Translate

Mostrando postagens com marcador promessa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador promessa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Guardar Silêncio Diante DEle

Jornada Diária-Dia 02/07/2021 

365 Dias Vivendo ''A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS'' 

Tema do mês: Espírito da Graça

🛐 Desafios de Oração 

•Deus está pronto a nos ouvir. Busque a Sua presença em oração e confesse os seus pecados a Ele. 

•Enfrente a adversidade de joelhos! A oração é a principal ferramenta para quem quer vencer o mal com o bem!

•Ore e coloque nas mãos de Deus o seu dia e todas as coisas que planeja fazer.

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

✍Leia a Meditação a seguir👇🏻

A Maravilhosa Graça de Deus 

2 de julho  

A Promessa do Espírito

E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade. João 14:16 e 17.

Antes de Se oferecer a Si mesmo como a vítima sacrifical, Cristo buscou o mais essencial e completo dom para outorgar a Seus seguidores, um dom que lhes poria ao alcance os ilimitados recursos da graça. “Eu rogarei ao Pai”, disse, “e Ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece; mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós” (João 14:16-18).

Antes disto o Espírito havia estado no mundo; desde o próprio início da obra de redenção Ele estivera atuando no coração dos homens. Mas enquanto Cristo estava na Terra, os discípulos não tinham desejado nenhum outro auxiliador. Não seria senão depois que fossem privados de Sua presença, que experimentariam a necessidade do Espírito, e então Ele havia de vir.

O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto. O Desejado de Todas as Nações, págs. 669 e 670.

Essa promessa nos pertence agora tão certamente como pertenceu aos discípulos. … Ajoelhe-se cada membro da igreja diante de Deus, e ore sinceramente pela comunicação do Espírito. Clamai: “Senhor, acrescenta-me a fé. Faze-me compreender Tua Palavra; pois a entrada de Tua Palavra dá luz. Refrigera-me pela Tua presença. Enche-me o coração de Teu Espírito”. Review and Herald, 10 de junho de 1902.


Em todos os tempos e lugares, em todas as dores e aflições, quando a perspectiva se afigura sombria e cheio de perplexidade o futuro, e nos sentimos desamparados e sós, o Consolador será enviado em resposta à oração da fé. O Desejado de Todas as Nações, pág. 669.


Meditação Matinal de Ellen White – Maravilhosa Graça de Deus,  pag. 189🌼


@jespiritual #meditação #oração #graçadeDeus

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Rejeitado Frequentemente

 E Recebereis - 366 Dias Recebendo o Poder de Deus

Repletos do Espírito

•🛐 Motivos de Oração da Jornada "E Recebereis Poder"

12/11/2020

"A promessa do Espírito Santo foi a mais brilhante esperança e a mais forte consolação que Cristo podia deixar a Seus discípulos quando Ele ascendeu ao Céu." Que essa seja a nossa esperança e consolação.

✓Ore pelo Batismo do Espírito.

✓Ore para que o Senhor nos conceda ilimitadas provisões e Espírito missionário...

✓Ore para que Deus nos dê plena concessão do Espírito Santo e da graça espiritual segundo a Sua vontade...

✓ Agradeça a Deus pelas bênçãos derramadas em sua vida...

✓Louve a Deus pela Sua Palavra inspirada que nos ensina o caminho da salvação...

✓Apresente a Deus os seus pedidos de oração e fale com Ele de suas necessidades...

Leia a meditação a seguir👇

 📚Meditação

12 de novembro  

Rejeitado Frequentemente

Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus. Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Atos 4:18-20.

A promessa do Espírito Santo foi a mais brilhante esperança e a mais forte consolação que Cristo podia deixar a Seus discípulos quando Ele ascendeu ao Céu. As verdades da Palavra de Deus tinham sido sepultadas sob o entulho de interpretações errôneas; os preceitos de homens, as declarações de seres finitos eram exaltados acima da Palavra do Deus vivo. Sob o poder esclarecedor do Espírito Santo, os apóstolos separaram a verdade de falsas teorias e deram ao povo a palavra da vida.

O Espírito Santo é freqüentemente rejeitado porque Ele vem de maneira inesperada. Haviam sido dadas aos sacerdotes e maiorais judeus abundantes evidências de que os apóstolos estavam falando e agindo sob inspiração divina, mas eles resistiram firmemente à mensagem da verdade. Cristo não tinha vindo da maneira que esperavam, e embora às vezes tivessem estado convictos de que Ele era o Filho de Deus, abafaram a convicção, tornando-se assim mais cegos e mais endurecidos do que antes. Crucificaram a Cristo, mas Ele, em Sua misericórdia, deu-lhes novas evidências nas obras realizadas pelos discípulos. Enviou Seus servos para dizer-lhes o que tinham feito, e mesmo na terrível acusação de que haviam matado o Príncipe da vida, deu-lhes outra oportunidade para arrependimento. Mas, sentindo-se seguros em sua própria justiça, os ensinadores judeus não se achavam dispostos a admitir que os homens que os acusavam de haverem crucificado a Cristo estivessem falando pela direção do Espírito Santo. …

A ira de Deus não é declarada contra os homens meramente por causa dos pecados que eles cometeram, mas porque preferem continuar numa posição de resistência, porque repetem os pecados do passado em desafio à luz e evidência que lhes foi dada. Se os líderes judeus se tivessem submetido, teriam sido perdoados; mas eles estavam determinados a não se render. De igual forma, o pecador, por contínua resistência, coloca-se onde não conhece outra coisa que não seja resistência. Signs of the Times, 27 de setembro de 1899.

Meditação Matinal de Ellen White – E Recebereis Poder, 1999. – Pág. 325

@jespiritual #jornada #oração‌‌

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A Promessa do Espírito

E Recebereis Poder
Jornada Espiritual 2020 - 366 Dias Recebendo o Poder de Deus
1º de janeiro  
A Promessa do Espírito

E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. João 14:16.

Quando Cristo fez a Seus discípulos a promessa do Espírito, estava Ele Se aproximando do fim de Seu ministério terrestre. Estava à sombra da cruz, com plena consciência do peso da culpa que havia de repousar sobre Ele como o portador do pecado. Antes de Se oferecer como a vítima sacrifical, instruiu Seus discípulos com respeito a um muito essencial e completo dom que ia conceder a Seus seguidores – o dom que haveria de pôr-lhes ao alcance os ilimitados recursos de Sua graça.

“Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece: mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” João 14:16 e 17. O Salvador estava apontando para o futuro, ao tempo em que o Espírito Santo deveria vir para fazer uma poderosa obra como Seu representante. O mal que se vinha acumulando por séculos, devia ser resistido pelo divino poder do Espírito Santo. …

A promessa do Espírito Santo não é limitada a algum século ou raça. Cristo declarou que a divina influência do Espírito deveria estar com Seus seguidores até o fim. Desde o dia do Pentecoste até ao presente, o Confortador tem sido enviado a todos os que se rendem inteiramente ao Senhor e a Seu serviço. A todos os que aceitam a Cristo como Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha. Quanto mais intimamente os crentes andam com Deus, tanto mais clara e poderosamente testificam do amor do Redentor e da Sua graça salvadora. Os homens e mulheres que através dos longos séculos de perseguição e prova desfrutaram, em larga escala, a presença do Espírito em sua vida, permaneceram como sinais e maravilhas no mundo. Revelaram, diante dos anjos e dos homens, o transformador poder do amor que redime. Atos dos Apóstolos, págs. 47-49.

