julgar que Deus nos esqueceu? Que Deus nos abandonou? Que estamos condenados “para sempre” a viver sem Deus? “Sem ar, sem luz, sem razão”?, para usarmos as palavras de Castro Alves. E ele ainda completa a sua queixa, dizendo: “Até quando ocultarás de mim o rosto?”

Mas será que Deus pode Se esquecer de nós? Será que Ele nos abandona? Disse o apóstolo Paulo que não há, nem haverá, qualquer circunstância em todo o universo que nos possa separar do amor de Deus. Deus não se esquece de ninguém; não abandona a quem quer que seja. E foi o mesmo Paulo quem deu a razão: Se Deus enviou a Jesus Cristo para morrer por nós, se Ele foi capaz de fazer a coisa mais difícil, por que, depois de tudo, haveria de nos abandonar e nos esquecer à nossa própria sorte? Isso seria impossível! (Rm 8:31-39).

A verdade é bem outra: nós é que esquecemos de Deus, nós é que abandonamos a Deus, nós é que não O buscamos como a nossa prioridade máxima; escolhemos fazer a nossa própria vontade e, como conseqüência, nos encontramos em situações embaraçosas, difíceis. Muitas vezes, somos vítimas da fatalidade e jogamos a culpa em um Deus cheio de amor que já estava sabendo de tudo o que se passava conosco, e já estava tomando providências para nos ajudar.

Davi estava decepcionado com Deus, e colocou a culpa das circunstâncias que o afligiam na possível demora de Deus em tomar alguma providência salvadora. E julgou que Deus o abandonara, que se esquecera dele. Por acaso você já esteve decepcionado com Deus? Por acaso, você está fazendo as perguntas do salmista para Deus? “Senhor, por que Te esqueceste de mim? Não vês a minha angústia? Não sabes de minha aflição? Por que não posso sentir o Teu rosto perto de mim? Será que me abandonaste por causa de meus pecados?” Estes eram os sentimentos de Davi.

2- Perplexo consigo mesmo: “Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia?” Davi agora manifesta uma perplexidade consigo mesmo. Ele olha agora para dentro de si, e se vê em uma atitude estranha, lutando entre dois pensamentos, coxeando entre duas atitudes, relutando entre o certo e errado. O certo seria confiar em Deus e nunca desconfiar de Sua soberana vontade. O errado seria esperar que Ele agisse contrariamente à Sua sábia determinação e propósito. O certo seria esperar confiantemente, deixando as coisas acontecerem no tempo exato de Deus. O errado seria atropelar as coisas passando por alto a hora de Deus. O certo e o errado clamavam e lutavam por uma decisão sábia dentro de si mesmo.

A esperança e o desespero relutavam dentro daquele triste coração: “Se Deus me ungiu como rei de Israel, por que eu deveria passar por todas estas tribulações? O que eu fiz de errado para estar assim nesta situação aflitiva? Mas se Ele me ungiu, por que deveria estar preocupado?”

Você também está lutando e relutando com algumas coisas difíceis de resolver em sua vida? É muito duro suportar tristeza a cada dia que passa por algum sofrimento, alguma dor aguda, pela falta de um ente querido que se foi! É duro suportar a solidão porque o esposo abandonou a família, deixando a esposa e os filhos em uma profunda melancolia, perguntando-se: “Onde foi que eu errei? Até quando ficarei com essa tristeza em meu coração e com essas dúvidas que estão corroendo a minha vida e a minha felicidade?”

Por acaso você está relutando dentro de si mesmo por causa de algum problema financeiro? Algumas pessoas ficam angustiadas, fazem uma profunda análise dentro de si mesmas e perguntam: “Como posso estar nessa dificuldade toda, enquanto sou fiel a Deus nos dízimos e ofertas?” Há uma profunda tristeza, porque ficam decepcionados consigo mesmos em seu relacionamento com Deus. E podem perguntar como Davi fazia: “Até quando estarei relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia?”

3- Perplexo com os outros. Os outros eram os seus inimigos. “Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” Até quando  se exaltarão os meus adversários contra mim? Será que já não chega de tanta perseguição, sem que eu tivesse culpa alguma contra eles? Até quando durará a ação do inimigo sem que se faça coisa alguma?

Se este salmo se refere ao tempo das perseguições do rei Saul, junto aos seus oficiais, caçando a alma de Davi como se fazia com animais, então, ele deve ter pensado: “Se o meu inimigo é o ungido de Deus, por que ele haveria de perseguir o outro ungido de Deus?” Esta era a sua perplexidade com o seu inimigo.

Você tem algum inimigo particular? Está perplexo com ele? Está perguntando até quando esse inimigo vai lhe perseguir e falar contra a sua alma? Então, você deve conhecer a oração de Davi, que vamos analisar agora.

II - PETIÇÃO

O salmista fez um tríplice pedido:

1- Prece por atenção: “Atenta para mim, Senhor! (v. 3). Davi suplicava de Deus atenção. Astronomicamente falando, poderíamos dizer que Ele tem tantos mundos, tantas estrelas e galáxias para os quais dar atenção que seria difícil atender a uma só pessoa em apuros tão prontamente. Mas isso não é problema para um Deus onisciente, onipresente e onipotente. Ele pode lhe dar atenção a qualquer hora do dia e a qualquer momento, e em cada segundo do dia ou da noite ou da madrugada! Muitos ainda estão em nosso mundo pedindo que Deus atente para eles. Mas você pode saber que Deus está atento para você, mesmo que muitas coisas estejam indo de mal a pior! Mesmo assim, a sua prece é necessária, a fim de ajudar a você se encontrar em comunhão com um Deus Todo-Poderoso!