Meditação Matinal de Ellen White - E Recebereis Poder– Pág. 9 –
            ✨✨✨✨✨✨✨

💡Desafio: Pela intervenção de Cristo, a graça do Pai e, a operação sobrenatural do Espírito Santo “devemos volver-nos com fé a Jesus Cristo e mostrar nosso amor a Deus mediante a obediência a Seus mandamentos” (E.G. White).

🛐Motivos de Oração:

•Ore pedindo a presença e o poder do Espírito Santo na sua vida e na vida de sua igreja de acordo a promessa registrada em João 14:16-17

•Ore para que Deus mude seu coração,faça-o sempre verdadeiro e purifique-o do pecado e prepare-o para receber o Seu Espírito (Salmo 51: 7, 10).

•Ore pedindo as bênçãos de Deus para este ano de 2020.

•Ore por sua família

•Ore pelos pedidos de Oração...

🎧Música: HA 159 - Chuvas de bênçãos.

@jespiritual #jornadas #oração

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Dia 30 - Oração Fervorosa

50 Dias de Oração
Dia 30 - Oração Fervorosa
Confiai nEle, ó povo, em todos os tempos; derramai perante Ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. Salmos 62:8

A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Os olhos da fé discernirão a Deus muito próximo, e o suplicante pode obter preciosa evidência do divino amor e cuidado por ele. Mas por que será que tantas orações nunca são atendidas?
... O Senhor nos dá a promessa: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13. Refere-Se Ele, ainda, a alguns que “não clamaram a Mim com seu coração”. Oséias 7:14. Tais petições são orações formais, tão-somente serviço de lábios, que o Senhor não aceita.
Leia mais:

Pergunta de Reflexão: Que necessidade em sua vida requer a “oração totalmente sincera, fervorosa, agonizante”?

Assista o Vídeo:
Você  Realmente Acredita na Oração?
Em uma pequena cidade do interior não havia lojas que vendiam bebidas alcoólicas. Depois de algum tempo, uma casa noturna foi construída perto da rua principal da cidade. Os membros de uma das igrejas ficaram bem chateados com aquele novo estabelecimento, então decidiram conduzir algumas reuniões de oração. Eles clamaram ao Senhor que algo ocorresse, que o pecado não se espalhasse e que a iniquidade fosse destruída. Depois de pouco tempo, um raio caio sobre a casa noturna, provocando um incêndio e destruindo completamente o estabelecimento.




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estudando Salmo 30


Salmo 30 - Graças Pela Vitória
Aqui temos um salmo de Davi, que contém preciosas lições para a nossa vida hoje, porque a Bíblia continua sendo muito atual. As mensagens dadas há 1.000 AC são de grande valor também para os nossos dias, como foi nos dias de Davi, o suave cantor de Israel.
Vamos ler os primeiros versículos do Salmo 30: “1: Eu te exaltarei, ó Senhor, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim. 2: Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste. 3: Senhor, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.”
I – A Promessa de Davi
Quando se dirige a Deus, ele promete: "Eu Te exaltarei, ó Senhor!" Este é um salmo de exaltação a Deus. Mas o que significa "exaltar"? Significa enaltecer, engrandecer, colocar num pedestal de glória. Este era o seu alvo: exaltar a Deus.
Algumas pessoas se exaltam a si mesmas; elas gostam de se colocar em evidência. Quando falamos mal dos outros, quando chamamos a atenção para as nossas virtudes, quando somos egoístas, ou quando somos orgulhosos e humilhamos os outros, quando gritamos para os filhos, ou para o marido, ou para a esposa, estamos nos exaltando a nós mesmos. Mas naturalmente, isto só afasta as outras pessoas, e não estamos procedendo corretamente.
Mas como podemos exaltar a Deus?
1) Cantando hinos de louvor. Os cristãos gostam de cantar os louvores de Deus em hinos que exaltam o amor, o poder e os atributos de Deus. Quando cantamos que “Deus é amor”, exaltamos ao Senhor como a nenhum outro. Quando cantamos que Deus é Todo-Poderoso, nós o exaltamos de uma forma singular. Quando cantamos que Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, imortal, invencível, eterno, imutável, onisciente, nós o exaltamos como de fato Ele é o Supremo Deus do Universo.
2) Pregando o evangelho, exaltamos a Deus. Desde os primórdios, quando Adão e Eva pecaram, o Evangelho está sendo pregado.  Quando Abraão foi chamado, o Evangelho foi pregado. Israel foi para o Egito, e lá foi também pregado o Evangelho da graça divina estendida aos pecadores. Salomão e todos os reis de Israel receberam a incumbência de exaltar a Deus através da pregação do Evangelho. Desse modo, as nações conheceriam ao Deus Jeová. Davi exaltava a Deus pregando o Evangelho da graça a todos os povos. Disse ele: “Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor.” (Sl 2:10-11). Hoje, também, como cristãos, pregamos o Evangelho a todo o mundo e exaltamos a Deus através desse método. Somente pela exaltação de Deus ao mundo, este Evangelho chegará até os confins da terra.
3) Vivendo a verdade, também exaltamos a Deus. Não basta conhecer a verdade. Não basta pregar o Evangelho. Temos o dever sagrado de viver a verdade. Porque, não viver a verdade é ser incoerente; é ser hipócrita. Não viver a verdade evangélica é pregar uma coisa e praticar outra, o que seria contrário à própria verdade. Seria viver uma mentira. Mas quando nós vivemos os princípios revelados na verdade divina, nós exaltamos Aquele que disse ser Ele mesmo a Verdade em Pessoa: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14:6). O grande problema de nosso tempo é que muitos estão professando o cristianismo, mas vivendo independentemente de Cristo. Não vivem a verdade pregada por Seu Salvador. Aqueles que a vivem, O exaltam, e atraem os próprios anjos que se agradam de estar em sua presença e ao seu lado.
4) Reconhecendo as Obras de Deus. Também exaltamos a Deus desse modo. As Suas obras são dignas do Seu Autor. Em meio à Natureza, contemplando as maravilhas do mar, as grandezas dos céus, os animais em sua variedade imensa, nós podemos exaltar ao Criador. Com efeito, o mar, a terra e os céus – todos em uníssono exaltam o Seu Criador. Muitos ateus já reconheceram que as obras vistas da Natureza proclamam silenciosamente, mas não menos convincentes, que há um poderoso Deus que deve ser reconhecido e exaltado.
5) Colocando a Deus em 1° Lugar, dando-Lhe a preferência. Se nós O ouvirmos quando nos fala, se nós obedecermos quando nos ordena, se nós O buscarmos na nossa infância e juventude e nas primeiras horas do dia, estaremos colocando a Deus em 1º lugar e exaltando Aquele que deve ter a primazia em nossa vida.
Por que razões Davi exalta a Deus? Davi promete exaltar a Deus por lhe dar 3 vitórias:
1. Vitória contra os Inimigos (v. 1:) “Eu te exaltarei, ó Senhor, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim.” Em campos de batalha, muitas vezes o rei Davi alcançou inúmeras vitórias esmagadoras contra os seus adversários.  Mas ao invés de se exaltar a si mesmo, Davi se lembrou de que a força do seu braço era proveniente de Deus e, portanto, ele promete exaltar ao Senhor porque Deus lhe deu a vitória. Os seus inimigos não puderam se regozijar contra ele.
Nós também temos inimigos. Por todos os lugares se levantam inimigos contra a nossa vida. Mas os nossos maiores inimigos não são de carne e ossos; estes são apenas pessoas que são usadas como instrumentos nas mãos de nosso arquiinimigo, que é Satanás, o Diabo, e seus anjos que são milhões; estes sim são os nossos inimigos que fazem de tudo para nos derrotar e dão gargalhadas e se regozijam com a nossa queda e nossos fracassos. Mas nós podemos alcançar a vitória contra esses adversários, que ao invés de se regozijarem contra nós, eles fugirão, atemorizados: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4:7).
2. Vitória contra a Enfermidade (v. 2:) “Senhor, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.” Davi também adoecia. Ele se encontrava enfermo certa vez, e clamou por socorro, e Deus o sarou, curou o seu mal, restaurou a sua saúde.
Muitas vezes, nós também adoecemos. Alguma enfermidade começa a minar as nossas energias, e algumas vezes sucumbimos e caímos de cama. O que devemos fazer? Devemos fazer o que fez Davi: ele clamou por socorro, e Deus o atendeu e o curou. Isso também pode acontecer conosco. Mas temos que clamar por socorro, temos que suplicar com fervor; temos que colocar o nosso coração na súplica. Temos que implorar a saúde, dizendo-Lhe mesmo que doentes não podem servi-Lo com perfeição.
No entanto, não basta clamar a Deus por socorro. Muitas pessoas se mantém distantes de Deus e, quando vem a doença, vão clamar ao Senhor exigindo que Ele as cure. Temos, antes de tudo, que ter um relacionamento íntimo com Deus. Temos que ter a capacidade de nos dirigir a Ele como o “meu Deus”, que é o resultado de mantermos uma comunhão ininterrupta com Ele. Deus deve ser um Deus pessoal para mim; Ele é o “meu Deus”. Então, seremos sarados; mas não esqueçamos de Lhe dar graças, exaltando o nome de nosso Deus, porque “Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades” (Sl 103:3).
3. Vitória contra a Morte (v. 3:) “Senhor, da cova fizeste subir a minha alma; preservaste-me a vida para que não descesse à sepultura.” Davi esteve à beira da sepultura, quase à morte. Mas Daviprometeu exaltar a Deus porque Ele o livrou da morte. Muitas vezes, Deus nos livrou da morte, e devemos exaltar a Deus por isso. Deus já me livrou de muitos acidentes automobilísticos, Ele me livrou de me afogar no mar e num rio (depois disso eu fui para uma escola de natação). Deus me livrou de assaltantes e bandidos. Muitas vezes, os anjos foram enviados, a fim de que nós escapássemos de ir para o reino dos mortos.
Mas parece que muitos não valorizam o livramento divino. Um dia, um homem foi se gloriar diante do Pastor Henry Feyerabend, dizendo: “Eu tive muita sorte hoje! Um caminhão passou por mim, bem perto e quase me atropelou; por pouco eu não morri.”
“Eu tive mais sorte que você!” disse o Pastor Feyerabend.
“Ah, é? O senhor também quase foi atropelado?”
“Não, eu nem cheguei perto!”