2- Prece por uma resposta: “Responde-me, Deus meu! (v. 3). Davi procura uma resposta, pelo menos um indício de uma palavra de Deus, indicando a Sua aprovação e certeza de que Ele tem o controle de todas as coisas que lhe acontecem. Muitas vezes, queremos uma resposta imediata de Deus após sofrer por algum tempo algumas coisas que julgamos serem injustas. Quantas almas em nosso mundo esperam por uma resposta de Deus! Quantas pessoas estão sofrendo injustamente! Quantos estão clamando ao Senhor: “Responde-me, Deus meu!” Você também está neste rol? Continue orando e suplicando por uma resposta divina. Isso indica que você está indo na direção certa e buscando Aquele que é invisível!

3- Prece por iluminação: “Ilumina-me os olhos” (v. 3). Este é um apelo positivo entre expressões negativas. Ter os olhos iluminados significa nesse ponto serem fortalecidos para a vida. Davi tinha uma sede de viver que também pode ser encontrada facilmente em nosso instinto de preservação da vida.

O salmista vê-se constrangido a clamar a Deus, não só porque lhe é doloroso julgar-se negligenciado por Deus, mas, também, para que a morte não venha sobre si de uma forma tão inexorável como o seu próximo sono.   

Mas a sua oração tinha um tríplice propósito:

1- Segurança contra a morte: “para que eu não durma o sono da morte!” (v. 3). Davi temia a morte, como todo o ser humano normal. Ele desejava viver e não estava disposto a entregar-se a uma situação que o levasse à morte, prematuramente.

Mas é interessante que ao se revelar em favor da vida, ele nos ensina o que é a morte, em poucas palavras: “o sono da morte”. Há muitas filosofias errôneas em torno da morte e, com certa razão, porque os homens não podem saber o que é a morte, sem ter passado por essa experiência.

De fato, sem a sabedoria da inspiração divina, jamais poderíamos saber o que a morte significa. Mas, felizmente, a Bíblia nos ensina, em muitos lugares, o que é a morte: a morte é um sono, a morte é comparável ao sono. Assim disse Davi por inspiração do Espírito Santo; assim disseram os profetas, assim disseram os apóstolos, e assim disse o próprio Cristo.

Quando Lázaro havia morrido, Cristo falou para os discípulos: “11: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. 12: Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. 13: Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. 14: Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.” (João 11:11-14).

Estas palavras não podem ser mal-interpretadas, estas palavras não podem ser mal-compreendidas, não podem ser torcidas, porque são claras demais para que isso aconteça. Jesus Cristo confirmou a doutrina dos profetas inspirados pelo Espírito Santo: a morte para Deus é como um sono, sem sonhos e sem pesadelos, um sono sem consciência e com a esperança de ser desfeito na manhã da ressurreição, ou para a vida ou para a condenação da morte eterna, da qual não haverá mais ressurreição.

Um pastor viajava certa vez de São Paulo para Brasília. Ao seu lado, uma senhora idosa chorava em silêncio. Quando o avião levantou vôo, ele perguntou: "Está tudo bem?" "Não," ela respondeu, "está tudo mal. Estou indo a Brasília para enterrar o meu filho que morreu ontem num aciden­te de trânsito." "Lamento muito, tudo vai passar." "Eu sei", ela respondeu. "Eu sei que a dor vai passar, mas pelo menos gostaria de ter certeza do destino do meu filho." Então, o pastor lhe deu uma resposta bíblica acerca do que acontece na morte.

Milhões de pessoas estão passando por uma grande angústia, porque não sabem onde estão os seus queridos mortos. Disse Davi que a morte é um sono. E, para confirmar essa declaração, disse o seu filho Salomão: “Os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma. [...] Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol" (Eclesiastes 9:5 e 6).

A morte traz completa inconsciência, e uma esperança de ressurreição. Porque disse Cristo: “28: Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: 29: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28-29).

Mas continuemos em nosso salmo 13. Davi está orando por segurança contra a morte. Agora, ele pede ainda por segurança.

2- Segurança contra o inimigo: “para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele” (v. 4). Era uma prece para que o inimigo de Davi não fosse triunfante sobre ele, e que não pudesse falar jactanciosamente que tinha prevalecido contra ele. Davi temia o seu inimigo e também receava da zombaria, do escárnio e do ridículo a que seria exposto, caso ele viesse a perecer nas mãos do seu principal inimigo.

Isso não parecia uma guerra em que ele pedia a vitória sobre os inimigos. Isso parecia mais uma perseguição de um poderoso inimigo que o perseguia sem que ele fosse culpado. Em outras palavras, Davi orava por libertação do seu inimigo particular. Este era um inimigo tão perverso que desejava a sua morte e ansiava o dia em que pudesse dizer: “Ele era duro de matar, mas agora, eu prevaleci contra ele.” Tudo indica que esse inimigo era o rei Saul. 

3- Segurança contra o desânimo: “[para que] não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.” (v. 4). Davi desejava também uma fortaleza contra a instabilidade emocional. Ele temia vacilar diante da notícia de que os seus adversários estivessem se regozijando diante da sua desgraça e derrota, vindo ele a vacilar e desanimar. Ele sabia que o desânimo era cruel e poderia abater a sua estrutura emocional e, conseqüentemente, a sua saúde física.

III - PERSEVERANÇA

“No tocante a mim” (v. 5). No que diz respeito a mim, de minha parte, eu farei isso e aquilo. Davi estava pensando em si mesmo, e isso era justo e necessário. Deus faz ou deixa de fazer certas coisas; o inimigo está me perseguindo; mas quanto a mim, eu tenho a minha parte a fazer, custe o que custar. Davi estava revelando um traço de perseverança inquebrantável. Ele era capaz de ver muita luz através das nuvens escuras e trevosas e perseverava corajosamente em direção da luz.

Assim também nós estamos enfrentando diariamente as investidas do nosso principal inimigo: “8: O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; 9: resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” (I Pedro 5:8-9). Cada um de nós deve ser vitorioso ao seu modo particular. Cada um deve saber como vencer. Se Satanás vem contra nós, como um leão, disse Pedro que devemos ser perseverantes, resistindo firmes em nossa fé.