Davi falou sobre o destino de sua alma na morte. E aqui eu abro um parêntesis para nos lembrarmos do pensamento bíblico sobre a alma. O que acontece com a alma de um homem justo quando ele morre? Para onde ela vai? "Bem", dirão muitos "o corpo morre e é sepultado e a alma vai diretamente para o Céu!" Mas isso não foi o que disse o salmista. O que ele disse? Pergunte a Davi: Para onde vai a sua alma na morte? Resposta surpreendente: "Na morte, a minha alma vai para a cova, para a sepultura, mas Deus me livrou disso", reconheceu ele.
Observe bem o v. 3: "Da cova fizeste subir" o corpo? Não, "a minha alma". Se Davi tivesse morrido, naquela circunstância, sua alma iria descer à sepultura, não subir para o Céu. Mesmo “porque Davi não subiu aos céus” (At 2: 34). A alma é mortal e o seu destino final é a sepultura. Disse outro salmo: “Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?” (Sl 89:48). Ainda antes de Davi, lemos no livro do patriarca Jó: “Deus redimiu a minha alma de ir para a cova” (Jó 33:28). Este era o mesmo reconhecimento de Davi.
Mas o que significa a alma? Alma é o ser completo do homem; é o próprio homem, com todas as suas faculdades, físicas, mentais e espirituais. Quando ele está vivo, é alma vivente; quando ele está morto, a Bíblia o chama de alma morta, ou cadáver. É por isso que a Bíblia diz que a alma vai para a sepultura quando o homem morre, tanto faz ser justo ou ímpio. Mas um dia todos ressuscitarão do pó: “tendo esperança em Deus, [...] de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos.” (At 24:15).
II - O Apelo de Davi (v. 4-5)
Depois de sua promessa de exaltar a Deus, Davi faz um apelo a todos os filhos de Deus (v. 4): “Salmodiai ao Senhor, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome.”
1- “Salmodiai ao Senhor!” Isto quer dizer: Cantai louvores ao Senhor. Entoai-Lhe salmos para exaltar a Deus.
2- “Dai graças ao Seu santo nome!” O nome de Deus é santo e devemos dar graças ao nome de Deus. Temos visto muitas pessoas que ao invés de dar graças ao nome de Deus estão tomando o Seu santo nome em vão! Isto é uma transgressão flagrante do terceiro mandamento que diz claramente: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão!" (Êx 20:7).
Por que Davi apela para exaltarmos o nome de Deus? Ele dá duas fortes razões para isso: v. 5: "Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira."
1- A ira de Deus é momentânea, passa logo.
Um dos assuntos mais terríveis que temos de tratar quando estudamos a Bíblia é sobre a ira de Deus. Por isso, ele é um assunto muito negligenciado pelos pregadores. Eu já ouvi muitas pregações sobre dar glória a Deus, mas nunca ouvi uma só referência à ira de Deus. Quando comparamos a ira divina com a ira humana, somos levados a pensar que Deus não tem esse tipo de sentimento. Mas a ira divina significa uma expressão de Sua justiça, e não um mero sentimento. Entretanto, a grande notícia sobre este aspecto do caráter de Deus é que a Sua ira é momentânea, passageira, e logo se aplaca. Graças a Deus por esse fato.
2- A graça de Deus é duradoura, por toda a vida.
Ela dura a vida inteira, ou enquanto nós vivermos. A graça de Deus é o poder que nos salva. Aqui está outro grande motivo para nós darmos graças e louvor a Deus. Vivemos em um mundo de pecado e temos de passar muitas vezes pelo choro e pela angústia, e às vezes passamos por situações desesperadoras. Mas a alegria virá pela manhã. A alegria também faz parte da vida crista. Se o choro vem pela noite, a alegria vem pela manhã. Se a ira de Deus se revela de noite, a Sua graça logo se manifesta pela manhã, quando podemos presenciar o sol brilhando para transmitir a sua alegria.
III - O Testemunho de Davi (V. 6-10)
Davi fala de sua experiência dramática que ele teve sobre a ira de Deus.
1 - Ele revelou a sua auto-confiança: v. 6: "Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: jamais serei abalado." É perigosa esta atitude, quando a confiança não está baseada em Deus e sim na suas posses materiais. Ele falava confiado em sua prosperidade. Há tantas pessoas hoje em dia, mesmo entre os cristãos, que confiam na suas posses materiais, fazendo delas o seu deus, confiando nelas, e pensando que a sua segurança está na sua prosperidade. Cedo ou tarde serão amargamente decepcionados, porque hoje podemos ser ricos; amanhã podemos perder tudo o que temos.
O resultado de confiar em si mesmo por causa das riquezas é uma queda e diminuição do fervor espiritual. À semelhança de Nabucodonozor, olhamos para as belas coisas que fizemos, contemplamos as nossas casas, o nosso carro de luxo, vislumbramos as muitas terras que temos, e dizemos: “Mas como eu sou bom e poderoso! Quem é que fez tudo isso, quem conquistou todas essas maravilhas senão eu mesmo com toda a minha inteligência?” Uma pessoa que age assim pensa que jamais será abalada, mas isso é muito enganador; é uma falsa segurança. Ela se esquece de que é Deus quem nos dá forças e poder para adquirir riquezas (Dt 8:18). Portanto, “se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração.” (Sl 62:10).
2- Davi se apressou logo a confessar a Deus que a Fonte de sua prosperidade estava no Seu favor, ou em Sua graça (v.7:) “Tu, Senhor, por Teu favor fizeste permanecer forte a minha montanha.”Deus nos dá o Seu favor, que é graça imerecida, porque nós não a merecemos. Deus é a fonte de nossas montanhas de bênçãos recebidas de Suas dadivosas mãos. Deus é a Fonte de nossa prosperidade. Jamais deveríamos confiar em nós mesmos se Deus nos prospera o caminho. A todo o momento devemos exaltar a Deus por Suas bênçãos.
3- Mas Deus volta o Seu rosto por alguma razão (v. 7, 2ª parte:) “Apenas voltaste o rosto, fiquei logo conturbado.” Davi sentiu que Deus estava desgostoso por alguma coisa que ele tinha feito. Muitas vezes isto acontece conosco e nem estamos nos apercebendo. Muitas vezes Deus retém as Suas bênçãos e nós ficamos conturbados, como aconteceu com Davi. Mas isto Ele faz para nos provar e nos fazer mais espertos, quanto à nossa vida espiritual. Muitas vezes estamos olhando para os nossos talentos, ou para a nossa vida feliz, para a nossa aquisição de conhecimentos que parece superior a dos nossos semelhantes, ou estamos confiando em nossa conta bancária. E então acontece uma perda, e ficamos desapontados. Por que isso aconteceu comigo? Por que foi que Deus fez isso comigo? Pode ser que isso veio para nos dar uma lição por estarmos confiantes demais em nós mesmos.
4- No v. 8, Davi testifica que clamou a Deus. “Por ti, Senhor, clamei; ao Senhor implorei.” Isto significa que ele fez uma oração com muita energia, muita vida e muita confiança. Ele ainda acrescenta que implorou a Deus. Com efeito, a sua oração foi muito angustiante, a sua prece foi deveras perseverante. Muitas vezes, a nossa oração não passa de mera repetição de frases decoradas, frias e sem sentimento. Necessitamos de mais fervor, mais entusiasmo, mais clamor. Precisamos clamar e implorar a Deus que nos atenda. Temos de orar com a mente e com o coração. Temos de revelar a sinceridade de nosso propósito em nos dirigir a Deus como um Pai amorável que está atento às nossas necessidades.