Davi demonstra uma tríplice perseverança:

1- Perseverança na confiança: “Confio na tua graça” (v. 5). Muitos estudiosos gostariam que Davi tivesse dito: “Confio na Tua lei”, porque assim eles teriam um forte argumento a favor do Dispensacionalismo, que prega a Dispensação da Lei no Antigo Testamento e a Dispensação da Graça no Novo. Mas, graças a Deus que não existe tal doutrina. A graça sempre existiu desde que o pecado foi introduzido no mundo.

Disse Moisés, o grande legislador que recebeu a Lei de Deus e a deu ao mundo, em seu Salmo 90: “Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus” (Salmo 90:17). Disse o próprio Davi no salmo 6:4: “Senhor, ... salva-me por Tua graça!” E agora, ele reafirma a sua perseverança em confiar na graça de Deus, ao dizer: “Confio na tua graça” (Salmo 13:5). De fato, ele pregou a salvação pela graça.

Ele também nos deu um grande exemplo de perseverança na sua confiança, não nas obras humanas, mas na graça de Deus a qual é poderosa e salvadora. Quando todos os seus inimigos estavam a ponto de matá-lo, ele confessa a sua confiança na graça de Deus, embora não estivesse visualizando nenhuma perspectiva de salvação. Quando ele se sentia abandonado e esquecido por Deus (v. 1), quando se encontrava na dúvida e desconsolo (v. 2) e quando temia o seu inimigo (2), ainda assim, ele podia dizer: “Senhor, confio na Tua graça!” 

2- Perseverança na alegria: “Regozije-se o meu coração na tua salvação” (v. 5). Davi estava mesmo disposto a perseverar na alegria, embora a sua alma estivesse triste (v. 2). A primeira palavra pode ser traduzida no tempo presente, no tempo futuro ou como uma admoestação (como é o caso da versão Atualizada). De acordo com o contexto, parece mesmo que Davi faz uma admoestação para a sua própria alma. Ele se sentia triste internamente pelas suas tribulações, mas poderia se motivar por perseverar na alegria por causa da salvação em Deus.

De fato, a alegria, a felicidade e o regozijo é uma decisão, é uma escolha que cada um de nós pode fazer. Vamos encontrar muitas razões neste mundo para sermos tristes e infelizes. No entanto, também vamos achar sobejas razões para sermos alegres, jubilosos e felizes, se nós contemplarmos a salvação que nos foi providenciada por Deus em Seu Filho Jesus Cristo ao morrer na Cruz do Calvário. A nossa parte, “quanto a mim”, é escolher ser feliz, porque esta é a vontade de Deus para conosco, e este é o melhor caminho para nós enquanto aguardamos a vinda de Jesus e ajudamos a outros para que também se preparem para aquele glorioso dia.

3- Perseverança no louvor: “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem” (v. 6). Jubilosos cantos de louvor e gratidão partiam daquele coração pronto para exaltar a Deus. Esta é a sua promessa final: sua perseverança em continuar no louvor a Deus porque, embora ele pudesse dizer que se sentia abandonado e esquecido por Deus, no fundo de sua alma havia uma esperança incansável, e uma fé inabalável que ainda podia contemplar os feitos salvadores que o Senhor lhe havia demonstrado no passado.

Com efeito, assim dizia Ellen G. White, após passar por muitas tribulações, desapontamentos e lutas: “Ao ver o que Deus tem realizado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 443).

CONCLUSÃO

Podemos passar por muitas lutas e perplexidades, muitas vezes desapontados com Deus, com os outros e conosco mesmos. Mas isso é apenas mais um chamado à oração e preces fervorosas, e um convite à perseverança. Não esqueça os 3 “P”s do salmo 13: Perplexidade, Petição, Perseverança. Vamos continuar confiando na graça de Deus aconteça o que acontecer; e vamos encher o nosso coração triste das mais altaneiras esperanças, “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” (Tito 2:13).

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em teologia
07 de abril de 2010


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estudando Salmos- 9


SALMO 9 – LOUVEMOS AO SENHOR

Estas são as palavras iniciais do salmo 9: Vs. 1-2: “Louvar-te-ei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as Tuas maravilhas. Alegrar-me-ei e exultarei em Ti; ao Teu nome, ó Altíssimo, eu cantarei louvores.” Aqui ele estabelece o assunto de todo o salmo. A palavra–chave é “louvar” e o tema é o “Julgamento”.

O salmista começa este salmo com uma PROMESSA PARA LOUVAR. Davi começa prometendo que louvará ao Senhor e nos instrui sobre muitas coisas que temos que saber antes de louvar. Primeiro, é salutar prometermos a Deus que haveremos de louvá-lO. Não tenhamos receio de prometermos alguma coisa para o Senhor, porque Ele Se agrada de nossas promessas, e Ele mesmo gosta de fazer promessas para nós.

Segundo, de que modo devemos louvá-lO? Davi disse que louvaria a Deus “de todo o meu coração!” Isso indica a sinceridade que ele revela ao louvar ao Senhor. Isso é diferente de quando nós O louvamos, cantamos e entoamos hinos, pensando em outras coisas! Terceiro, a quem louvaremos? Davi se dirige a Deus como Yahweh, o Deus Eterno, o Altíssimo, diante de Quem devemos manifestar santa reverência em nosso louvor e nas músicas que usamos para louvar!

Quarto, qual é o conteúdo do seu louvor? O salmista “cantava” os louvores, “contando” as maravilhas de Deus. Há muitos cânticos do nosso tempo que estão cheios da experiência humana, cheios das lamúrias do homem em suas desgraças, em seus pecados, mas pouco das maravilhas do Senhor. Mas há uma ciência aqui muito esquecida: é que haveremos de pregar com êxito multiplicado, se falarmos mais das maravilhas dos poderosos feitos de Deus e menos das falhas humanas! Temos contemplado mais “existencialismo” do que cristianismo nas letras de muitos hinos de louvor! E cristianismo é seguir e exaltar a Cristo!