5- Davi argumenta com Deus: v. 9: "Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?" “Senhor, qual seria a vantagem de meu sangue derramado?” Ele continua a argumentar: “Qual seria o louvor que Te daria o pó?” Ou seja: se ele morresse, não poderia mais louvar a Deus, e nem declarar a Sua verdade. É assim que devemos falar com Deus: Temos que apresentar as nossas razões e argumentar com Ele.
Foi Ele mesmo que nos disse para fazermos isso: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” (Is 1:18). “Vinde e arrazoemos”. Temos que apresentar a Deus as nossas razões. Podemos argumentar com Deus. Mas não se esqueça de apresentar os mais poderosos argumentos, que você encontra na Palavra de Deus. Por exemplo: “Senhor, eu pequei, mas Cristo derramou o Seu sangue para me purificar! Portanto, lembra-Te de mim, e perdoa-me!”
Mas Davi, em sua argumentação, tem mais um aspecto polêmico. Há uma doutrina muito disseminada entre os cristãos, que não é defendida pela Bíblia: Eles dizem que na sua morte irão para o Céu a fim de louvar a Deus. Mas o que disse o salmista? “Se o meu sangue for derramado, se eu for para a sepultura, se eu voltar ao pó, não poderei louvar a Deus e nem pregar a Sua verdade.” O mesmo Davi já havia testificado disso em outro salmo: “Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” (Sl 6:5).
Mas alguém disse que Davi se referia ao seu corpo: “Ele quer dizer que o seu corpo morto não pode louvar a Deus!” Mas esta é apenas uma defesa do preconceito, não a sinceridade do pesquisador atento e honesto. Entretanto, para que ninguém dissesse que ele se referia ao seu corpo, Davi esclarece mais tarde, dizendo: “Os mortos não louvam o Senhor.” (Sl 115:17). Ele não está falando dos corpos dos mortos, mas fala dos próprios mortos, e isso inclui a sua pessoa com todas as suas faculdades físicas, mentais e morais.
Ou seja, os mortos justos não sobem ao Céu para louvar a Deus, mas esperam na sepultura pelo dia quando o Filho do Homem, Jesus Cristo, dirá: “Despertai e exultai, os que habitais no pó!” (Is 26:19; Jo 5:28-29). Então sim, poderão os justos louvar e de fato dirão todos os justos ressurretos: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.” (Is 25:9). Com efeito, disse Cristo: “a tua recompensa, [...] tu a receberás na ressurreição dos justos”, não na morte (Lc 14:14). Este é um argumento incontestável contra a falsa doutrina da imortalidade da alma.
6- Davi pede a compaixão e o auxílio divinos (v.10): “Ouve, Senhor, e tem compaixão de mim; sê tu, Senhor, o meu auxílio.” Também nós precisamos destas duas coisas, a saber: precisamos da compaixão, porque somos pecadores e compaixão é para pecadores; e também precisamos de auxílio a fim de termos forças adicionais para enfrentarmos as nossas lutas da vida diária, e sairmos vitoriosos contra as legiões do mal que se arregimentam contra a nossa fraqueza. Mas pela compaixão de Deus e pelo Seu auxílio, certamente poderemos ser mais do que vencedores por Jesus Cristo, que nos amou e deu a Sua vida por nós.
IV – A Resposta de Deus (v. 11-12)
Como Deus Atendeu ao Clamor de Davi? Como Deus respondeu à oração do Seu servo? É o próprio Davi quem fala de Deus para Deus (v. 11-12:) “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. Senhor, Deus meu, graças te darei para sempre.”
1- Deus lhe devolveu a alegria e extinguiu o seu pranto (v. 11). O choro pode vir pela noite de amargura, tristeza e angústia, mas a alegria vem pela manhã da paz, prosperidade e segurança (v. 5). Portanto, o cristão possui muitas razões para ser alegre, porque tem o fruto do Espírito Santo (Gl 5:22). Ele nos cinge de alegria. Ele nos enche a boca de risos. A nossa alma vive em festa, porque contempla as maravilhas da salvação operada na Cruz do Calvário, por nosso Senhor Jesus Cristo.
2- Com que objetivo? "Para que o meu espírito Te cante louvores" O que significa "espírito"? Falamos sobre o corpo (v. 2), falamos sobre a alma (v. 3). Mas o que significa o espírito? (v. 12). Com o corpo, nos comunicamos com o mundo exterior; com a alma, nos comunicamos conosco mesmos, internamente; com o espírito, nos comunicamos com Deus.
O nosso espírito é a faculdade com a qual nos relacionamos com as coisas do Espírito Santo. Espírito no homem é a faculdade para nos comunicarmos com Deus. É somente através do nosso espírito que podemos ter acesso mental ao nosso Deus. Através do espírito humano nós louvamos e reconhecemos a Deus. E Lhe damos graças. Por isso, disse o apóstolo Paulo: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2Ts 5:23).
Conclusão (v. 12b)
Qual é a última promessa de Davi nesta parte final? "SENHOR, Deus meu, graças Te darei para sempre!" Ele começou com uma promessa e termina com uma promessa. Esta simples oração tem uma riqueza de verdades:
1- "SENHOR" significa "Eterno", porque no original é Yahweh, ou Jeová. Ele está orando ao Deus Eterno.
2- "Deus meu" indica o estreito relacionamento de Davi com Deus. Cristo também usou esta expressão quando Ele estava morrendo numa Cruz infamante, pagando pelos pecados de uma raça ingrata, quando falou: "Deus meu, Deus Meu, por que Me abandonaste?!" Cristo foi o único a ser abandonado por Deus porque este era o Seu plano de salvação de todos nós, outrora perdidos pecadores. Mas Deus não abandona a ninguém que tem a Deus como o seu Deus particular e íntimo. Cristo foi abandonado para que nós nunca fôssemos abandonados. Davi nunca foi abandonado por Deus apesar de seus pecados. Você jamais será abandonado por Deus se tiver um estreito relacionamento com Ele, a ponto de poder clamar e dizer-Lhe frequentemente? “Deus meu, Deus meu...”
3- "Graças Te darei para sempre" é a promessa mais confiante, porque promete Davi não somente que Lhe dará graças, mas que fará isso "para sempre". Bem, se Davi ora, clama e fala a um Deus eterno, que é o seu Deus, ele está confiante que Deus lhe dará a vida eterna, porque só assim ele poderia dar graças para sempre ou eternamente. Portanto, quando nós prometemos a Deus que lhe daremos graças, vamos acrescentar que isso será para sempre, confiados na vida eterna que Ele nos dará, e concederá a tantos quantos lhe prometerem que Lhe darão graças para sempre.
Quais são os seus motivos para dar graças a Deus? Certa vez perguntaram a um velhinho se estava passando bem. Ele respondeu: “Eu dou graças a Deus porque, embora eu tenha algumas dores reumáticas, eu estou bem. Eu não tenho mais visão para ler, mas eu estou bem. Eu só tenho dois dentes, mas Deus me ajudou de tal modo que um dente está colocado bem em cima do outro de modo que me permite mastigar os alimentos. Eu dou graças a Deus, porque estou muito bem”.
Você tem motivos para dar graças a Deus? Então faça isso, e prometa ao Senhor, que Lhe dará graças para sempre, e confie na Sua promessa de vida eterna.
Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia


domingo, 1 de julho de 2012

Estudando Salmos- 15


 Salmo 15 - O Verdadeiro Cidadão do Céu

Você já se perguntou se está preparado para entrar no Céu? Quais seriam as qualidades necessárias para entrar no Céu? Como posso viver de tal modo que não seja decepcionado em minhas expectativas e anseios para morar um dia no Paraíso Celeste? De fato, esta é uma grande preocupação, e deve ser respondida, antes que seja tarde demais.

O Salmo 14 ensina a universalidade do pecado: todos são pecadores, e não há quem busque a Deus. Mas, de acordo com o Salmo 15, como poderia um pecador sequer pensar na possibilidade de entrar na presença de Deus? Após a revelação do Salmo 14, é lógico pensar na impossibilidade de termos acesso a Deus. Entretanto, diz o Salmo 5:7, que é pela riqueza da misericórdia de Deus que entramos na Sua casa, e nos prostramos diante do Seu santo templo, no seu temor. É pela graça de Deus que somos transformados de pecadores em santos. Somente os santos habitarão no Seu “santo monte”.

O salmo 14 foi escrito para que soubéssemos quão pecadores somos. O Salmo 15 foi escrito para que soubéssemos quão perfeitos podemos ser. O Salmo 14 nos coloca no pó; o Salmo 15 nos coloca na glória. O Salmo 14 humilha o pecador; o Salmo15 exalta o justo. Ele é estimulante e desafiador. Ele nos leva a um profundo exame de consciência e a um desejo de agradar a Deus a fim de podermos estar com Ele. Este é o verdadeiro equilíbrio das Escrituras. 

Este salmo é mais uma jóia da Inspiração que usou o poeta Davi para nos presentear com a sabedoria divina. Aqui estão as qualidades do verdadeiro cidadão do Céu. Portanto, trata-se de um assunto essencial, a fim de que não fiquemos desavisados de nossas obrigações espirituais e sociais para com Deus e nosso semelhante.

I – UMA PERGUNTA PERSCRUTADORA (v. 1)

O salmo começa com uma pergunta dirigida a Deus Jeová: “Quem, SENHOR, habitará no Teu tabernáculo? Quem há de morar no Teu santo monte?” Esta é uma das perguntas mais perturbadoras, temidas e decisivas. Já pensou se você fizesse esta pergunta e Deus lhe respondesse: “Você está longe disso!”? Mas Cristo disse certa vez para alguém: “Não estás longe do reino de Deus!” (Mc 12:34).