Quinto, qual era a atitude no louvor?  “Alegrar-me-ei e exultarei em ti”. Precisamos manifestar a nossa alegria ao louvar ao Senhor. Há muitos que louvam sem alegria no coração. Há muitos legalistas que tem o seu coração fechado e cantam sem alegria. O seu canto não é aceito, o seu louvor não chega ao Céu. Mas se o conteúdo de nosso louvor é cantar e contar as maravilhas do nosso grande Deus, o Altíssimo, o Eterno, o nosso Deus Salvador, então, haveremos de louvar com júbilo e alegria transbordantes!

I – O MOTIVO PARA LOUVAR (v. 3-10)

1- Louvamos a Deus porque Ele julga retamente (v. 3-8).

Aqui temos o primeiro motivo para louvar: Os versos 3-8 nos falam de um justo Juiz. O que significa julgar retamente? O que significa a justiça? De acordo com o Dicionário de Michaelis, justiça é a “virtude que consiste em dar ou deixar a cada um o que por direito lhe pertence.” Assim age Deus com os justos e os ímpios, sendo os justos aqueles que foram transformados e convertidos, e os ímpios aqueles que rejeitam o oferecimento da graça, rejeitam a misericórdia de Deus.

Davi disse que os seus inimigos retrocedem e tropeçam porque Deus sustenta o seu direito e defende a sua causa, enquanto está em Seu trono de Julgamento (v. 3-4). E ele identifica a esses inimigos como sendo os mesmos ímpios que rejeitaram ao Senhor, e, portanto, serão destruídos os ímpios de todas as nações (v. 5),  numa antevisão do grande Julgamento final. O seu nome será apagado, a sua memória perecerá (v. 6).

Mas enquanto os ímpios serão esquecidos, a memória de um Juiz justo permanecerá eternamente: “7 Mas o SENHOR permanece no seu trono eternamente, trono que erigiu para julgar. 8  Ele mesmo julga o mundo com justiça; administra os povos com retidão.” Esta verdade dúplice é a garantia de que teremos justiça eternamente, e de que jamais se levantará o pecado com sua hedionda cabeça por outra vez. Teremos paz, harmonia e consequentemente felicidade para sempre. Não admira de que temos muitos motivos para louvar a Deus sempiternamente.

Mesmo hoje, vemos que Deus governa e administra os povos com retidão e segurança. Nos dias da república de seu país, um embaixador, certa noite, com grande ansiedade e cheio de temor, não podia conciliar o sono, perturbado e apreensivo com a condição em que se achava o seu país. Um servo sábio e idoso repousava no mesmo aposento, e notou a preocupação excessiva do embaixador.
- Senhor embaixador, disse o sábio, me permite fazer uma pergunta?
- Perfeitamente.
- Porventura Deus governou bem o mundo antes de o senhor nascer?
- Sem dúvida alguma – foi a resposta do embaixador.
- Governará Ele bem o mundo depois de sua ausência? – perguntou ainda o ancião.
- Por certo – responde o embaixador.
- Então, não pode o senhor confiar a Ele a direção do seu país, enquanto aqui se achar?
O embaixador, fatigado, virou-se e dormiu. De fato, podemos dormir tranquilamente, porque o nosso Deus julga e governa o mundo com justiça e sabedoria.

2- Louvamos a Deus porque Ele protege os justos (v. 9-10).

Lemos ainda as palavras de Davi: “9 O SENHOR é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação. 10  Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome, porque tu, SENHOR, não desamparas os que te buscam.” Deus é o Refúgio de todos os que estão sendo oprimidos.

Estamos vivendo em um mundo de perseguidores, homens que por motivos escusos, por motivos banais, ou sem motivo algum estão prontos a prejudicar o semelhante, sem medir consequências, sem pesar os resultados. Mas em Deus encontramos um “alto Refúgio”, nas horas de aflição e angústia. Podemos confiar sempre nEle, porque não desampara os que O buscam. Podemos louvá-lO porque Ele nos atende e defende contra os que nos ameaçam.

II – O APELO PARA LOUVAR (v. 11-12)

Mas Davi está tão cheio do desejo de louvar ao Senhor que ele faz a seguir um veemente apelo para que a nação israelita louve a Deus diante dos outros povos: “Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; proclamai entre os povos os seus feitos.” (v. 11).

Somos convidados a louvar com cânticos ao Senhor. Os hinos nos elevam mais rapidamente a Deus do que qualquer sermão. Os hinos têm um poder de transformar a vida daqueles que vivem a cantar e louvar. Alguns não encontram um meio de se livrar da murmuração. Pois Davi, ao invés de reclamar, ele louva a Deus e convida outros a louvá-lO.

Vamos louvar Aquele que habita entre o Seu povo. Ele habitava em Sião, no lugar onde estava o Seu templo, o templo que os judeus edificaram para a Sua adoração e louvor. Mas o templo de Salomão foi destruído, o povo judeu foi rejeitado porque rejeitou ao seu Benfeitor. Mas Ele habita conosco, em nossas igrejas, em nossas casas, em nosso coração, e está sempre conosco. Se sentimos a Sua presença tão palpável em nosso meio, ergamos o nosso louvor em cânticos alegres, em hinos suaves e cheios de melodia e emoção.

Temos um apelo para pregar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo: “Proclamai entre os povos os Seus feitos!” Este sempre foi o plano de Deus para o Seu povo escolhido: proclamar as Suas maravilhas através daqueles que estavam sendo beneficiados e salvos. E isto pode ser feito através dos cânticos e hinos espirituais. Temos uma poderosa mensagem em nossos hinos que contém a verdade para este tempo. Ao louvar a Deus, muitos outros dentre os povos em todo o mundo hão de se converter e se unir a nós em nosso louvor.

 III – A ORAÇÃO PARA LOUVAR (13-14)

Nós dependemos de Deus até para louvar. E Davi faz esta oração: “13 Compadece-te de mim, SENHOR; vê a que sofrimentos me reduziram os que me odeiam, tu que me levantas das portas da morte; 14  para que, às portas da filha de Sião, eu proclame todos os teus louvores e me regozije da tua salvação.”