Muitos estão se perguntando em nossos dias: Diante de tantas igrejas cristãs, qual é a igreja verdadeira? Qual é a que se aproxima um pouco mais da verdade? Mas a pergunta que deveria estar em nossa mente, nestes dias de tanta insegurança e confusão religiosa é esta: “Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” Certamente, uma pessoa que fizer tal pergunta jamais será desapontada com referência à verdade.

A palavra “SENHOR” é correspondente a Yahweh no original, e, portanto, invoca ao próprio Jeová, que é o Deus da redenção e da aliança com o Seu povo. “Tabernáculo” ou “tenda” é o símbolo tradicional de Sua presença para um peregrino, porque somos peregrinos neste mundo, em direção à Canaã celestial, onde é o país dos nossos sonhos. Isso nos traz à lembrança o texto de Hebreus 11, onde lemos acerca dos Heróis da fé, como os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, além de muitos outros, que viveram em tendas e ansiavam habitar com Deus, mas morreram sem ter obtido a concretização de suas esperanças.

Por outro lado, a expressão “santo monte” se refere ao monte Sião, onde foi edificado o templo de Jerusalém, a casa de Deus, na Palestina, monte que se tornou um símbolo da habitação de Deus no Céu, onde foram vistos os 144.000 diante do Seu trono (Ap 14:1).

A pergunta (Sl 15:1) de início poderia transparecer uma conotação legalista, em que certas pessoas exclusivas teriam acesso à morada de Deus, na condição de preencher certos requisitos da Lei e dos mandamentos de Deus. De uma leitura superficial, alguém poderia citar as palavras deste Salmo para dizer que ninguém pode alcançar um alvo tão elevado como a pretensão de habitar com o Eterno, o Criador do universo.

Entretanto, o contexto indica que esse não é o caso. Qualquer pessoa pode chegar ao soberano ideal de subir ao Céu e habitar com o Altíssimo por toda a eternidade. A primeira coisa que tal pessoa faz é se dirigir a Deus e Lhe fazer a mesma pergunta, sinceramente: “Senhor, como é que eu posso estar contigo sempre e morar em Tua companhia? Senhor, eu Te anseio e desejo tanto morar contigo, porque te amo tanto que desejo habitar no Céu onde estás. Como é que eu consigo isso?”

II – UMA RESPOSTA INTRIGANTE (vs. 2-5b)

A pergunta acima só será feita por uma pessoa humilde que já possui características essenciais para ser um cidadão do Céu, porque está sendo atraída pelo Espírito Santo, e é um crente no poder, na bondade e sabedoria de Deus. A resposta de Deus para tal pessoa é como encontramos nos versos seguintes.

1 – O Cidadão do Céu é Íntegro (v. 2a)

“O que vive com integridade.”

Arthur Gordon numa conferência em 1986, contou a seguinte história: Na sala de operação de um grande hospital, uma jovem enfermeira experimentou seu primeiro dia de responsabilidade total.
- "O senhor retirou 11 esponjas, doutor," disse ela ao cirurgião. "Nós usamos 12."
- "Nós as removemos todas," de­clarou o doutor. "Vamos fechar a incisão agora mesmo."
- "Não!" objetou a enfermeira. "Nós usamos 12."
- "Eu tomo a responsabilidade!" re­torquiu o cirurgião com severidade "Suture!"
- "O senhor não pode fazer isso," gri­tou a enfermeira. "Pense no paciente!"
O doutor sorriu e mostrou à en­fermeira a 12ª esponja. - "Você passou," disse o médico. Ele estava testando sua integridade - e ela tinha passado no teste.

O salmista apresenta a maior virtude do cidadão do Céu: integridade! Esta é uma palavra que tem significado amplo. Muito mais do que a ilustração acima pôde transmitir. Não basta procurar um Dicionário para defini-la. Um Dicionário diria que integridade é “inteireza moral, retidão, imparcialidade, inocência” (Michaelis). Entretanto, integridade vai muito além da simples ética moral; integridade na Bíblia é excelência moral na ética e na espiritualidade. É um conjunto de qualidades morais e espirituais que justificam a sua existência. Portanto, para definir integridade corretamente é preciso consultar a Bíblia.

Integridade no Salmo 15 vem da palavra hebraica “tâmyîm” que significa “perfeição”, como encontramos em Gênesis 17:1, onde lemos a mensagem de Deus para Abraão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.” Esse homem de Deus tinha 99 anos e ainda não era perfeito. Em certo sentido isso é uma consolação para todos. Mas Deus lhe dava a fórmula para ser perfeito e íntegro: “Anda na minha presença!” Abraão em sua natureza pecaminosa não era íntegro, tanto é que falhou em algumas vezes, mentindo, desconfiando e dissimulando. Mas quando ele se encontrava na presença de Deus, e andando com Ele, era íntegro e perfeito.

Portanto, integridade significa harmonia com Deus, porque ninguém é completo se não estiver em harmonia com o seu Criador.

Assim, integridade é excelência de caráter espiritual que se expande para todas as áreas da vida, e que só pode ser adquirida por meio de uma obra de Deus que permitimos ser realizada em nós, pelo Espírito Santo. Vem do próprio conhecimento do Todo-Poderoso.

Integridade é o clímax de todas as virtudes. É por isso que ela vem em primeiro lugar. Logo depois, vemos as demais virtudes, nos versos seguintes, que são apenas um desdobramento da integridade, e que servem apenas de ilustrações não exaustivas do que faz ou deixa de fazer uma pessoa íntegra. Este é o método em muitos poetas e profetas do Antigo Testamento: Primeiro eles apresentavam o clímax, o melhor, e depois passavam a demonstrar como chegar lá.

Integridade (“tâmyîm” = perfeição) é mais do que aparência externa. Integridade é uma virtude que parte do coração. Os perfeccionistas sem Deus não possuem integridade no sentido bíblico, e na realidade são apenas uma aparência do que se pode ver de seus atos refinados e medidos, externamente. Eles são retratados em Romanos 7, que pinta o quadro do homem que tenta fazer tudo bem, tudo correto, mas faz o mal, porque desconhece a Jesus Cristo. Eles não são perfeitos, apenas tentam ser e, muitas vezes, escondem as suas más intenções, que conspiram contra a integridade verdadeira, que se manifesta em primeiro lugar na vida correta com Deus.

Integridade é amor. É santidade. É andar com Deus, sinceramente. Portanto, a pergunta está respondida: Só uma pessoa santa, íntegra, que tem um relacionamento sincero com Deus poderá habitar no “santo monte”. Qualquer outra virtude parte desse fundamento. E qualquer pessoa pode chegar a esse ideal, se ela desejar ardentemente andar com Deus e viver pelo Seu poder.

2 – O Cidadão do Céu é Justo (v. 2b)

Ele “pratica a justiça.”