Davi faz uma súplica a Deus para que Ele lhe conceda a Sua compaixão. Felizmente, temos um Deus compassivo, que Se inclina para ver os nossos sofrimentos, as nossas aflições. Davi está muito preocupado com o que fizeram os seus adversários que o odiavam e tramavam o mal contra ele. Ele estava sofrendo por causa de homens perversos e odiosos.

Porventura, isso é história antiga? Não estamos sofrendo, de igual modo e muitas vezes, por causa dos que nos odeiam, que nos fazem gemer, que nos perseguem e maldizem e intentam todo o mal contra nós? Muitos dentre o povo de Deus vê se aproximar até a morte, por problemas que estão enfrentando com outras pessoas.

Muitos hoje, no entanto, em meio a muitos perigos, estão dizendo, confiantes: Senhor, “Tu me levantas das portas da morte”, para que eu adentre as portas da Tua igreja, “para eu proclamar todos os Teus louvores”. Muitos de nós estamos sendo salvos da morte, a fim de proclamar o louvor de Deus e nos regozijar na Sua salvação.

IV – O RESULTADO DE NÃO LOUVAR (15-18)

Agora, Davi apresenta o resultado de não louvar a Deus. Ninguém será obrigado a louvar; todos têm plena liberdade para viver como quiserem. Entretanto, é pecado ser ingrato e não louvar e não reconhecer Aquele que faz maravilhas em nossa vida. É pecado desprezar o Doador da vida, o Salvador do pecado, o Criador do universo e de nós mesmos. É pecado não amar Aquele que é amor. E seguirão as consequências.

O que acontecerá com as nações que não reconhecem a Yahweh, a começar com os judeus? “Afundam-se as nações na cova que fizeram, no laço que esconderam, prendeu-se-lhes o pé.” Aqui temos uma das manifestações da justiça e do justo juízo divino: Deus dá às nações aquilo que elas planejaram para os outros povos. Elas queriam destruí-los, e então serão destruídas, e lançadas na cova da sepultura. 

O salmista volta ao tema do juízo e da justiça divina. Ele disse a respeito do ímpio: “enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos.” (v. 16). Mais tarde, Salomão, o filho de Davi disse a mesma coisa em outras palavras: “Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.” (Pv 5:22).

Mas qual será o destino de todos os que não louvam a Deus? Para onde serão lançados? V. 17: “Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” Estas palavras são citadas por muitos estudiosos para ensinarem a existência de um inferno a arder presentemente, como se o castigo dos ímpios já estivesse em operação. A doutrina do inferno se espalha pela internet e pelos púlpitos modernos em meios católicos e protestantes e até muçulmanos. Todos em uníssono afirmam que existe um inferno e para lá se encaminham os perdidos de todos os povos.

Entretanto, não é isso o que disse Davi, que não cria nesse inferno de fogo a arder eternamente. Primeiro, ele está usando o tempo verbal para o futuro: “Os perversos serão lançados...”; não é algo que acontece agora; os ímpios não estão sendo lançados hoje no inferno de fogo. A Bíblia fala que o castigo dos ímpios é um acontecimento terrível, mas que ocorrerá no futuro. Como disse Pedro (em 2Pe 3:7): “Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios.”

O apóstolo João, escrevendo no Apocalipse, disse (em Ap 21:8): “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” Isto será um acontecimento futuro. Este será o grande Juízo Executivo contra todos os ímpios que não quiseram reconhecer ao Soberano do universo, negando-se a louvar Aquele que tem todo o direito à mais alta honra, e louvor e glória por todos os séculos da eternidade.

Mas as palavras do salmista ainda nos dão mais luz: ele está usando a palavra hebraica “sheol”, que significa “sepultura, cova, morada dos mortos”. Ao dizer que “os perversos serão lançados no inferno”, Davi está repetindo em um paralelismo sinônimo o que disse no verso 15: “Afundam-se as nações na cova que fizeram”.

Aqui ele está usando uma palavra sinônima no hebraico para a cova da sepultura. Ele está dizendo que esses ímpios serão destruídos e serão lançados na sepultura. Ele ainda não menciona o fogo destruidor, mas indica a destruição que lhe era mais comum sobre que falar em seus dias. Portanto, o v. 15 está em paralelo com o v. 17, e não ensina a doutrina moderna do inferno de fogo eterno. E de fato, ela não se encontra na Bíblia.

Mas qual é o grande problema dos ímpios? Eles não serão lançados no inferno ou na sepultura porque cometeram os graves pecados de que são acusados. Por que mesmo eles estão perdidos? A resposta está nas palavras de Davi, o verso 17 (úp): eles “se esquecem de Deus” (v. 17).

Disse o apóstolo Paulo a respeito deles (em Rm 1:21-22), que são indesculpáveis “porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”.

Este é o triste resultado de quem não reconhece, não adora e não louva a Deus. É como disse o grande incrédulo Voltaire, acusando-se com suas próprias palavras: "É preciso ser cego para não ver esta majestade [nos céus estelares], é preciso ser estúpido para não reconhecer o seu Autor, é preciso ser louco para não adorá-lO."

Mas enquanto os ímpios se esquecem deliberadamente de Deus, os justos não serão esquecidos (v. 18). Às vezes nos parece que Deus está Se esquecendo de nós, ao contemplarmos que se demora a ajuda em nossas muitas aflições. Parece que as nossas orações não encontram eco no coração do Altíssimo que está tão longe em Seu trono de glória, tão ocupado a julgar as nações e a governar o universo.

Entretanto, a Sua promessa é esta, v. 18: “O necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente.” Aqueles que se lembram de Deus hoje, amanhã e depois serão lembrados eternamente.

CONCLUSÃO (V. 19-20)

Davi termina o salmo com estas palavras cheias de significado: “19 Levanta-te, SENHOR; não prevaleça o mortal. Sejam as nações julgadas na tua presença. 20  Infunde-lhes, SENHOR, o medo; saibam as nações que não passam de mortais.” Ele ora, novamente e se dirige a Deus para que Se levante, tome a iniciativa, a fim de avisar ao ímpio que ele não passa de um simples mortal. Ele volta ao assunto do Juízo, que é o seu tema principal, ao redor do que ele conclama a todos para louvar a Deus, que executa a justiça imparcialmente, punindo ao ímpio e justificando ao crente agradecido e cheio de louvor pela libertação e salvação.

Esta é uma oração de valor missionário. Davi pede em favor dos ímpios, a fim de que possam abrir os olhos e ser esclarecidos em sua mente, através de uma interferência divina, e sejam salvos, quando forem julgados. Ele pede que Deus lhes infunda o medo, o temor saudável, a fim de que possam reconhecer que são mortais, fracos e que não podem lutar contra Deus e Seu povo e ficar impunes no dia do Julgamento final. Tendo esta visão, eles ainda podem ter esperança. 

Temos nós o temor de Deus diante de nossos olhos? “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv 1:7). Temos nós outros a consciência de nossas fragilidades, de que não passamos de mortais e que não podemos prevalecer contra Deus e Sua verdade?

Vamos louvar ao nosso grande Deus, porque aí estará a nossa força. Vimos que temos um grande motivo para louvar, pelo fato de que seremos justificados e livres com a nossa causa defendida no Juízo final. Vimos a necessidade de orarmos antes de louvar, pedindo a compaixão de Deus, a fim de que nos salve, e nos prepare para louvar. Vimos o resultado de não louvar. E finalmente, tivemos um apelo para louvarmos ao Senhor e Salvador nosso. Ele merece o nosso louvor com hinos e cânticos espirituais, hoje, amanhã e eternamente.

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
prbiagini@gmail.com

domingo, 24 de junho de 2012

Estudando Salmos 8


SALMO 8 – A REVELAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS

O Salmo 8 é tanto um salmo de louvor como de adoração. Davi começa esse salmo com uma invocação ao nome de Deus: “Ó SENHOR, Senhor nosso!” No idioma português, parece uma repetição enfática; mas no original, as palavras são Yahweh e Adonay. Yahweh é o nome de Deus mais encontrado na Bíblia e significa “o Eterno, Aquele que Existe por Si Mesmo”. Adonay significa Senhor, Soberano, e é igualmente aplicado a Deus.

Portanto, Davi está dizendo: “Ó Eterno, Senhor nosso!” O significado é que o salmista reconhece a Deus em Seu atributo mais exclusivo, como sendo o Eterno. Os deuses da antiguidade não reivindicavam esse atributo, por não passar pela imaginação dos idólatras e por não ser verdade, pois só o Deus de Israel pode ser dito como eterno. Sendo assim, somente Ele deve ser o nosso Senhor, o Governador do universo.

Como é o nome de Deus? “Quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome!” Por que o nome de Deus é magnífico, grandioso? O salmista continua: “Pois expuseste nos céus a Tua majestade.” (v. 1). O nome é magnífico porque Ele Se expôs em toda a Sua majestade. O nome é a representação do próprio Ser da Divindade eterna! Onde é que vemos a maior demonstração da majestade de Deus? Em toda a Terra, e nos céus dos quais a Terra é uma minúscula parte, vemos a majestade do Rei do Universo.

Davi o louva e esclarece que até mesmo do mínimo Deus tira o Seu louvor: “Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador.” (v. 2). O nome majestoso de Deus será louvado até por crianças.

Estas palavras foram citadas por Cristo e se cumpriram com o louvor das crianças, quando os Seus inimigos estavam a ponto de matar o Seu Benfeitor! E queriam interromper o louvor dos pequenos, incomodando-se pelas glórias e aleluias proferidas por eles. Ele lhes disse: “Nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?” e se calaram os Seus adversários!

Desde as estrelas de maior grandeza até uma frágil criança de peito – Ele será louvado! Desde as imensas galáxias até o menor dos cometas – Ele será louvado! Desde o macrocosmos até o microcosmos – Ele será louvado!

I – A GLÓRIA DE DEUS É REVELADA ASSOMBROSAMENTE ATRAVÉS DOS CÉUS (v. 3-4)

Davi está entusiasmado com uma visão: “Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste...”. A admiração vem pela contemplação. Há muitas pessoas que não admiram o grande poder do Criador porque não tem o hábito de contemplar os céus. Mas o salmista tinha o costume de olhar para os céus e ver um pouco de sua imensidão e glória. Naquele tempo não havia poluição que pudesse ocultar as belezas dos céus; não havia luz elétrica na cidade, e isso tornava mais nítida a escuridão da noite e as estrelas mais brilhantes. E ele, então, ficava deslumbrado e não podia deixar de ver a glória de Deus que criou todas estas coisas com as Suas próprias mãos.

O que acontece quando contemplamos os céus?

1 – Não podemos deixar de nos assombrar. No tempo de Davi, os astrônomos da Grécia ensinavam que não havia mais de 1.002 estrelas no Universo. Pouco mais de três séculos mais tarde um rei e astrônomo egípcio, Ptolomeu (323-285 a. C.), contou 3.012 estrelas. As estrelas haviam então pelo menos “triplicado”! Ao fim do sexto século de nossa era os astrônomos das grandes universidades da Europa consideravam que havia 7.000 estrelas.

Mas quando Galileu esboçou seu primeiro telescópio em 1609, ele pôde contar 100.000 estrelas. Poucos anos mais tarde ele fabricou um novo telescópio de duas e meia polegadas e eis que 300.000 estrelas apareceram no céu ante o seu olhar espantado! Mas hoje o grande telescópio de 200 polegadas (5 metros de diâmetro) do Monte Palomar na Califórnia demonstra que há estrelas aos bilhões pelo Universo! Através desse potente telescópio, pôde se contemplar a galáxia Andrômeda a uma distância de 2,5 milhões de anos-luz, considerando-se que um ano-luz é a distância que a luz percorre num ano, à velocidade de 300.000 km por segundo! [1 ano-luz = 9,5 trilhões de km].