Em maio deste ano, um pastor adventista foi ao supermercado de Itajaí, e quando passou pelo caixa com as compras, notou que a jovem não registrara dois produtos iguais, no valor de R$ 14,90 cada. Logo a seguir, sua esposa também percebeu a falha através da nota, e ambos voltaram. Para surpresa da jovem atendente, o pastor lhe disse que ela precisava cobrar R$ 29,80 a mais por dois produtos que haviam passado sem cobrança.

Então, o cartão lhe foi entregue, ela seguiu o procedimento e agradeceu por aquela “gentileza” rara. Isso realmente não se chama de gentileza; o seu nome é “justiça”. Justiça é dar a alguém o que lhe é de direito exclusivo; justiça é dar a alguém o que ele merece. Injustiça seria ficar calado, e levar dois produtos para casa, sem ter pago por eles.

Se integridade é harmonia com Deus, justiça é harmonia com o próximo. Ser íntegro é cumprir os 4 mandamentos referentes a Deus. Ser justo é cumprir os 6 mandamentos referentes ao próximo. Portanto, nestas duas palavras, integridade e justiça, temos resumida toda a Lei dos 10 Mandamentos. Todas as outras virtudes estão baseadas nestas duas e partem delas. O cidadão do Céu é íntegro, e, portanto, ele será justo em todas as suas transações, e em todos os seus relacionamentos, ele será justo com o seu vizinho, até mesmo quando este lhe for injusto.

Ele poderá ser até perseguido por causa da justiça, como previu Cristo em Seu sermão do monte, mas ele ainda assim será justo e correto. Ele sabe que as suas ações são vistas por Deus, e é só isso o que importa, porque ele só deseja fazer a Sua vontade soberana. Essa justiça ele alcança mediante a fé em Jesus Cristo e na Sua confiança no Pai, em Quem ele se deleita e se compraz, como um filho de Deus. (Rm 3:22-24).

3 - O Cidadão do Céu é Verdadeiro (v. 2c)

“E, de coração, fala a verdade.” Ele gosta tanto da verdade que não mente nem por brincadeira!

Hoje vivemos em um mundo de mentiras. Estamos cheios de mentiras por todos os lados. Mentem as propagandas, os filmes de Hollywood, mentem as novelas, mentem revistas e noticiários. Mentem promotores e juízes, mentem os réus e seus advogados. Mentem os patrões e os empregados uns aos outros. Esta é a vida dos cidadãos deste mundo: enganando e sendo enganados.

Certa vez, um colportor vendeu uma coleção de livros para o chefe de uma família no interior da Bahia. Ele assinou o pedido e o colportor prometeu voltar com os livros em 30 dias. Quando chegou o colportor, bateu à porta. Demorou algum tempo até que chegou uma jovem dizendo: “Meu pai não está!” Nesse exato momento, chegou correndo a sua irmãzinha, que ao ouvir isso, falou: “Está sim, o papai está!” E saiu gritando pela casa: “Papai, papai, vem aqui; tem um homem na porta que quer falar com o senhor!”

Outra vez, um senhor bateu à porta de uma casa. Veio uma jovem bem orientada pelos pais, e, imaginando que era alguma cobrança que já esperavam, disse: “Meu pai não se encontra!” O homem respondeu: “Que pena! Eu queria pagar uma dívida que eu tenho com ele!” A moça prontamente falou: “Ah, se é para receber, então, ele está!”

Mas o cidadão do Céu “fala a verdade”! De que modo? “de coração”. Ele é íntegro, e, portanto, ele é verdadeiro porque fala a verdade que procede do coração. Ele é sincero no que diz e fala as coisas exatamente como são, sem fingimentos, sem insinuações ou suposições. Ele está seguro em Deus e, portanto, não teme dizer a verdade. Ele está ligado à Fonte da verdade, e, portanto, ele crê na verdade, fala “a verdade, só a verdade e nada menos do que a verdade”.

Ele também fala a verdade da luz do Evangelho de Deus aos outros. Ele é verdadeiro, e fala a verdade, de coração. Essa coragem e amor à verdade e ao semelhante vem do seguir Jesus Cristo que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6).

4 - O cidadão do Céu é benévolo (v. 3)

“O que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho.”

Certa senhora resolveu sair de casa numa manhã. Ela iria acompanhada de 3 garotas, suas filhas. E chovia um pouco e ela tomou o seu guarda-chuva, e disse: "Vamos nos proteger." E as jovens tomaram também uma sombrinha cada uma. Esperaram um pouco no ponto do ônibus até que chegou. E não havia muito lugar, estava lotado, mas as meninas conseguiram um lugar para a mamãe. E a senhora se assentou ali, e para não incomodar a vizinha ao lado, ela pôs o seu guarda-chuva molhado do lado direito. E lá estava ela com seus pensamentos sem perceber que o ônibus estava se aproximando da sua parada. E as meninas disseram: "Mamãe, está na hora!", e deram o sinal. E aquela senhora preocupada em descer, tinha esquecido de que lado tinha posto o guarda-chuva, e ao invés de ela tomar o guarda-chuva à direita, ia pegando o outro do lado esquerdo. E a mulher que estava do lado já aprontou ali um barulho. Enquanto a senhora descia, ela falava ao pessoal do ônibus: "Este mundo está cheio de ladrões. Já queriam me levar o guarda-chuva. Afinal de contas, eu não sou tão rica!", e humilhava a senhora que cometera um engano.

Lá fora aquela mulher que era uma cristã, disse às suas filhas: "Que pena, a gente sai com bom espírito, e às vezes um fato assim atrapalha a gente." E as meninas disseram: "Esquece isso, mamãe! Deixa isso pra lá. Vamos fazer as nossas compras." E elas estiveram na cidade algumas horas. Depois voltaram, mas era ainda cedo. Mas a senhora já estava cansada e as meninas resolveram fazer um passeio, visitar uma amiga.

A mamãe, porém, queria voltar para casa. Mas não chovia mais. Então, as meninas disseram: "Mamãe, a senhora leva para casa os guarda-chuvas." E a senhora pegou agora os 4 guarda-chuvas e os enfeixou e esperou alguns momentos na fila do ônibus. Chegando o ônibus, ela entrou e lá estava aquela mulher que fez o barulho. E aquela mulher olhou bem, reconheceu aquela senhora, e disse à sua companheira: "Olha aí, o mundo está mesmo cheio de ladrões. Esta mulher ia indo para a cidade e ela quis roubar o meu guarda-chuva, e não conseguiu, porque eu vi e reclamei. Mas ela já conseguiu 4!"

No entanto, aquela mulher estava julgando falsamente. Ela estava detratando um bom caráter. Ela estava difamando e lançando injúria contra uma pessoa justa. Mas assim não age um cidadão do Céu. Ele tem um coração benévolo e pergunta antes de tirar conclusões precipitadas. Ele investiga as coisas sobre o que fala, a fim de poder exercer a benevolência mesmo com a língua e ninguém precisa se proteger de tal pessoa benevolente. Ele é amorável e tem muita consideração para com a reputação dos outros. É um verdadeiro candidato para entrar no Céu, onde não existe a maldade dos nossos dias.