Consideremos a galáxia da qual nosso sistema solar é uma parte: a galáxia chamada Via Láctea. De acordo com um cálculo de Newton, em sua fórmula (p2 = (4Π2/GM) a3), somente a nossa galáxia possui 200 bilhões de estrelas semelhantes ao sol, com trilhões de planetas e corpos celestes. Ela mede 100.000 anos-luz de diâmetro. Portanto, se pudéssemos viajar em toda a extensão da Via Láctea com a velocidade da luz, levaríamos pelo menos 300.000 anos viajando. E, se quiséssemos visitar a galáxia mais próxima da terra, à galáxia Andrômeda, teríamos de viajar por 2,5 milhões de anos, na velocidade da luz. Tudo isso indica a grandeza da nossa insignificância. Tudo isso indica a majestade do grande Criador!

(Galáxia Andrômeda: 2,5 milhões de anos-luz de distância de nossa galáxia. Fonte:

Ora, os astrônomos descobriram cerca de 200 milhões de outras galáxias semelhantes à nossa, cada uma com seus milhões de estrelas e planetas. Uma dessas galáxias é cerca de 50 vezes maior que a nossa. Há estrelas fotografadas que estão a 9 milhões de anos-luz de distância! Mas isto nos dá apenas uma pálida idéia do tamanho infinito do Universo. Davi, que não podia conhecer as descobertas científicas atuais, ficou deslumbrado diante do espetáculo que podia contemplar a olho nu. Entretanto, nós outros podemos nos surpreender muito mais ao contemplar, por um telescópio ou assistindo a um Planetário, uma parte impressionante da imensidão do universo. Com efeito, não podemos deixar de nos assombrar!

2 – Não podemos deixar de adorar. Quando contemplamos a lua e as estrelas à noite, quando contemplamos os céus em toda a sua beleza, não podemos deixar de glorificar ao Criador.

Voltaire, filósofo francês, era um incrédulo agnóstico. Voltaire foi um homem que dedicou a sua vida inteira para pregar contra a Bíblia e dizer que esta religião da Bíblia seria completamente descartada em 50 anos. Voltaire, no entanto, estava numa noite estrelada olhando para os céus, e ele escreveu estas palavras: "Eu estava contemplando este maravilhoso espetáculo, eu estava embevecido;" e ele continua: "é preciso ser cego para não ver esta majestade, é preciso ser estúpido para não reconhecer o seu Autor, é preciso ser louco para não adorá-lO." Voltaire era um ateu, mas, quando contemplou os céus, teve de reconhecer a sua própria loucura: "É preciso ser louco para não adorá-lO!"

3 – Não podemos deixar de nos humilhar. O salmista, depois de contemplar a exuberância e glória de Deus nos céus, disse: “Que é o homem, que dele te lembres e o filho do homem, que o visites?” Depois de contemplarmos os céus, em toda a sua glória, não podemos deixar de ver ao mesmo tempo a nossa pequenez e insignificância! É muita bondade e condescendência do Deus Criador ainda Se importar com o homem a ponto de Se lembrar dele e visitá-lo.

A pergunta: “Que é o homem?” exige a resposta lógica: “O homem não é nada, diante de tanto fulgor celeste, diante da glória de um Deus majestoso e onipotente, que criou tanta imensidão!” O profeta Isaías contemplava os céus como Davi e, depois de ver tanta majestade, disse: “Eis que as nações são consideradas por Ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança!” (Is 40:15). “Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; Ele as considera menos do que nada, como um vácuo.” (v. 17). “Eis que sois menos do que nada” (Isaías 41:24). Repito: astronômica, ou biblicamente, vemos em tudo a grandeza da nossa insignificância. Mas, vemos, também, o interesse de um Deus de amor em todos os detalhes de nossa vida.

A humilhação do homem diante de Deus é saudável, e deve ser mais praticada neste século de sofisticada arrogância. Não devemos nos humilhar diante de homens porque somos todos iguais em natureza e valor. Mas é virtuoso nos humilharmos diante de Deus. Disse o apóstolo Tiago: “Humilhai-vos na presença do Senhor.” (Tg 4:10). “Há necessidade de mudanças decididas. É tempo de humilharmos nosso coração orgulhoso e obstinado, e buscarmos ao Senhor enquanto Ele pode ser achado. Como povo precisamos humilhar nosso coração diante de Deus; pois as cicatrizes de nossa incoerência estão em nossa prática.” (E.G.White, CRA, 40).

“Que é o homem?” perguntava o salmista Davi. Mesmo não sendo nada, ou se pode haver algo menos do que nada, assim ele é. Esta pergunta deveria ser mais frequentemente posta diante de nós: “Que é o homem? Quem somos nós?” Frágeis pecadores, adornados com uma natureza pecaminosa, cheios de orgulho e egoísmo, que são os fundamentos de todo o pecado.

A idéia básica é a bondade e o amor condescendentes de Deus para com o homem. Que Deus, que fez os céus e derramou Sua glória sobre eles, devesse ter tanta consideração pelo homem, a ponto de lembrar-se dele, e visitá-lo, é um pensamento impressionante, estarrecedor, até!

II – A GLÓRIA DE DEUS É REVELADA MAIS AMPLAMENTE ATRAVÉS DO HOMEM (v. 5)

Mas o salmista também vê a glória de Deus através do próprio homem. Ele continua dizendo: “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.   Deste-lhe domínio sobre as obras da Tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.”