5 - O cidadão do Céu é criterioso (v. 4a)

“O que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo,
mas honra aos que temem ao SENHOR.”

Uma das virtudes mais preciosas, uma das virtudes mais atraentes e, não obstante, mais raras, é a sensibilidade no julgamento. O cristão possui critérios básicos para julgar coisas e pessoas. Ele vive por princípios e não por mero sentimentalismo. Ele sabe julgar e procede corretamente quando julga.

Mas alguém poderia dizer que isso vai contra as regras do sermão do monte. Respondemos que Cristo não condenou o ato de julgar em si mesmo, o juízo exato que se faz normalmente em nossa maneira de ver pessoas e coisas.  O que Cristo censurou, o que Ele condenou foi o juízo temerário, quando disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mt 7:1).

Mas note que Ele continua: “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.” (v. 2). Ou seja, cada um tem o seu critério para julgar, e todos julgam constantemente, porque é impossível ver uma situação e não passá-la pelo crivo da inteligência. Entretanto, o Mestre dos mestres reprovava, isto sim, o juízo temerário, o juízo perigoso, porque é imprudente, precipitado, injusto e parcial. Mas o próprio Cristo foi criterioso, ao dizer: “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas!...” (Mt 23:13).

O apóstolo Paulo ensina, ademais, que todos somos juízes, e, portanto, devemos como cristãos, exercer esse direito com prudência e harmonia, e pecamos quando somos omissos no julgar: “Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!... Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade?” (1Co 6:3,5).

O cidadão do Céu é criterioso, é fino em seu julgamento, e sabe quando e onde separar coisas e pessoas. Ele despreza o “réprobo” (rejeitado, não aprovado), e o coloca em seu devido lugar. Ele está baseado nas Escrituras. É o mesmo apóstolo Paulo quem continua o argumento: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” (1Co 6:9-10). Entretanto, o homem íntegro e justo sabe também estabelecer o equilíbrio e ama as pessoas, dando-lhes a oportunidade de conhecer a verdade.

Ele também “honra aos que temem ao Senhor”. Aliás, não se pode fazer isso sem primeiro ser criterioso. Paulo completa esse pensamento, ao dizer: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13:7). De fato, o cidadão do Céu não só honra aos que temem a Deus, como também se regozija na companhia deles. Como disse o próprio Davi: “Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer.” (Sl 16:3).

Mas nessa passagem (Sl 15:4), vemos nas entrelinhas que ele não só honra aos que temem ao Senhor, como também ele mesmo teme ao Senhor, porque integridade é um relacionamento submisso a Deus. Portanto, não podemos dizer que este salmo é legalista em sua estrutura, porque possui subentendido o pensamento de um homem ligado a Deus. Somente esse homem poderá morar com Ele, e habitar em Seu santo monte.

6 - O cidadão do Céu é confiável (v. 4b)

“O que jura com dano próprio e não se retrata.”

Winton Beaven, vice presidente do Kettering Medical Center, escreveu: “Eu cresci numa comunidade rural da parte superior do estado de Nova Iorque. Meu avô era fazendeiro. Havia poucos contratos escritos. Negócios eram fechados apenas com um aperto de mão. ‘A palavra de um homem era seu fiador,’ costumava dizer meu avô. Se uma pessoa concordou em fazer algo, ela o fará, pouco importam as conse­quências.”

Muito tempo atrás, enquanto o Duque da Burgúndia presidia o Gabi­nete do Conselho Francês, um dos ministros propôs que se rompesse de­terminado tratado, já que o rompimento resultaria em vantagens econômicas importantes para o país. Muitas razões "boas" foram apresentadas para justificar o ato. O duque ouviu em silêncio. Depois que todos fala­ram, ele se ergueu e, colocando a mão sobre uma cópia do acordo, disse com firmeza: "Cavalheiros, nós assinamos um tratado!" E isso encerrou a questão.

Você pode falar com uma pessoa tal e firmar um compromisso, e você sabe que pode confiar nessa pessoa porque ela mantém a palavra, “e não se retrata” mesmo que saia prejudicada desse acordo. Isso é o mínimo que se espera de um cidadão do Céu. Isso é o que se espera de um cristão que professa estar se preparando para um dia morar com Deus.

7 - O cidadão do Céu é honesto (v. 5a,b)

“O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente.”

Honestidade é a virtude de um homem íntegro, porque a integridade é a mãe da honestidade, é a raiz de todas as virtudes. Mas, infelizmente, são raros os homens honestos. Vemos na política, no comércio, na alfândega, e algumas vezes na igreja, e em todos os lugares o império da corrupção.

O texto não diz que esse homem justo e íntegro não empresta o seu dinheiro. Diz que ele não empresta com “usura”. Usura é juro excessivo, lucro exagerado, avareza, mesquinhez, ganância. Se um amigo vier lhe pedir algum dinheiro emprestado porque está em dificuldades financeiras, ou porque perdeu alguns bens e precisa reavê-los, ou porque foi roubado, o cristão não se aproveita dessas circunstâncias para exigir juros altos acima do estipulado pelo senso mais honesto, ou por um percentual justo, combinado antecipadamente. Ele não aproveita as oportunidades para roubar do seu semelhante.

Ele também não aceita suborno contra uma pessoa inocente. Imagine um homem pobre e simples que está sendo julgado. Ele tem poucos argumentos para provar a sua inocência, mas todos sabem que ele não é culpado. Então o promotor, querendo ganhar a questão, em um lapso incrível do sistema, propõe aos jurados uma certa quantia em dinheiro, para que votem contra o réu. Um homem íntegro, um verdadeiro cristão, rejeita essa oferta corrupta imediatamente. “Ele não se compra e nem se vende”. Ele não se corrompe com dinheiro, e tem misericórdia dos fracos, que muitas vezes são justos, mas oprimidos pelos ímpios. O cidadão do Céu é honesto e não se aproveita da fraqueza dos outros para aumentar a sua conta bancária.

Vale aqui recordar as palavras do livro Educação: “A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” (Ellen White, Educação, pág. 57).

III – UMA PROMESSA ALVISSAREIRA (v. 5c)

“Quem deste modo procede não será jamais abalado.”

Aqui temos a promessa de Deus para todos os que seguem os passos de Jesus Cristo e estão se preparando para entrar no Céu e habitar no monte Sião, junto a Deus e os santos anjos.

Estamos no limiar da eternidade, e muitos vivem em uma falsa segurança. Somente os que são íntegros poderão entrar nos portais das mansões celestes. Temos nós buscado a Deus a fim de que esse caráter possa ser visto em nós? Se nós buscarmos sinceramente a Jesus Cristo, Ele nos dará o Seu Espírito abundantemente, a fim de transformar a nossa vida, perdoando os nossos pecados e nos levando à integridade e perfeição. Desse modo, jamais seremos abalados, “ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares”. (Sl 46:2).

Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...