1 – O homem foi criado à imagem divina. Deus revelou a Sua glória no homem que foi criado à Sua própria imagem e semelhança. Adão foi criado perfeito, recebendo de Seu Criador as glórias de Sua imagem, do Seu caráter, formado com as faculdades físicas, mentais e espirituais, em processo de desenvolvimento e perfeita harmonia. Este é um pensamento estarrecedor: Como pôde o Deus Todo-Poderoso, o Criador de milhões de galáxias e de mundos e estrelas sem conta, honrar tanto o homem que o criou à Sua imagem?

2 – O homem foi criado com uma distinção divina: “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus”. Os anjos têm a sua própria glória; entretanto, só o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Não sabemos nada sobre as limitações dos anjos, além do fato de que Deus vê imperfeições neles (Jó 4:18). Mas a coisa mais impressionante é que o homem foi “por um pouco, menor do que Deus”. Esta é uma declaração exclusiva para o homem. Esta é uma afirmação tão bombástica que os 70 judeus que traduziram o Antigo Testamento para o grego trocaram a palavra “Deus” e a substituíram por “anjos”, como aparece na Septuaginta (LXX).

Eles julgaram que Davi tinha ido longe demais em sua declaração sobre o homem. Eles pensaram que seria mais próprio comparar o homem com os anjos. Entretanto, os homens podem ser co-criadores com Deus no processo da reprodução, o que não acontece com os anjos (Mt 22:30), razão por que o homem foi criado superior aos anjos, em poder de gerar outros seres à semelhança do mesmo Deus. Mas ainda no Céu, cessado o processo da reprodução, os homens serão considerados superiores aos anjos: “Aqueles que, na força de Cristo, vencem o grande inimigo de Deus e do homem ocuparão nas cortes celestiais uma posição superior à dos anjos que nunca caíram.” (E.G.White, MM 1992, Exaltai-O, p. 231). 

3 – O homem foi criado com capacidades divinas: Assim como Deus é o Rei do universo, o homem foi criado para dominar como rei da criação, sobre toda a terra e sobre todos os animais do campo, as aves dos céus e os peixes do mar. Ele é o único dentre os seres criados neste planeta que pode se comunicar com Deus através do seu espírito, no qual o Espírito Santo fala, deixando-lhe a convicção inabalável de que somos filhos de Deus. O homem foi criado para desenvolver as suas faculdades físicas, mentais e espirituais, galgando a perfeição.

III - A GLÓRIA DE DEUS É REVELADA MAIS PERFEITAMENTE ATRAVÉS DE CRISTO (Hb 2:7,9)

A maior revelação da glória de Deus não está nos céus; não está no homem. A maior revelação da glória de Deus está em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo nos ensina isto em sua interpretação do salmo 8 que ele torna cristocêntrico, escrevendo aos Hebreus. Citando o salmo 8, disse em Heb 2:7: “Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste”.

Paulo está citando a Septuaginta que era a Escritura de que ele dispunha na época, que colocou a palavra “anjos” no lugar da palavra “Deus”. Essa passagem revelou um capricho dos judeus, querendo ser mais reverentes do que Davi, como eu disse antes. Mas foi nessa mesma passagem que Paulo por inspiração divina baseou a sua teologia da humilhação de Cristo para revelar a glória de Deus através dEle.

Como Paulo interpreta o salmo 8? Este salmo, para ele, tem um sentido muito mais amplo, porque era um salmo messiânico: não significava apenas uma descrição do homem, mas de Cristo. Assim ele se expressa: “Vemos, todavia, Aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.” (Hb 2:9).

1 – Cristo foi feito menor do que os anjos. Ele não tinha a natureza de Adão antes do pecado, corpo forte, sem as fraquezas e enfermidades que nos são tão próprias. Ele assumiu a natureza humana, após 4.000 anos de fraqueza e degradação. Embora sem pecado e sem a natureza pecaminosa, Cristo foi considerado menor que os anjos por causa do Seu sofrimento. Mas isso foi apenas “por um pouco”.

2 – Cristo revelou a glória de Deus. Ele foi coroado de glória e honra para exercer o domínio do mundo por vir. Em Cristo, Deus revelou a Sua exuberante glória, em Sua vida perfeita, em Seu poder de curar, realizar milagres, e em Sua ressurreição e ascensão. Então, Ele assumiu o Seu lugar de honra e todos os anjos O receberam e O adoraram. Com isso Paulo prova que Jesus Cristo é superior aos anjos, e, portanto, sendo Deus, deve receber a nossa adoração e obediência.

3 – Cristo revelou a excelência da glória de Deus. Isso não está nos céus estelares, e muito menos no homem. Isto foi revelado em Cristo, na Cruz do Calvário. Lá é que foi revelada a excelência da glória de Deus. Na Cruz, vemos um Deus Se revelando em Seu caráter de amor pelo pecador e justiça ao punir o pecado em Seu próprio Filho! Este é o pensamento mais estarrecedor que encanta aos anjos e aos habitantes dos mundos do universo, e deveria nos encher de assombro e admiração!

É o nosso grande Deus, o Criador das 200 milhões de galáxias que Se inclina na mais abjeta humilhação da Cruz para salvar o pecador, a nós, a mim e a você que aqui está! A Cruz revela a glória do caráter de um Deus de amor e justiça de forma incontestável, faz calar os Seus inimigos e dá uma resposta satisfatória a todo o Universo!

CONCLUSÃO

O salmista termina o seu cântico de louvor e adoração exatamente como iniciou: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!” (Sl 8:9). Muitas vezes, no pensamento hebraico, os profetas apresentam o clímax, antes de qualquer outra idéia, o fim antes do princípio, o melhor colocado em primeiro lugar. Mas como o clímax é muito especial, Davi o repete, no fim, onde deve ser colocado.

Depois de estudarmos um salmo como este, não encontramos outras palavras mesmo senão as do próprio Davi, ao dizer: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome!” Quão digno de ser louvado e glorificado! Quão digno de ser lembrado e visitado em Sua igreja! Quão digno de ser amado, e servido em obediência e amor! Quão digno Ele é de ser ansiosamente esperado em Sua gloriosa vinda à Terra!

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia



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